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Cartão de crédito para jovens ou crédito pessoal: qual o melhor?

6 min
Olga Teixeira
Olga Teixeira

Índice de conteúdos:

  1. Como funciona um cartão de crédito?
  2. Como funciona o crédito pessoal?
  3. Cartão de crédito para jovens ou crédito pessoal: qual fica mais barato?
  4. Quando faz sentido recorrer a um cartão de crédito ou a um crédito pessoal?
  5. Que alternativas existem ao cartão de crédito?
  6. O que comparar antes de contratar um crédito?

Quando surge uma despesa inesperada e não tem liquidez, será melhor usar um cartão de crédito para jovens ou recorrer ao crédito pessoal? Antes de decidir, importa perceber como funcionam estas duas opções, quais os custos envolvidos e que cuidados deve ter.

Uma avaria no carro, um eletrodoméstico que precisa de ser substituído, uma pós-graduação que pretende tirar ou obras inadiáveis em casa são apenas alguns exemplos de despesas elevadas ou inesperadas que nem sempre é possível pagar a pronto. Nestas situações, um cartão de crédito pode ser útil, mas o crédito pessoal também pode ser uma alternativa. Existem ainda outras soluções para fazer face a estas despesas. Saiba quais são.

Como funciona um cartão de crédito?

O cartão de crédito permite fazer pagamentos ou levantar dinheiro (cash advance), mesmo quando não tem esse valor disponível na sua conta à ordem.

Ao contratar um cartão de crédito, é-lhe disponibilizado um plafond, isto é, um limite máximo de crédito que pode utilizar. À medida que vai pagando o montante em dívida, o valor fica novamente disponível. É, por isso, considerado um crédito renovável.

Para evitar o pagamento de juros, deve liquidar a totalidade do valor em dívida até à data limite definida. No entanto, além dos juros, os cartões de crédito podem ter outros encargos associados, como por exemplo:

  • Anuidade do cartão;
  • Comissões pelo cash advance;
  • Comissões pela utilização do cartão no estrangeiro;
  • Juros de mora e comissões de recuperação de valores em dívida, em caso de atraso no pagamento.

Entre as principais vantagens do cartão de crédito estão:

  • Possibilidade de pagar despesas inesperadas;
  • Segurança nos pagamentos;
  • Flexibilidade na utilização e no pagamento;
  • Benefícios adicionais, como seguros de viagem, quando os bilhetes são comprados com o cartão;
  • Ampla aceitação como meio de pagamento.

Por outro lado, existem algumas desvantagens a considerar:

Dica importante: para os jovens que estão a começar a trabalhar ou ainda não têm rendimentos regulares, é especialmente importante avaliar os requisitos de contratação e escolher um limite de crédito adequado à sua capacidade financeira.
Fast facts:
→ Um cartão de crédito não é apenas um meio de pagamento. É também um contrato de crédito aos consumidores;
→ No final de 2025, existiam cerca de 7.000.000 de cartões de crédito em Portugal;
→ Em 2025, 48% dos cartões de crédito não tinham qualquer valor em dívida;
→ Quase 20% dos cartões não eram utilizados há mais de sete anos.

Como funciona o crédito pessoal?

O crédito pessoal permite financiar projetos ou fazer face a despesas elevadas, através do pagamento de prestações mensais.

Pode ser contratado para uma finalidade específica, como educação, saúde ou eficiência energética ou, então, sem uma finalidade definida.

O prazo máximo de reembolso depende do tipo de crédito. Nos empréstimos destinados à educação, saúde, eficiência energética ou à compra de um automóvel ou motociclo, pode chegar aos dez anos (ou seja, 120 meses). Nos restantes casos, o prazo máximo é de 84 meses (sete anos).


Uma dica: o valor da prestação não é o mais importante

Um prazo de reembolso mais longo permite reduzir o valor das prestações mensais, mas aumenta o montante total de juros a pagar. Já um prazo mais curto implica prestações mais elevadas, mas reduz o custo total do crédito.

Por isso, ao comparar propostas de crédito pessoal para encontrar a opção mais barata, não olhe apenas para o valor da prestação. Tenha também em conta:

→ A Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG), que representa o custo total do crédito em termos anuais, incluindo juros, comissões, impostos e seguros exigidos;

→ E o Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC), que corresponde ao valor total que terá de pagar pelo empréstimo, ou seja, é a soma do montante financiado com os juros, comissões, impostos, seguros e outros encargos.

Entre as principais vantagens do crédito pessoal estão:

  • Possibilidade de fazer o pedido online;
  • Rapidez na aprovação, que pode ocorrer em 24 a 48 horas;
  • Regra geral, não exige a apresentação de garantias;
  • Nos créditos sem finalidade específica, não é necessário justificar o motivo do pedido;
  • Flexibilidade nos montantes e prazos de reembolso. Por exemplo, com o Crédito Pessoal da Cofidis, pode pedir entre 5.000 e 20.000 euros, sem comissão de abertura e com taxas de juro fixas.

Quanto às desvantagens, destacam-se o aumento da taxa de esforço e o risco de sobreendividamento, sobretudo quando existem vários créditos em simultâneo.

Por isso, antes de avançar, é importante avaliar a sua capacidade financeira e garantir que contratar um crédito pessoal é uma decisão ponderada e responsável.

Apesar de terem algumas características em comum, o cartão de crédito e o crédito pessoal apresentam diferenças importantes. Resumimos as principais na tabela seguinte:

Cartão de créditoCrédito pessoal
Mais indicado paraDespesas pontuais e de menor valorDespesas elevadas
Forma de utilizaçãoLimite de crédito reutilizávelMontante financiado
ReembolsoFlexível, conforme o contratoPrestações mensais
JurosPodem ser evitados em compras elegíveis e com pagamento integral na data limite definidaRegra geral, são cobrados
Principal vantagemFlexibilidadePrevisibilidade das prestações
Principal riscoAcumulação de dívida e juros elevadosCompromisso financeiro a longo prazo

Cartão de crédito para jovens ou crédito pessoal: qual fica mais barato?

Não existe uma única resposta, porque tudo depende do valor que precisa de financiar, do prazo de reembolso, das taxas de juro e dos restantes encargos associados a cada opção.

Por exemplo, se olharmos apenas para as taxas de juro, o crédito pessoal tende a ser mais vantajoso. No entanto, para despesas de menor valor ou que consiga pagar num curto espaço de tempo, o cartão de crédito pode compensar, sobretudo se liquidar a totalidade do valor em dívida dentro do período sem juros.

Antes de decidir, avalie a sua situação financeira e compare o custo total das duas opções.

Quando faz sentido recorrer a um cartão de crédito ou a um crédito pessoal?

A escolha entre um crédito pessoal ou um cartão de crédito para jovens depende do tipo de despesa, mas também do valor que precisa de financiar e da sua capacidade financeira para devolver o dinheiro.

Pode fazer sentido contratar um cartão de crédito quando:

  • Surge uma despesa inesperada, mas só tem liquidez para a pagar no mês seguinte;
  • Precisa de comprar bilhetes de avião e quer beneficiar de um seguro de viagem, caso o cartão inclua esta vantagem;
  • Tem um cartão com cashback e pode recuperar parte do valor gasto;
  • O montante de que precisa é demasiado baixo para recorrer a um crédito pessoal.

Já o crédito pessoal pode ser mais adequado para despesas elevadas, cujo pagamento precisa de ser distribuído por vários meses. Por exemplo:

Que alternativas existem ao cartão de crédito?

Além do crédito pessoal, existem outras formas de financiar despesas sem recorrer ao cartão de crédito.

Uma delas são as linhas de crédito, que funcionam de forma semelhante aos cartões de crédito. Ou seja, trata-se de um crédito renovável, em que o plafond volta a ficar disponível à medida que vai pagando o montante utilizado.

A principal diferença é que, numa linha de crédito, o dinheiro pode ser disponibilizado diretamente na conta à ordem, em vez de estar associado a um cartão. Assim, pode recorrer a esse montante sempre que precisar, dentro do limite contratado. As taxas de juro são, geralmente, semelhantes às dos cartões de crédito.

Outra alternativa é o pagamento em prestações, disponibilizado na compra de determinados bens ou serviços. No entanto, antes de optar por esta solução, informe-se sobre as condições e confirme se a possibilidade de pagar de forma faseada implica a cobrança de juros ou outros encargos.

O que comparar antes de contratar um crédito?

Se optar por um crédito pessoal, é importante comparar várias propostas e analisar as condições antes de tomar uma decisão.

Comece por fazer simulações e consulte a Ficha de Informação Normalizada (FIN), um documento que reúne as principais características e os custos do crédito. Com base nessa informação, compare:

  • Prazo de reembolso;
  • Taxa de esforço;
  • TAEG;
  • MTIC;
  • Comissões e outros encargos.

Faça bem as contas para perceber qual será o impacto do empréstimo no seu orçamento. Se já tem outros créditos ou cartões de crédito ativos, avalie se consegue assumir mais um compromisso financeiro sem comprometer a sua capacidade de pagar as prestações e correr o risco de entrar em incumprimento.

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