Dinheiro

6 sinais de que está a perder o controlo financeiro

5 min
Daniela Cunha
Daniela Cunha

Índice de conteúdos:

  1. Quais os sinais de que está a perder o controlo financeiro?
  2. Como recuperar o controlo financeiro?
  3. Perguntas frequentes sobre o controlo financeiro

Perder o controlo financeiro nem sempre acontece de um dia para o outro. Na maioria dos casos, os sinais surgem de forma gradual: o dinheiro deixa de chegar até ao fim do mês, torna-se mais difícil pagar as contas, o recurso ao crédito aumenta e as poupanças desaparecem.

O problema é que muitas pessoas só se apercebem da gravidade da situação quando começam a acumular prestações em atraso, dívidas ou outras dificuldades financeiras.

A boa notícia é que quanto mais cedo identificar estes sinais, mais fácil será recuperar o equilíbrio das suas finanças e evitar situações de incumprimento ou sobreendividamento.

Neste artigo, mostramos os principais sinais de que está a perder o controlo financeiro e indicamos algumas medidas práticas para voltar a organizar o seu orçamento.

Será que está a perder o controlo financeiro? 6 sinais de alerta

Regra geral, existem vários sinais que indicam que as suas finanças podem estar a desequilibrar-se. Isoladamente, nem sempre são motivo de preocupação. No entanto, quando se repetem ou começam a acumular-se, é importante encará-los como um alerta e agir rapidamente para evitar problemas mais graves, como o incumprimento ou o sobreendividamento.

1. Conta sempre os dias até ao próximo salário

Se chega ao final do mês a contar os cêntimos e a fazer um esforço até receber o salário seguinte, é provável que as suas finanças estejam no limite.

Viver constantemente de ordenado em ordenado não só aumenta a ansiedade financeira, como também o deixa mais vulnerável perante imprevistos.

2. O dinheiro desaparece e não sabe onde foi gasto

É um café aqui, uma compra “insignificante” ali e quando dá conta já perdeu completamente a noção do dinheiro que gastou ao longo do mês. Este é mais um dos sinais de que pode estar a perder o controlo financeiro e acontece porque não há um registo regular de gastos, mesmo dos mais pequenos.

A falta de um orçamento mensal faz com que não saiba para onde está a ir o seu dinheiro, tornando impossível identificar excessos e ajustar hábitos.

3. O saldo da conta chega frequentemente a zero

Ter mensalmente a conta bancária quase a zeros não deve ser visto como uma situação normal. Quando isto acontece com frequência, é sinal de que está a viver no limite das suas possibilidades.

O risco de descoberto bancário, ou seja, de ter o saldo negativo, aumenta e a margem financeira para fazer face a imprevistos é pouca ou nenhuma.

4. Recorre a crédito para pagar despesas básicas

O recurso a créditos pessoais, cartões de crédito ou a prestações para cobrir as despesas do dia a dia significa que o seu rendimento não é suficiente para aquilo que está a gastar.

Quando esta prática se torna recorrente, o risco de sobreendividamento aumenta. Além de pagar juros e outros encargos, a sua taxa de esforço pode tornar-se cada vez mais elevada, reduzindo a capacidade para fazer face às restantes despesas.

Na prática, está a alimentar um ciclo de endividamento, em que cada novo crédito serve para pagar o anterior, agravando progressivamente o desequilíbrio financeiro.

5. Sente dificuldade em pagar as prestações ou contas dentro do prazo

Quando começa a adiar o pagamento das prestações dos créditos, de faturas ou outras despesas fixas porque não tem dinheiro suficiente, é um sinal claro de que as suas finanças estão sob pressão.

Com o tempo, os juros vão crescendo, a dívida fica cada vez maior e o risco de entrar em incumprimento aumenta. É um efeito de bola de neve difícil de travar se não “cortar o mal pela raiz” de imediato.

6. Não consegue poupar todos os meses

Adiar sistematicamente a poupança porque o seu rendimento é utilizado na totalidade para pagar despesas é mais um sinal de que está a perder o controlo financeiro.

Se não poupar, não consegue ter um fundo de emergência que lhe permita lidar com imprevistos, o que significa que vive de forma permanente em risco: qualquer despesa inesperada ou quebra de rendimento pode obrigá-lo a recorrer ao crédito ou comprometer o pagamento das restantes contas.

Como recuperar o controlo financeiro? 7 passos práticos

Perder o controlo financeiro pode ter um impacto significativo no seu dia a dia. No entanto, esta situação não tem de ser definitiva. Com disciplina e as estratégias certas, é possível voltar a organizar as suas finanças pessoais e recuperar a estabilidade:

  1. Faça um diagnóstico financeiro: analise os seus rendimentos, despesas, dívidas com créditos e prazos de pagamento. Ter uma visão clara da sua situação é o ponto de partida para conseguir melhorá-la;
  1. Crie um orçamento mensal: não precisa de nada muito complexo. O importante é que anote todos os seus gastos para saber exatamente para onde está a ir o dinheiro;
  1. Defina prioridades e corte nas despesas desnecessárias: depois de conhecer todos os seus gastos, deve distribuir o rendimento. Pode utilizar métodos como a regra 50/30/20, mas é fundamental que dê prioridade às despesas essenciais e à poupança e que imponha limites ao que é supérfluo. Se for necessário para voltar a ter controlo sobre as suas finanças, deve reduzir ou eliminar despesas não essenciais;
  1. Utilize a tecnologia como aliado estratégico: as apps de finanças podem ajudá-lo a manter as suas contas em ordem. Explore as opções disponíveis no mercado para encontrar a mais adequada;
  1. Comece um fundo de emergência: se não conseguir poupar grandes quantias, comece com montantes mais pequenos, mas garanta que é consistente na poupança. Com o tempo, e à medida que vai ganhando controlo da sua situação financeira, pode ir aumentando os valores que poupa;
  1. Renegocie os seus créditos, seguros e serviços: fale com a instituição bancária para tentar alterar as condições dos seus financiamentos (por exemplo, revendo os prazos de pagamento ou as taxas). Faça o mesmo com as companhias de seguros e os fornecedores de serviços, como da eletricidade, e tente negociar condições mais vantajosas;
  1. Considere consolidar os seus financiamentos: se tiver mais do que um crédito, pondere consolidá-los. Desta forma, poderá conseguir reduzir a sua prestação mensal, o que facilita a gestão do orçamento. Por exemplo, com o Crédito Consolidado da Cofidis, pode reduzir as suas prestações em até 70%.

5 perguntas frequentes sobre o controlo financeiro

Voltar a controlar as finanças é um processo que requer paciência, disciplina e consistência. Para o ajudar, reunimos abaixo as respostas a algumas questões importantes.

Como saber se estou em situação de sobreendividamento?icon

O sobreendividamento acontece quando deixa de conseguir cumprir regularmente as suas obrigações financeiras ou quando as prestações dos créditos consomem uma parte tão significativa do rendimento mensal que já não consegue suportar as despesas do dia a dia ou fazer face a imprevistos.

Alguns sinais de alerta incluem atrasos no pagamento de prestações, recurso frequente ao crédito para pagar outras dívidas ou despesas correntes e dificuldade em equilibrar o orçamento todos os meses.

Qual é a taxa de esforço recomendada?icon

De forma geral, recomenda-se que a taxa de esforço não ultrapasse os 35% do rendimento mensal líquido. Entre 35% e 50%, é necessário um controlo mais rigoroso do orçamento, já que existe menor margem para lidar com imprevistos. Acima dos 50%, a situação já é considerada crítica, podendo aumentar significativamente a probabilidade de incumprimento financeiro.

O que fazer quando já não consigo pagar as prestações dos créditos?icon

Se já sente dificuldades em pagar os seus créditos, deve contactar de imediato o seu banco e pedir para implementarem o Plano de Ação para o Risco de Incumprimento (PARI). É fundamental que o faça antes de entrar em incumprimento.

Quando faz sentido recorrer ao crédito consolidado?icon

O crédito consolidado pode fazer sentido quando tem vários financiamentos com taxas de juro altas, quando está em risco de incumprimento ou quando as prestações começam a comprometer o orçamento mensal.

Quanto dinheiro devo ter num fundo de emergência?icon

O valor ideal varia de pessoa para pessoa. O que os especialistas recomendam é que tenha o equivalente a entre seis e 12 meses de despesas essenciais.

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