E se ficar desempregado? Saiba como proteger as suas finanças
Índice de conteúdos:
- O que acontece às suas finanças pessoais se ficar desempregado?
- Como preparar as finanças para uma maior proteção no desemprego?
Ficar desempregado pode ter um impacto imediato nas finanças pessoais, sobretudo quando existem despesas fixas, créditos ou outros compromissos financeiros que continuam a ter de ser pagos. Embora ninguém consiga prever quando pode perder o emprego, é possível preparar-se para reduzir o impacto financeiro desta situação.
A perda ou diminuição dos rendimentos pode dificultar o pagamento das despesas do dia a dia e aumentar o risco de recorrer ao crédito ou de entrar em incumprimento. Por isso, quanto mais cedo começar a planear as suas finanças, maior será a capacidade para enfrentar um período de desemprego com maior tranquilidade.
Neste artigo, reunimos várias medidas práticas para proteger o orçamento, reforçar a sua segurança financeira no desemprego e preparar-se para uma eventual quebra de rendimentos.
O que acontece às suas finanças pessoais se ficar desempregado?
Ficar desempregado pode comprometer rapidamente a estabilidade financeira de qualquer pessoa. Na maioria dos casos, a perda de emprego traduz-se numa redução significativa ou até na perda total dos rendimentos, enquanto a maioria das despesas mensais continua a existir.
Com menos dinheiro disponível, torna-se mais difícil suportar encargos como a alimentação, a habitação, os serviços essenciais, os transportes ou as prestações de créditos. Se esta situação se prolongar, aumenta a probabilidade de recorrer às poupanças, contrair novos empréstimos ou entrar em incumprimento, o que pode conduzir ao sobreendividamento.
Embora existam apoios, como o subsídio de desemprego, estes nem sempre são suficientes para compensar a perda de rendimento. Por isso, quanto mais cedo tomar medidas para reorganizar o orçamento e preparar as suas finanças, menor será o impacto financeiro durante este período.
Como preparar as finanças para uma maior proteção no desemprego?
Mesmo quem tem um emprego estável não está imune ao risco de ficar desempregado. Assim, para garantir proteção financeira numa situação de desemprego, deve adotar medidas preventivas e preparar as suas finanças com antecedência.
1. Faça um diagnóstico financeiro
O primeiro passo para se preparar para uma eventual situação de desemprego é conhecer, com rigor, a sua situação financeira. Para isso, faça um levantamento do rendimento líquido mensal do agregado familiar e identifique todas as despesas mensais, distinguindo entre gastos fixos (como a prestação da casa, seguros, alimentação, transportes e serviços essenciais) e gastos variáveis (como lazer, compras ocasionais ou refeições fora de casa).
De seguida, analise os créditos que tem ativos e o peso que as respetivas prestações representam no orçamento familiar. Aproveite também para fazer um balanço das suas poupanças e de outros ativos financeiros, como investimentos, que poderão servir de apoio caso ocorra uma quebra temporária de rendimentos.
Este diagnóstico permite perceber qual é a sua margem financeira, para tomar decisões mais informadas e proteger o orçamento caso fique desempregado.
2. Crie um orçamento mensal
Caso ainda não o tenha feito, esta é a altura de criar um orçamento mensal. Comece por listar todos os rendimentos do agregado familiar e, de seguida, organize as despesas por categorias, como habitação, alimentação, saúde, transportes, educação e lazer.
Depois, identifique quais são as despesas essenciais e quais podem ser reduzidas ou eliminadas caso seja necessário. Esta distinção permite-lhe agir mais rapidamente se houver uma quebra de rendimentos, sem comprometer o pagamento dos encargos prioritários.
Por outro lado, ter um orçamento atualizado ajuda a controlar melhor os gastos e a tomar decisões financeiras mais conscientes. No entanto, para que seja realmente útil, deve ser revisto regularmente e ajustado sempre que existam alterações nos rendimentos ou nas despesas do agregado familiar.
| 4 formas rápidas de reduzir as despesas mensais: → Elimine subscrições desnecessárias ou pouco utilizadas; → Renegocie contratos de fornecimento de serviços, como telecomunicações, luz e gás; → Reveja os seus seguros; → Consolide ou tente renegociar os seus créditos. |
3. Comece a poupar para um fundo de emergência
Um fundo de emergência é uma reserva financeira destinada a fazer face a imprevistos, como uma situação de desemprego, uma doença ou uma despesa inesperada. O seu principal objetivo é permitir-lhe continuar a suportar as despesas essenciais durante algum tempo, sem ter de recorrer ao crédito ou utilizar poupanças destinadas a outros objetivos.
Embora não exista um valor fixo para esta almofada financeira, a recomendação dos especialistas é que este fundo corresponda, idealmente, a entre seis e 12 meses de despesas essenciais.
Depois de calcular o montante mais adequado à sua situação, procure reservar mensalmente uma parte do seu orçamento para o constituir. Mesmo que comece com pequenas quantias, o importante é criar o hábito de poupar de forma consistente.
| Nota importante: O dinheiro do fundo de emergência não deve estar na sua conta à ordem habitual, mas sim num produto financeiro seguro, com capital garantido e de fácil acesso (como uma conta poupança), para que possa utilizá-lo rapidamente e sempre que necessário, sem penalizações. |
4. Diversifique as fontes de rendimento
Depender exclusivamente de um salário aumenta a vulnerabilidade financeira em caso de desemprego. Sempre que possível, procure criar uma fonte de rendimento complementar que possa ajudar a compensar uma eventual perda do rendimento principal.
Pode, por exemplo, procurar trabalhos como freelancer, prestar serviços na sua área de especialização ou até vender produtos criados por si. Também pode procurar fontes de rendimento passivo através de investimentos em ativos financeiros.
5. Invista no seu desenvolvimento profissional
Investir no desenvolvimento das suas competências é uma das melhores formas de se preparar para eventuais mudanças no mercado de trabalho.
Atualizar conhecimentos, adquirir novas qualificações ou desenvolver skills valorizadas pelos empregadores ajuda a aumentar a probabilidade de encontrar um novo emprego mais rapidamente, caso seja despedido.
Além disso, é importante que mantenha o seu currículo atualizado e que expanda a sua rede de contactos profissionais.
6. Tem créditos ativos? Contrate um seguro de proteção ao crédito
Se tem um ou mais créditos em curso, ficar desempregado pode dificultar o pagamento das prestações mensais. Quando isso acontece, podem surgir consequências como o pagamento de juros de mora e comissões, o registo de incumprimento na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal e, nos casos mais graves, processos judiciais para recuperação da dívida.
Uma forma de reduzir este risco é contratar um seguro de proteção ao crédito. Este tipo de seguro ajuda a assegurar o pagamento das prestações do empréstimo quando o titular deixa de o conseguir fazer devido a situações previstas na apólice, como desemprego involuntário, doença, acidente, invalidez ou falecimento.
Embora seja um seguro facultativo, pode ser contratado em conjunto com vários tipos de financiamento, sendo particularmente comum nos créditos ao consumo, como o crédito pessoal ou o crédito automóvel.
Antes de contratar um seguro de proteção ao crédito, analise cuidadosamente as condições da apólice, nomeadamente as coberturas incluídas, as exclusões, os períodos de carência, os limites de indemnização e os requisitos necessários para acionar o seguro. Assim, garante que a proteção corresponde às suas necessidades e ao nível de risco que pretende acautelar.
O Seguro de Proteção ao Crédito da Cofidis, por exemplo, disponibiliza diferentes níveis de proteção, permitindo escolher a solução mais adequada ao seu perfil. Entre as suas principais características destacam-se a cobertura de várias situações que podem comprometer a capacidade de pagamento do crédito, um prémio competitivo e a possibilidade de proteção até aos 80 anos.
| O que fazer no imediato se ficar desempregado? 8 passos a dar: → Peça o subsídio de desemprego e inscreva-se no centro de emprego; → Reveja o seu orçamento familiar; → Elimine os gastos não essenciais e tente reduzir outras despesas; → Contacte as instituições financeiras onde tem créditos. Caso considerem necessário, será ativado o Plano de Ação para o Risco de Incumprimento (PARI) → Se tiver mais do que um crédito, pondere consolidá-los para baixar a prestação; → Verifique se algum dos seus seguros tem a cobertura de desemprego; → Atualize o seu currículo; → Crie uma rotina ativa de procura de emprego. |
