Dinheiro

10 dicas para manter as contas em dia no novo ano

5 min
Daniela Cunha
Daniela Cunha
Jovem a manter as contas em dia

Já pensou nas suas resoluções de ano novo? Se ter um ano financeiramente equilibrado, com todas as contas em dia, está na lista, siga as nossas sugestões.

O início de um novo ano é sempre uma boa altura para refletir sobre o que pode ser melhorado em relação ao ano anterior. É a época ideal para rever comportamentos, ajustar hábitos e criar novas regras, sobretudo no que às finanças diz respeito.

Até porque, depois do Natal (em que os gastos costumam ser maiores) é importante recuperar o controlo financeiro para que o orçamento familiar do ano seguinte seja equilibrado. Se precisa de ajuda com essa tarefa, conheça os nossos conselhos e entre em janeiro com o pé direito.

Como organizar as finanças e manter as contas em dia?

Disciplina, organização e planeamento são as chaves para começar o ano com as finanças organizadas. Assim, comece por:

1. Fazer um balanço financeiro do ano anterior

Antes de pensar no próximo ano, deve primeiro analisar o que terminou. Comece por fazer um balanço de todas as suas despesas, distinguindo entre gastos fixos e variáveis. Avalie cada despesa e tente perceber onde pode cortar ou reduzir custos.

Faça também um apanhado das suas dívidas e do total que conseguiu acumular em poupanças.

2. Definir objetivos realistas

Será mais fácil manter as contas em dia se tiver prioridades financeiras a alcançar.

Assim, estabeleça os seus objetivos a curto, médio e longo prazo para o novo ano (podem ser, por exemplo, aumentar a poupança, começar a investir, comprar um carro, ir de férias ou até mudar de casa) e defina um montante a alocar a cada objetivo. É importante que estabeleça um valor realista, caso contrário poderá tornar-se difícil manter a poupança.

3. Criar um orçamento mensal

Criar um orçamento é fundamental não só para controlar os gastos, mas também para tomar decisões financeiras importantes. Pode criar uma versão anual e, depois, uma para cada mês, considerando os seus rendimentos e as despesas.

Os gastos do ano anterior podem servir de base para fazer uma estimativa e não se esqueça de planear já as despesas fixas anuais, como o pagamento de impostos (IUC e IMI, por exemplo) ou seguros.

Se for mais simples, utilize estratégias como o método 50/30/20 para o seu orçamento familiar.

4. Evitar compras por impulso e planear gastos

Na hora de elaborar o orçamento, certas despesas costumam ficar “esquecidas” por serem esporádicas: refeições em restaurantes, roupa, calçado ou idas ao cabeleireiro, por exemplo. Ao incluí-las no seu planeamento, torna-se mais fácil evitar as compras por impulso.

5. Analisar contratos, seguros e despesas recorrentes

Com a entrada do novo ano, reveja os contratos de energia, telecomunicações e seguros que tem ativos. Faça simulações (pode simular contratos de luz e gás no site da ERSE e contratos de seguro no nosso simulador do Contas Connosco), pesquise as ofertas das diferentes empresas e tente renegociar as condições dos seus contratos. Se for mais vantajoso, pode mesmo optar por mudar de fornecedor para reduzir as suas despesas e aumentar a poupança.

Se tiver subscrições – serviços de streaming ou ginásio, por exemplo –, avalie se são mesmo necessárias. Se não as quiser cancelar, procure opções mais em conta, como alterar para os planos mais baratos.

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6. Rever contas bancárias e produtos financeiros

O início do ano também é uma boa altura para fazer uma revisão das suas contas bancárias. Analise as comissões que está a pagar e veja se há bancos a oferecer melhores condições. No site do Banco de Portugal consegue consultar os valores que cada instituição cobra.

Se cumprir os requisitos, considere mudar para uma conta de serviços mínimos bancários, que tem um custo reduzido.

Caso tenha mais do que um cartão de crédito, opte por reduzir o número de cartões de forma a evitar as compras por impulso e poupar nas anuidades.

7. Gerir créditos e dívidas de forma estratégica

A melhor forma de colocar (e manter) as suas contas em dia é livrando-se das dívidas. Faça uma lista de todos os encargos que tem com créditos e defina uma estratégia para os pagar. Avalie se a amortização faz sentido e caso tenha mais do que um crédito, pode começar, por exemplo, pelo que tem os juros mais altos.

Se a sua taxa de esforço estiver a ficar elevada (o recomendado é que ande à volta dos 30%), considere renegociar os créditos com o seu banco ou recorrer ao crédito consolidado, de forma a evitar entrar em incumprimento. Nesse caso, é importante que faça várias simulações para encontrar a solução mais adequada ao seu caso.

8. Criar um fundo de emergência

Um fundo de emergência é uma poupança para fazer face a despesas e situações imprevistas que podem gerar dificuldades financeiras (desemprego ou uma doença grave no seio familiar, por exemplo).

O valor a colocar nesta “almofada” varia de caso para caso, mas os especialistas recomendam que dê para cobrir as despesas essenciais durante seis a 12 meses.

Caso ainda não tenha o seu, o início de um novo ano é uma boa altura para começar. Defina o montante total a colocar no fundo, crie uma conta separada e estabeleça um valor fixo a poupar mensalmente.

Se já tiver um pé-de-meia, então considere investir algum dinheiro para aumentar o seu rendimento. Há várias opções de investimento, das mais seguras às mais arriscadas. Tudo depende dos seus objetivos e do risco que quer correr.

9. Definir rotinas financeiras para o ano

Lembre-se que só irá conseguir manter as contas em dia se acompanhar regularmente as suas finanças. Se ainda não tem esse hábito, crie uma rotina de análise do orçamento familiar. Pode fazê-lo semanal ou mensalmente, por exemplo.

Desta forma, torna-se mais fácil perceber se está no caminho certo e fazer qualquer ajuste que seja necessário.

10. Usar ferramentas e aplicações de controlo financeiro

Hoje em dia, já existem ferramentas para praticamente tudo e que facilitam (e muito) a sua vida. Se quer ter um controlo mais rigoroso e personalizado das suas finanças, substitua os tradicionais papel e caneta por opções digitais.

As apps de gestão de finanças pessoais permitem-lhe criar orçamentos, controlar gastos e não só. Além disso, pode ativar os débitos diretos para certas despesas fixas e agendar transferências periódicas para as suas poupanças. Assim não se esquece de nada importante e simplifica o seu dia a dia.

Manter as contas em dia é essencial para garantir estabilidade financeira. Siga os nossos conselhos e comece o ano com o pé direito e com as suas finanças organizadas.

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