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Crédito pessoal mais barato: saiba como pagar menos juros

7 min
Procura um crédito pessoal mais barato? Descubra como comparar propostas, reduzir os juros e escolher a solução mais vantajos

Encontrar o crédito pessoal mais barato do mercado não significa escolher apenas a prestação mensal mais baixa. Para perceber qual é a proposta mais vantajosa, é importante comparar fatores como a TAEG, a TAN, o prazo de pagamento, as comissões e o custo total do financiamento.

Neste artigo, explicamos o que deve analisar antes de contratar um crédito pessoal, como comparar diferentes propostas e quais as estratégias que podem ajudá-lo a pagar menos juros ao longo do contrato.

Para escolher um crédito pessoal mais barato basta olhar para a prestação mensal?

Não. Este é um dos erros mais comuns na escolha de um crédito pessoal. A verdade é que uma prestação mensal mais baixa pode parecer mais apelativa, mas nem sempre significa que está perante a opção mais económica.

Até porque, na maioria dos casos, uma mensalidade reduzida resulta de um prazo de pagamento mais longo, o que significa que irá pagar juros durante mais tempo e, consequentemente, aumentar o custo total do empréstimo.

Assim, para encontrar o crédito pessoal mais barato, é essencial olhar para outros indicadores além da prestação mensal, nomeadamente para as taxas de juro e para o custo total do financiamento:

  • Taxa Anual Nominal (TAN): corresponde à taxa de juro aplicada ao capital emprestado e indica o custo dos juros do empréstimo;
  • Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG): é o indicador mais importante para comparar propostas de crédito, já que reflete o custo total do financiamento. Além da TAN, inclui comissões, impostos, seguros obrigatórios, despesas de manutenção de conta (quando exigida para a gestão do crédito), custos com meios de pagamento, remuneração do intermediário de crédito (quando aplicável) e outros encargos associados;
  • Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC): corresponde ao valor total que irá pagar até ao final do contrato. Inclui o capital emprestado, os juros e todos os restantes encargos associados ao empréstimo.
Dica importante: Quando estiver a comparar várias propostas de crédito, dê especial atenção à TAEG e ao MTIC. São estes indicadores que permitem perceber, de forma mais fiável, qual é o crédito pessoal mais barato e qual terá o menor custo global.

Que fatores influenciam as taxas de juro dos créditos pessoais?

As taxas de juro dos créditos pessoais variam de cliente para cliente e de contrato para contrato. O seu valor é determinado por um conjunto de fatores que influenciam o risco da operação e, consequentemente, o custo do financiamento.

Isto significa que, quanto menor for esse risco, maiores são as probabilidades de conseguir um crédito pessoal mais barato.

De forma geral, as instituições financeiras analisam dois grandes grupos de fatores: o contexto económico e o perfil do cliente e do próprio crédito.

Como é que o contexto económico influencia as taxas de juro?

Alguns fatores estão fora do controlo do consumidor e dependem da evolução da economia e do mercado financeiro. Os mais relevantes são:

  • Taxas de referência do Banco Central Europeu (BCE): influenciam o custo de financiamento dos bancos e têm impacto nas taxas praticadas pelas instituições financeiras, incluindo a Euribor;

Como é que o perfil do cliente e as características do crédito influenciam as taxas de juro?

Além do contexto económico, as condições do crédito dependem do perfil do cliente e das características do financiamento. Estes fatores permitem à instituição financeira avaliar o risco de incumprimento e definir a taxa de juro a aplicar.

Os principais fatores analisados são:

  • Rendimentos: quanto maior for a estabilidade e o nível de rendimento, menor é o risco associado ao empréstimo;
  • Montante solicitado: quanto maior for o valor financiado, maior será o risco assumido pela instituição;
  • Prazo do empréstimo: prazos mais longos reduzem a prestação mensal, mas aumentam o valor total de juros pagos. Já prazos mais curtos implicam prestações mais elevadas, mas tornam o crédito mais barato no longo prazo;
  • Finalidade do crédito: existem modalidades de crédito com condições específicas e, por vezes, com condições mais favoráveis de acordo com o seu objetivo. Por exemplo, um crédito para formação pode beneficiar de taxas mais reduzidas do que um crédito para férias ou para obras.
Fast Fact: Segundo o Banco de Portugal, os créditos pessoais contratados através de intermediários de crédito apresentam, em média, uma TAEG superior à dos empréstimos contratados diretamente junto das instituições financeiras. Por isso, a forma de contratação também pode influenciar o custo total do financiamento.

Como escolher o crédito pessoal mais barato do mercado? 15 dicas essenciais

Encontrar o crédito pessoal mais barato não depende apenas das taxas praticadas pelas instituições financeiras, mas também da atenção que dá a vários detalhes antes de assinar o contrato.

Siga as nossas recomendações para conseguir condições mais vantajosas:

  1. Melhore o seu perfil financeiro. Um emprego estável, rendimentos regulares e poucas responsabilidades de crédito reduzem o risco para a instituição financeira e podem traduzir-se em melhores condições;
  1. Evite movimentos bancários de risco. Descobertos frequentes ou uma gestão financeira irregular podem prejudicar a avaliação do seu perfil;
  1. Mantenha um bom histórico de crédito. Evite incumprimentos e atrasos no pagamento de outros empréstimos, pois estes registos podem penalizar futuras propostas de financiamento;
  1. Peça apenas o montante de que necessita. Quanto menor for o valor financiado, menor tende a ser o custo total do crédito;
  1. Indique corretamente a finalidade do crédito. Algumas finalidades, como formação, podem beneficiar de condições mais vantajosas;
  1. Mantenha uma taxa de esforço equilibrada. Idealmente, não deve ultrapassar os 35% dos rendimentos mensais do agregado familiar;
  1. Apresente um fiador, se necessário. Em algumas situações, a existência de um fiador pode facilitar a aprovação do crédito ou permitir obter uma taxa de juro mais baixa;
  1. Simule e compare propostas de várias instituições. Não aceite a primeira oferta sem comparar taxas, custos e condições;
  1. Leia atentamente a Ficha de Informação Normalizada (FIN). Este documento, fornecido em qualquer simulação, reúne todas as condições do crédito e permite comparar propostas de forma simples e transparente;
  1. Compare a TAEG e o MTIC. São estes os indicadores que mostram o custo real do crédito e ajudam a identificar a proposta mais económica;
  1. Analise todos os custos associados. Verifique se existem seguros, produtos adicionais ou outras despesas que possam aumentar o custo do financiamento;
  1. Confirme a existência de comissões. Tenha atenção a encargos como comissões de abertura, processamento ou amortização antecipada. Algumas soluções, como é o caso do Crédito Pessoal da Cofidis, não cobram comissão de abertura, pelo que podem ser opções a considerar;
  1. Escolha o prazo mais curto que o seu orçamento permita. Embora a prestação seja mais elevada, pagará menos juros ao longo do contrato;
  1. Esclareça todas as dúvidas antes de assinar. Certifique-se de que compreende todas as condições, encargos e obrigações do contrato.
  1. Negocie as condições do empréstimo. Se tiver um bom perfil financeiro ou propostas concorrentes, tente obter uma taxa de juro mais competitiva.

Como baixar os juros de um crédito pessoal já contratado?

Se já tem um crédito pessoal contratado, saiba que ainda pode conseguir reduzir o seu custo. Dependendo da sua situação, existem várias soluções que podem ajudá-lo a pagar menos juros, diminuir a prestação mensal ou encurtar o prazo de reembolso.

As opções mais comuns são a renegociação, a transferência de crédito, a consolidação e a amortização antecipada. Cada uma tem vantagens e limitações, pelo que deve ser analisada em função do seu objetivo:

  • Renegociação de crédito: Permite negociar com a instituição financeira a redução da taxa de juro, o prazo ou outras condições do contrato. Depende sempre da aprovação da entidade credora e pode implicar custos;
  • Transferência de crédito: Consiste em transferir o empréstimo para outra instituição que ofereça melhores condições. Antes de decidir, compare várias propostas e confirme se existem comissões de amortização ou outros encargos associados;
  • Consolidação de créditos: Reúne vários empréstimos num único crédito, permitindo pagar apenas uma prestação mensal, normalmente mais baixa;
  • Amortização antecipada: permite reduzir o capital em dívida e, consequentemente, os juros a pagar. Pode ser parcial ou total e, em alguns casos, estar sujeita ao pagamento de uma comissão de amortização.

Vale a pena amortizar um crédito pessoal antecipadamente?

Depende da fase em que está o empréstimo e das condições do contrato. Em muitos casos, a amortização antecipada permite reduzir o capital em dívida e, consequentemente, os juros a pagar, tornando o crédito pessoal mais barato.

Regra geral, amortizar antecipadamente um crédito pessoal compensa quando:

  • A amortização reduz de forma significativa a prestação mensal ou o prazo de reembolso;
  • Ainda faltam vários anos para o fim do contrato de crédito, já que ao amortizar reduz o capital em dívida e, por isso, acaba por pagar menos juros;
  • O crédito tem taxa variável e as taxas de juro estão elevadas, reduzindo o impacto de futuras revisões da prestação.
Fast Fact: Segundo o Banco de Portugal, em abril de 2026, 98,2% dos créditos pessoais foram contratados com taxa fixa ou mista.

Por outro lado, a amortização pode não ser a melhor opção se:

  • Tem outros créditos com taxas de juro mais elevadas, como o cartão de crédito. Nessa situação, é geralmente mais vantajoso liquidar primeiro a dívida mais cara;
  • Está perto do fim do contrato, porque a poupança em juros será reduzida;
  • O impacto na prestação mensal é pouco significativo, face ao montante que pretende amortizar.
Nota importante: Nos créditos pessoais, a amortização antecipada pode estar sujeita ao pagamento de uma comissão, sobretudo quando a taxa de juro é fixa.   Os limites legais são: 0,5% do capital amortizado, se faltar mais de um ano para o fim do contrato;0,25% do capital amortizado, se faltar um ano ou menos para terminar o crédito. Por isso, antes de amortizar, o ideal é fazer as contas e comparar a poupança em juros com o valor da comissão para perceber se a operação compensa financeiramente.

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