Dicas para poupar e melhorar as finanças ao juntar créditos
Ter vários créditos ativos pode tornar a gestão do orçamento mensal mais desafiante e gerar stress financeiro desnecessário. Entre prestações elevadas, diferentes datas de pagamento e várias entidades financeiras envolvidas, é fácil perder o controlo das suas finanças.
Neste vídeo, Sérgio Rodrigues – especialista em finanças pessoais, explica de forma prática como juntar vários créditos através do crédito consolidado, quais os principais benefícios desta solução e como pode usar a poupança gerada para reorganizar as suas finanças e atingir outros objetivos importantes.
Se sente que os seus créditos estão a pesar demasiado no orçamento, este vídeo é um bom ponto de partida.
O que é e como funciona o crédito consolidado?
O crédito consolidado consiste em reunir vários créditos num só – como o crédito pessoal, o crédito automóvel ou os cartões de crédito – numa única entidade financeira. Significa isto que, na prática, passa a ter apenas uma prestação mensal, em vez de várias.
Regra geral, esta solução permite alargar o prazo de pagamento e reduzir a taxa de juro média, o que se traduz numa prestação mensal mais baixa. Além disso, simplifica a gestão financeira: menos datas de pagamento, menos entidades envolvidas e menos preocupações no dia a dia.
Quais os principais benefícios de juntar vários créditos num só?
O principal benefício de juntar vários créditos num só é a redução do esforço financeiro mensal, libertando rendimento para outras necessidades. No entanto, as vantagens vão muito além disso:
- Maior controlo do orçamento mensal, ao passar de várias prestações para uma só;
- Menor risco de atrasos ou incumprimento nos pagamentos;
- Redução significativa do stress financeiro;
- Maior capacidade de adaptação a mudanças na vida familiar.
Em muitos casos, o crédito consolidado ajuda ainda as famílias a recuperar o equilíbrio financeiro sem recorrer a novas dívidas, especialmente quando existe uma quebra de rendimentos ou um aumento relevante das despesas, como o nascimento de um filho ou a entrada deste para a universidade.
Quanto é que se pode poupar, por mês, ao juntar créditos?
A poupança obtida ao juntar créditos depende sempre da situação de cada pessoa ou família. Fatores como o número de créditos, os montantes em dívida, as taxas de juro e os prazos de pagamento fazem toda a diferença. Ainda assim, não é raro conseguir poupanças mensais significativas, capazes de ter um impacto real no orçamento familiar.
Por exemplo, imagine que tem um total de 5.000 euros em dívida, distribuídos por três créditos:
- Um crédito automóvel com uma prestação de 250 euros;
- Um crédito pessoal para obras com uma prestação de 330 euros;
- E um cartão de crédito com uma prestação de 120 euros.
Ao juntar todos estes créditos num só, é possível reduzir a prestação mensal em cerca de 360 euros, o que representa uma poupança aproximada de 51% todos os meses.
Mas mais do que “pagar menos”, o importante é usar esta folga financeira de forma consciente e estratégica, colocando o dinheiro a trabalhar a seu favor.
Quais os cuidados a ter para garantir que o crédito consolidado compensa?
Apesar de ser uma solução vantajosa, o crédito consolidado não é uma solução milagrosa e deve ser analisado com cuidado. Assim, antes de avançar, é fundamental que:
- Compare diferentes propostas e analise o custo total do crédito, e não apenas a prestação mensal;
- Avalie o impacto na taxa de esforço;
- Confirme se o prazo de pagamento é adequado aos seus objetivos financeiros;
- Evite juntar créditos que estão perto de terminar;
- Garanta que a poupança mensal compensa o alargamento do prazo;
- Evite contrair novas dívidas após a consolidação.
Recorrer a apoio especializado pode, também, fazer toda a diferença para garantir que a solução escolhida é adequada ao seu perfil financeiro.
Como usar a poupança gerada para melhorar as finanças pessoais?
Depois de juntar os créditos e libertar rendimento mensal, o passo seguinte é decidir como utilizar essa poupança de forma inteligente. Algumas estratégias eficazes incluem:
- Reequilibrar o orçamento familiar e eliminar outras dívidas pendentes;
- Amortizar antecipadamente o próprio crédito consolidado, reduzindo juros no longo prazo;
- Criar ou reforçar um fundo de emergência para imprevistos, como despesas de saúde ou avarias automóveis;
- Aplicar o dinheiro numa poupança mensal, mesmo que com valores reduzidos;
- Investir de acordo com o perfil de risco, com vista à criação de rendimento passivo a médio e longo prazo;
- Direcionar parte da poupança para objetivos pessoais, como fazer uma viagem ou investir em formação profissional.
O crédito consolidado pode ser uma ótima solução para aliviar o orçamento e reorganizar as finanças pessoais, desde que seja usado com planeamento e disciplina. O verdadeiro ganho não está apenas na poupança mensal, mas na forma como esse valor é utilizado para construir uma situação financeira mais estável e sustentável.
Para saber mais sobre como juntar créditos e tirar o melhor partido desta abordagem na gestão das suas finanças pessoais, assista ao vídeo completo com as dicas do especialista Sérgio Rodrigues.