Fazer obras em casa: como financiar sem comprometer o orçamento?
Índice de conteúdos:
- Quanto custa fazer obras em casa?
- Como planear financeiramente uma obra sem ultrapassar o orçamento?
- Como analisar a capacidade de financiar uma obra?
- Que formas de financiamento existem para fazer obras em casa?
- Como escolher o melhor crédito para obras?
- Quais os erros mais comuns que podem fazer com que se ultrapasse o orçamento?
- Perguntas frequentes sobre o crédito para obras
Vai fazer obras em casa, mas teme os custos, as derrapagens nas despesas, os atrasos ou – um dos piores cenários – ficar com a obra a meio? É verdade que os imprevistos acontecem e que é comum acabar por gastar mais do que pensava. Mas há formas de evitar ou, pelo menos, de reduzir estes riscos.
Num cenário em que os custos com materiais e mão de obra tendem a subir, é ainda mais importante fazer bem as contas e planear, dentro do possível, prazos, gastos e financiamento. Caso contrário, os atrasos, problemas e dívidas podem aumentar e a obra acaba por tornar-se ainda mais dispendiosa.
Neste artigo, explicamos como planear uma obra, calcular os custos, escolher a solução de financiamento mais adequada e reduzir o risco de derrapagens no orçamento.
Quanto custa fazer obras em casa?
Este é mesmo o primeiro ponto em que se deve concentrar. A resposta para esta pergunta depende de vários fatores: pintar uma sala fica mais barato do que remodelar a cozinha ou mudar o pavimento da sala.
Para ter uma estimativa, pode consultar plataformas como a Zaask, Idealista ou a Fixando. Ainda assim, tenha em conta que os preços apresentados são apenas indicativos. Para saber quanto irá realmente gastar, o ideal é pedir um ou mais orçamentos a profissionais, de forma a comparar preços e serviços.
Entre os principais fatores que influenciam o custo das obras em casa estão:
- Tipo de intervenção ou trabalhos a realizar;
- Área da obra (metros quadrados);
- Número de profissionais envolvidos;
- Materiais utilizados;
- Necessidade de licenças;
- Prazo de execução;
- Urgência da obra;
- Imprevistos que possam surgir durante a execução da obra.
Como planear financeiramente uma obra sem ultrapassar o orçamento?
Se vai fazer obras em casa, o planeamento financeiro é um dos “alicerces” para minimizar o risco de gastar mais do que pretende ou do que pode gastar. Algumas obras implicam um esforço financeiro grande. Por isso é fundamental:
- Definir exatamente o que pretende fazer;
- Não se deixar entusiasmar (se a ideia é remodelar uma casa de banho, não decida, a meio do projeto, fazer também obras no quarto);
- Ao pedir um orçamento, deve comunicar claramente o que quer. Por exemplo, mudar armários, canalizações e pavimento da cozinha em vez de referir que quer modernizar a cozinha;
- Confirmar se precisa de licenças da câmara ou do condomínio;
- Definir um cronograma (já contando com imprevistos);
- Estabelecer um orçamento máximo;
- Pedir orçamentos detalhados e comparar propostas;
- Comparar o preço dos materiais e mão de obra;
- Reservar uma margem para imprevistos.
Como saber se consegue financiar uma obra?
Por vezes há tempo para planear e para se preparar financeiramente para as despesas relacionadas com as obras que vai fazer em casa. Noutros casos, essas obras resultam de um imprevisto. Nestas situações, tem três opções: recorrer a poupanças, usar o fundo de emergência ou pedir financiamento.
Se optar por fazer um crédito para obras, há alguns cuidados a ter para evitar que a remodelação tenha um impacto negativo nas suas finanças pessoais:
- Calcule o rendimento disponível: perceba qual é o valor que recebe todos os meses e avalie se esse rendimento é estável;
- Avalie as despesas fixas: analise quanto gasta por mês em prestações de créditos, contas de água, eletricidade, comunicações, combustíveis, alimentação, entre outras despesas que possa ter;
- Calcule a taxa de esforço: perceba que percentagem do seu rendimento está comprometida com prestações de crédito e qual será o impacto de um empréstimo para obras;
- Simular e compare diferentes propostas: ao avaliar o valor das prestações, é importante garantir uma prestação confortável, mesmo que haja um aumento de despesas ou uma perda temporária de rendimentos.
| Nota importante: O Banco de Portugal recomenda que a taxa de esforço nos créditos (habitação e pessoal) não ultrapasse os 45%. |
Simule o seu Crédito para Obras
Que formas de financiamento existem para fazer obras em casa?
Existem várias formas de financiar as obras em casa. Cada uma pode ser adequada para situações específicas e tem vantagens e desvantagens, que resumimos na tabela que se segue.
| Tipo de financiamento | Como funciona ou para que serve? | Quais as vantagens? | Quais as desvantagens? |
| Poupanças próprias | Utiliza o dinheiro das suas poupanças ou do fundo de emergência para pagar as obras. | Não paga juros nem contrai uma nova dívida. | Reduz as suas poupanças e pode ficar sem margem financeira para fazer face a imprevistos. |
| Crédito habitação para obras | Permite financiar obras de beneficiação, recuperação ou ampliação da habitação própria permanente ou secundária. | Taxas de juro, regra geral, mais baixas e prazos de pagamento que podem chegar aos 35 anos. | Exige hipoteca sobre o imóvel e o processo costuma ser mais demorado e burocrático. |
| Crédito pessoal | Financiamento sem garantia hipotecária, com prazos de até sete anos para financiar remodelações ou outras despesas. | Pode financiar até 100% do valor das obras e o processo de aprovação tende a ser rápido. | Tem, normalmente, uma taxa de juro mais elevada do que o crédito habitação. |
| Crédito pessoal para eficiência energética | Destina-se a obras que melhorem a eficiência energética da habitação, como isolamento térmico, substituição de janelas, climatização eficiente, painéis solares ou sistemas de armazenamento de energia. Um exemplo é o Crédito Eficiência Energética da Cofidis. | Geralmente oferece taxas de juro mais competitivas do que um crédito pessoal tradicional e, em alguns casos, não exige a apresentação de um orçamento detalhado. | Continua a representar um compromisso financeiro que deve ser compatível com o seu orçamento e taxa de esforço. |
| Crédito consolidado | Reúne vários créditos num só e permite solicitar financiamento adicional para realizar as obras. | Reduz o valor das prestações mensais e simplifica a gestão dos créditos. | O alargamento do prazo de pagamento pode traduzir-se num custo total do crédito mais elevado. |
Como escolher o melhor crédito para obras? 8 dicas práticas
Há algumas dicas que deve seguir para garantir que escolhe o crédito para obras mais adequado aos seus objetivos e à sua situação financeira. E, também, alguns cuidados a ter. Por exemplo:
- Garanta que recorre a entidades devidamente autorizadas pelo Banco de Portugal para a concessão de crédito;
- Faça várias simulações com diferentes prazos, valores e tipos de crédito;
- Leia atentamente a Ficha de Informação Normalizada (FIN), que contém as principais características do crédito;
- Compare taxas de juro, sobretudo a Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG), que reflete todos os custos do empréstimo;
- Compare os valores do Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC), que representa o valor total que vai pagar pelo crédito;
- Avalie a taxa de esforço;
- Verifique se existem comissões de abertura ou outras despesas, que encarecem o crédito;
- Verifique se existem vendas associadas (como seguros ou cartões).
Conheça o Crédito para Obras
Quais os erros mais comuns que podem fazer as obras ultrapassarem o orçamento definido?
Fazer obras em casa significa, muitas vezes, gastar mais do que estava à espera e a verdade é que algumas derrapagens no orçamento são inevitáveis. Por exemplo, pode descobrir que o chão está pior do que pensava ou ter problemas nas canalizações durante a obra.
Mas há situações em que ultrapassar o orçamento previsto é o resultado de erros. Estes são alguns dos mais comuns, que deve evitar se quer poupar nas suas obras:
- Não definir logo no início o que pretende fazer;
- Começar as obras sem um orçamento definido;
- Escolher o orçamento mais barato sem ler o seu conteúdo;
- Escolher materiais que não são adequados;
- Fazer um orçamento sem margem para imprevistos;
- Definir prazos que não são viáveis;
- Pedir financiamento num valor acima da sua capacidade financeira (taxa de esforço demasiado elevada);
- Não acompanhar a execução das obras.
5 perguntas frequentes sobre o crédito para obras
Pedir financiamento para fazer obras em casa é uma decisão que deve ser tomada com responsabilidade e depois de esclarecidas todas as dúvidas. Veja algumas questões comuns sobre o tema.
Vale a pena pedir um crédito para fazer obras?
Depende da sua capacidade financeira e do tipo de crédito. Por isso, avalie bem todas as propostas.
É melhor usar as poupanças ou pedir um crédito para obras?
Cada opção tem vantagens e desvantagens. Antes de decidir, faça bem as contas para perceber se pode pagar o empréstimo ou se compensa gastar todas as suas poupanças.
Quanto posso pedir para financiar obras?
Depende do tipo de crédito que pedir e da sua capacidade financeira. O ideal é fazer simulações para diferentes valores.
Posso incluir mobiliário ou eletrodomésticos num crédito para obras?
Apenas em alguns tipos de créditos. Se recorrer ao Crédito Pessoal Lar e Recheio da Cofidis, por exemplo, pode incluir as despesas que quiser (incluindo mobiliário e eletrodomésticos) porque não é necessário apresentar um orçamento para obter o empréstimo.
Quanto tempo demora a aprovação de um crédito para obras? 
Caso se trate de um crédito pessoal pedido online, a resposta pode chegar em 48 horas. Num crédito com hipoteca, o processo é mais demorado.
