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Crédito para despesas escolares: quais as opções e como escolher?

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Olga Teixeira
Olga Teixeira

Pedir um crédito para despesas escolares pode ajudar a suportar custos com material escolar, propinas, alojamento ou outros encargos relacionados com os estudos. Antes de contratar, é importante comparar as várias opções de financiamento disponíveis e perceber qual se adequa melhor à sua situação financeira.

As despesas com a educação podem representar um esforço significativo para o orçamento familiar, sobretudo no regresso às aulas, quando há vários filhos a estudar ou quando um deles frequenta o ensino superior. Além do material escolar, podem surgir custos com equipamentos, alimentação, transportes, propinas, explicações ou alojamento.

Quando as poupanças e os apoios disponíveis não são suficientes para cobrir estas despesas, um financiamento pode ser uma das opções a considerar. Neste artigo, explicamos quais são as principais alternativas, o que deve comparar e que cuidados deve ter antes de pedir um crédito para despesas escolares.

Despesas com o regresso às aulas: o que dizem os números? Um estudo de mercado da Escolha do Consumidor, realizado em 2025, revelou que 34% dos consumidores esperavam gastar, nesse ano letivo, entre 50 a 150 euros com material escolar por criança, enquanto 25% previam despesas entre os 101 e 150 euros, 24% mais de 150 euros e 17% menos de 50 euros. Entre as despesas previstas estavam também equipamentos eletrónicos, explicações e atividades extracurriculares.

Que despesas escolares podem ser pagas com recurso a crédito?

O crédito pode ser uma opção para suportar despesas relacionadas com a educação, sobretudo quando estas representam um encargo significativo para o orçamento familiar. A necessidade de financiamento pode surgir tanto para fazer face a uma despesa pontual, como para suportar custos que se prolongam ao longo do ano letivo, especialmente no ensino superior.

Entre as principais despesas estão:

  • Despesas pontuais:material escolar, livros, equipamento de desporto, computador, calculadoras e outros materiais necessários para os estudos;

A possibilidade de financiar cada uma destas despesas depende do tipo de crédito e das condições contratadas. Antes de recorrer a esta solução, avalie se é realmente necessária, se existem outras formas de suportar o custo e se consegue assumir a prestação sem comprometer o orçamento familiar.

Que opções existem para financiar despesas escolares?

Se precisa de financiamento extra para suportar as despesas escolares, existem várias opções de crédito que podem ser consideradas. Embora tenham alguns pontos em comum, diferem no montante disponível, prazo, custos e forma de utilização do dinheiro, pelo que nem todas são adequadas para a mesma situação.

De forma geral, estas soluções:

Entre as principais opções estão o crédito pessoal sem finalidade específica, as linhas de crédito, os cartões de crédito e o crédito formação. As características de cada solução podem torná-la mais ou menos adequada consoante o tipo e o valor da despesa, a necessidade de financiamento e a capacidade de pagamento do agregado familiar. Conheça-as, em detalhe, de seguida.

Crédito pessoal sem finalidade específica

O crédito pessoal sem finalidade específica pode ser utilizado para diferentes tipos de despesas, uma vez que não está associado a uma finalidade concreta. Pode, por exemplo, servir para comprar material informático ou suportar outras despesas avultadas relacionadas ou não com os estudos.

O prazo de reembolso (isto é, a duração máxima do empréstimo) é de sete anos e os valores de financiamento podem variar consoante a instituição. No caso do Crédito Pessoal da Cofidis, por exemplo, é possível pedir entre 5.000 e 50.000 euros, de acordo com as condições aplicáveis.

Linha de crédito

As linhas de crédito são uma modalidade de crédito renovável, que funciona de forma semelhante a um cartão de crédito. Ou seja, à medida que vai fazendo o reembolso, o dinheiro volta a estar disponível na sua conta e pode ser novamente utilizado.

Ao contrário do crédito pessoal, a linha de crédito não está associada a um prazo fixo. Assim, enquanto o contrato estiver ativo, pode recorrer novamente ao crédito dentro do limite disponível.

Esta flexibilidade pode ser útil quando existem despesas que surgem ao longo do tempo, mas é importante ter em conta os juros (que são mais altos do que no crédito pessoal) e os restantes custos associados antes de recorrer a esta solução.

Cartão de crédito

Tal como as linhas de crédito, o cartão de crédito é uma modalidade de crédito renovável (revolving). Ou seja, existe um limite máximo de utilização – o chamado plafond – que pode voltar a ser utilizado à medida que o saldo em dívida é reembolsado.

O valor do plafond é geralmente definido pela instituição de crédito, com base na capacidade financeira do cliente. Já o contrato tem uma duração indeterminada, o que significa que, desde que vá pagando o valor em dívida, continua a ter margem para usar o cartão.

Os cartões de crédito têm também taxas de juro mais elevadas do que um crédito pessoal. Por isso, antes de os utilizar para financiar despesas escolares, compare os custos e avalie se consegue reembolsar o valor utilizado sem comprometer o orçamento familiar.

Crédito formação

O crédito formação é uma modalidade de crédito pessoal com finalidade específica, destinada a financiar despesas relacionadas com educação e formação. Pode ser utilizado, por exemplo, para suportar propinas, pós-graduações, mestrados ou outras despesas associadas aos estudos.

Por ter uma finalidade definida, as suas condições são diferentes das de um crédito pessoal sem finalidade específica, nomeadamente no que diz respeito ao prazo de reembolso e às taxas de juro que são, geralmente, mais baixas. No caso do Crédito Formação da Cofidis, por exemplo, o prazo pode ir até 120 meses (dez anos) e é possível financiar despesas entre 2.500 e 20.000 euros.

Para beneficiar das condições aplicáveis, é necessário indicar a finalidade do crédito no momento da contratação e, em alguns casos, apresentar documentos que comprovem a utilização do financiamento para despesas de educação, como um certificado de matrícula.

Crédito consolidado

O crédito consolidado não se destina diretamente ao financiamento de despesas escolares, mas é uma solução que permite juntar vários créditos existentes num único contrato, passando a ter apenas uma prestação mensal.

Ao prolongar o prazo de reembolso, esta prestação pode ser mais baixa do que a soma das anteriores, libertando margem no orçamento familiar. Essa margem pode, em alguns casos, ajudar a fazer face a outras despesas, incluindo encargos relacionados com a educação.

Crédito pessoal, linha de crédito, cartão de crédito ou crédito formação: qual a melhor opção?

A escolha da solução mais adequada para financiar despesas escolares depende sobretudo do valor de que precisa, do tipo de despesa, do prazo em que pretende reembolsar o crédito e da sua capacidade financeira. Por isso, não existe uma opção ideal para todos os casos: a solução mais indicada depende das características e necessidades de cada pessoa ou família.

A tabela seguinte resume as principais diferenças entre as várias opções:

Tipo de créditoMais indicado paraPrincipais vantagensPrincipal cuidado
Crédito pessoalDespesas pontuais e de valor mais elevadoMontante e prazo de reembolso definidosComparar o custo total do crédito
Crédito formaçãoDespesas relacionadas com educação e formaçãoPrazo de reembolso mais longo, até dez anos, e taxa de juro mais baixaÉ necessário cumprir a finalidade e, em alguns casos, comprová-la
Linha de créditoNecessidades de financiamento flexíveisPermite utilizar apenas o montante necessário e voltar a utilizar o crédito após o reembolsoJuros e outros custos associados ao montante utilizado
Cartão de créditoDespesas pontuais e pagamentos do dia a dia Flexibilidade de utilização e pagamentoJuros e custos podem ser elevados

Vale a pena pedir um crédito para despesas escolares?

Recorrer a um crédito para pagar despesas escolares pode fazer sentido em algumas situações, desde que a decisão seja tomada com responsabilidade, avaliando os seus rendimentos e o impacto que o crédito terá no seu orçamento familiar.

Quanto maior for o risco de incumprimento, mais prudente será procurar alternativas ao crédito. Assim, antes de pedir um empréstimo, analise a sua situação financeira e confirme se consegue pagar as prestações sem comprometer outras despesas essenciais.

Veja alguns exemplos de situações em que pode ou não fazer sentido recorrer a crédito:

Pode fazer sentido quando:
→ A despesa é necessária e não pode ser adiada; → Tem capacidade financeira para pagar as prestações durante todo o prazo do crédito;
→ Não dispõe de poupanças suficientes ou utilizá-las deixaria o orçamento demasiado exposto;
→ As responsabilidades de crédito que já tem são reduzidas e existe margem financeira para assumir uma nova prestação.
Pode não ser uma boa opção quando:
→ O crédito serve para pagar despesas correntes todos os meses;
→ A nova prestação compromete uma parte significativa do orçamento disponível;
→ Não tem margem financeira para fazer face a despesas inesperadas;
→ Já tem vários créditos ativos ou outras prestações elevadas.

Como escolher um crédito para despesas escolares de forma responsável?

Existem várias opções de crédito para financiar despesas escolares, por isso é importante ter algum tempo para avaliar e comparar soluções. Antes de avançar, analise os seus rendimentos, os encargos que já tem e a estabilidade da sua situação profissional.

Para escolher um crédito de forma responsável, siga estes passos:

  • Calcule o montante de que realmente precisa: evite pedir mais dinheiro do que o necessário para suportar as despesas escolares;
  • Escolha um prazo de reembolso adequado: um prazo mais longo pode reduzir o valor da prestação, mas tende a aumentar o custo total do crédito;
  • Simule e compare várias propostas: não escolha uma solução apenas com base no valor da prestação mensal;
  • Compare a TAEG e o MTIC: a TAEG ajuda a comparar o custo do crédito, enquanto o MTIC permite perceber o montante total que vai pagar;
  • Confirme todos os custos: verifique se existem comissões, seguros ou outros encargos associados ao crédito;
  • Confirme se a entidade está autorizada: antes de contratar, consulte a lista de entidades autorizadas pelo Banco de Portugal e esteja atento a possíveis burlas relacionadas com crédito;
  • Calcule a sua taxa de esforço: este indicador permite perceber quanto do rendimento mensal fica comprometido com créditos. Segundo o Banco de Portugal, a taxa de esforço não deve ultrapassar 45% do rendimento líquido mensal;
  • Avalie a sua margem financeira: confirme se conseguiria continuar a pagar a prestação caso tivesse uma redução de rendimentos ou uma despesa inesperada.

No fundo, o mais importante é garantir que o crédito para despesas escolares vai ser uma solução e não um problema. E se não sabe por onde começar a procurar, pode explorar as opções de crédito da Cofidis para encontrar uma que se adeque ao que realmente precisa.  

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