Como identificar burlas de crédito online
As burlas de crédito online são cada vez mais frequentes e, muitas vezes, difíceis de identificar. Num mundo cada vez mais digital, onde as transações financeiras acontecem à distância, os burlões aproveitam-se da confiança dos utilizadores para aplicar esquemas cada vez mais sofisticados.
Neste vídeo, Luís Pinto – especialista em investimentos e Inteligência Artificial, explica como funcionam as burlas de crédito online, quais os métodos mais utilizados pelos burlões e que sinais de alerta deve ter em atenção para evitar perdas financeiras e problemas futuros.
O que são as burlas de crédito online?
Com o crescimento das compras online e da digitalização dos serviços financeiros, aumentaram também as oportunidades para práticas fraudulentas. As burlas de crédito online são esquemas através dos quais indivíduos mal-intencionados tentam obter ganhos financeiros ilegais, apresentando propostas de crédito falsas ou fazendo-se passar por entidades legítimas.
Em muitos casos, o objetivo é roubar dinheiro, obter dados pessoais ou até contratar empréstimos em nome da vítima, deixando-a com uma dívida que nunca solicitou. As consequências podem incluir perdas financeiras significativas, danos à reputação e longos processos para corrigir situações de crédito indevido.
Quais os métodos mais utilizados pelos burlões?
As burlas de crédito online podem assumir diferentes métodos, sendo os mais comuns:
- Os falsos empréstimos: onde os burlões se apresentam como intermediários financeiros e oferecem crédito fácil, solicitando dados pessoais ou pagamentos antecipados;
- E o roubo de identidade ou falsificação de documentos: onde, através da recolha indevida de informações ou documentos pessoais, os burlões conseguem abrir contas, realizar transações, levantar dinheiro ou até pedir empréstimos em nome da vítima.
Muitas vezes, estes contactos – geralmente efetuados por chamada telefónica, SMS ou e-mail – parecem credíveis, pois os burlões já possuem alguma informação sobre a vítima, o que torna todo o esquema mais convincente.
Como é que estas burlas ocorrem?
No que respeita aos meios e canais digitais mais utilizados, as burlas de crédito online podem ocorrer através de:
- Phishing: chamadas telefónicas, envio de mensagens ou e-mails falsos que se fazem passar por bancos ou entidades fidedignas para recolher dados pessoais e informações sensíveis;
- Falsificação de sites: criação de páginas online quase idênticas aos sites originais destas entidades, onde a vítima introduz os seus dados sem se aperceber do risco;
- Links maliciosos: enviados através de mensagens ou e-mails com anexos e ligações suspeitas que, ao serem clicadas, podem instalar programas maliciosos no computador da vítima;
- Anúncios com ofertas “demasiado boas para ser verdade” em redes sociais ou sites.
A verdade é que basta um clique num link fraudulento para iniciar um processo que pode culminar no roubo de dados ou no acesso indevido a contas bancárias. Por isso, verifique sempre o endereço do site antes de introduzir qualquer informação. Se o URL não corresponder ao site oficial da suposta entidade que o está a contactar, é muito provável que se trate de uma burla. de uma burla.
Quais os sinais de alerta a ter em atenção?
Existem vários indicadores que podem ajudá-lo a identificar tentativas de burla online, tais como:
- Contactos inesperados via telefone, e-mail, SMS ou WhatsApp;
- Sites sem certificado de segurança (ou seja, com ausência de “https://” ou de um cadeado junto do URL);
- Erros ortográficos ou linguagem incoerente nas comunicações;
- Promessas de “crédito fácil, rápido e sem burocracias”;
- Pressão para agir rapidamente ou pedidos de pagamento antecipado;
- Dificuldade em encontrar informações oficiais sobre a entidade referida;
- Pedidos de códigos recebidos por SMS ou dados de cartões bancários.
Sempre que algo lhe parecer demasiado urgente ou vantajoso, pare, confirme a informação junto da entidade oficial e só depois tome qualquer decisão.
Quais os cuidados a adotar para evitar burlas de crédito online?
A prevenção é a melhor forma de se proteger contra burlas de crédito. Algumas medidas essenciais a adotar incluem:
- Não partilhar passwords, códigos SMS, números de cartões ou outros dados pessoais sensíveis;
- Desconfiar de promessas de crédito fácil e não ceder a pressões para decisões imediatas;
- Nunca efetuar pagamentos antecipados para obter crédito;
- Confirmar se a entidade está registada na lista de instituições autorizadas pelo Banco de Portugal;
- Utilizar autenticação de duplo fator nas aplicações bancárias e financeiras;
- Verificar sempre o endereço completo dos sites antes de introduzir qualquer informação.
Num dia a dia cada vez mais digital, todos os pequenos detalhes podem evitar grandes prejuízos financeiros.
O que fazer se suspeitar ou for vítima de uma burla de crédito?
Se suspeitar de uma tentativa de burla, é fundamental agir rapidamente. Assim, comece por:
- Interromper o contacto de forma imediata e não partilhe mais informações;
- Alerte o banco ou a entidade financeira envolvida;
- Guarde todas as provas possíveis (e-mails, SMS, números de telefone, referências de pagamento, entre outros);
- Apresente queixa junto das autoridades, como a Polícia de Segurança Pública, a Guarda Nacional Republicana e o Banco de Portugal;
- Verifique e, se necessário, atualize o seu Mapa de Responsabilidades de Crédito para garantir que não existem empréstimos indevidos associados ao seu nome.
Mesmo que acredite não ter sofrido qualquer prejuízo, é muito importante que reporte a situação às autoridades competentes, ajudando a travar novas tentativas de burla realizadas a outras pessoas.
A prevenção começa com informação
As burlas de crédito online representam uma ameaça real num mundo cada vez mais digital. No entanto, com atenção aos sinais de alerta, adoção de algumas boas práticas de segurança e uma postura crítica perante ofertas suspeitas, é possível proteger-se de forma eficaz.
Para saber mais sobre como identificar burlas de crédito online, reconhecer esquemas fraudulentos e proteger as suas finanças, assista ao vídeo completo com as dicas do especialista Luís Pinto.