Pedir primeiro empréstimo para jovens: 21 erros a evitar
Índice de conteúdos:
- O que analisar ao pedir um primeiro empréstimo para jovens?
- Que documentos são necessários para pedir um empréstimo?
- Quais são os critérios de aprovação de um empréstimo?
- Qual a relação entre montante financiado, prazo de pagamento e prestação mensal?
- Erros a evitar ao pedir o primeiro empréstimo para jovens
Pedir o primeiro empréstimo para jovens é uma decisão financeira importante que deve ser ponderada com cuidado. Antes de avançar, é essencial perceber como funciona o financiamento, avaliar a sua capacidade para assumir a prestação e conhecer os principais erros a evitar.
Neste artigo, explicamos o que deve analisar antes de pedir o seu primeiro empréstimo, quais os fatores que podem influenciar a aprovação e como escolher uma solução de financiamento adequada à sua situação financeira.
O que analisar antes de pedir o primeiro empréstimo para jovens?
Há vários aspetos que deve analisar antes de apresentar um pedido de empréstimo. Conhecê-los ajuda a tomar uma decisão mais informada, escolher uma solução adequada à sua situação e evitar dificuldades durante o período de reembolso.
- Finalidade do crédito: o crédito habitação tem condições diferentes do crédito pessoal. Dentro do crédito ao consumo, os empréstimos para comprar carro, estudar ou melhorar a eficiência energética da casa podem ter condições específicas e mais favoráveis;
- Necessidade da despesa: fazer um empréstimo é um compromisso financeiro que pode ter impacto nas suas finanças pessoais durante vários anos. Pondere se a despesa é realmente necessária ou se pode adiá-la;
- Montante de que precisa: quanto maior for o valor pedido, maior será, em regra, a prestação mensal e o custo total do crédito. Faça as contas e peça apenas o montante de que realmente necessita;
- Estabilidade dos rendimentos: ter rendimentos regulares é importante não só para conseguir suportar a prestação, mas também para a avaliação do pedido de crédito;
- Capacidade mensal para suportar a prestação: avalie quanto recebe todos os meses e quanto pode efetivamente destinar ao pagamento do empréstimo sem comprometer o restante orçamento familiar;
- Prazo de pagamento adequado: um prazo mais longo permite, geralmente, reduzir o valor da prestação mensal, mas aumenta o período durante o qual terá este encargo. Um prazo mais curto, por outro lado, implica prestações mais elevadas, mas pode reduzir o custo total do crédito;
- Existência de outros encargos: mesmo que ainda não tenha outros empréstimos, tenha em conta todas as suas despesas mensais, incluindo eventuais pagamentos com cartões de crédito, e avalie se tem margem para assumir uma nova prestação;
- Margem financeira para imprevistos: não considere apenas os rendimentos e o valor da prestação. Avalie também se tem capacidade para fazer face a situações inesperadas, como uma subida das taxas de juro, desemprego ou uma despesa extraordinária;
- Número de titulares: quando o empréstimo é pedido por duas pessoas, o esforço financeiro é menor e os rendimentos de ambos são considerados na avaliação do pedido;
- Necessidade de fiador: dependendo da situação, pode ser necessário ou útil apresentar um fiador. Este assume responsabilidades perante o crédito caso o titular entre em incumprimento, pelo que deve compreender bem as implicações antes de aceitar essa responsabilidade;
- Seguro de proteção de crédito: pode também ponderar contratar este seguro para se proteger perante determinadas situações, como incapacidade ou desemprego involuntário.
Que documentos são necessários para pedir um empréstimo?
Os documentos necessários para pedir um empréstimo podem variar consoante o tipo de crédito, a instituição financeira e o perfil do cliente.
Por exemplo, num crédito habitação, são necessários documentos adicionais relacionados com o imóvel. Já num crédito automóvel para comprar um carro novo, pode ser pedida a nota de encomenda ou uma fatura pró-forma.
De forma geral, os documentos servem para confirmar a identidade, morada, rendimentos e situação financeira do cliente. Entre os mais comuns estão:
- Documento de identificação, como o Cartão de Cidadão ou autorização de residência;
- Comprovativo de morada em nome de um dos titulares;
- Comprovativo de rendimentos, como recibo de vencimento ou declaração de IRS;
- Comprovativo de IBAN.
Quais são os critérios usados para aprovar um empréstimo?
Quando pede um empréstimo, a instituição financeira avalia a sua situação para perceber se tem capacidade para cumprir as prestações sem entrar em incumprimento.
Esta avaliação de solvabilidade é obrigatória e permite determinar o risco associado ao pedido. A aprovação ou recusa do crédito não depende de um único fator, mas do conjunto da informação financeira e profissional do candidato.
Entre os principais critérios avaliados estão:
- Rendimentos e encargos mensais, para perceber quanto recebe e que compromissos financeiros já tem;
- Taxa de esforço, que corresponde à percentagem dos rendimentos destinada ao pagamento de créditos e que, em regra, não deve ultrapassar os 45%;
- Estabilidade profissional, tendo em conta a situação e regularidade dos rendimentos;
- Mapa de responsabilidades de crédito, que permite verificar os créditos existentes, incluindo cartões de crédito e descobertos bancários;
- Histórico de crédito, nomeadamente a existência de situações de incumprimento atuais ou passadas.
Montante financiado, prazo de pagamento e prestação mensal: qual a relação?
O montante que pede, o prazo de reembolso e o valor da prestação mensal estão diretamente relacionados. Ao escolher o seu primeiro empréstimo, tenha em conta que:
- Quanto maior for o montante financiado, maior tende a ser a prestação mensal, porque terá mais capital para reembolsar;
- Quanto mais curto for o prazo de pagamento, maior será a prestação, uma vez que terá menos meses para devolver o mesmo montante;
- Quanto mais longo for o prazo, menor tende a ser a prestação mensal, mas maior será o custo total do empréstimo, porque os juros serão pagos durante mais tempo.
Para perceber melhor esta relação, veja um exemplo com base no Crédito Lar e Recheio da Cofidis, com valores meramente indicativos:
- Num empréstimo de 25.000 euros a 48 meses (quatro anos), a prestação mensal seria de 675,22 euros e o montante total pago, incluindo capital, juros e outras despesas, seria de 32.850,56 euros;
- Para o mesmo montante, mas com um prazo de 84 meses (sete anos), a prestação mensal baixaria para 433,18 euros, mas o total pago no final aumentaria para 36.827,12 euros.
Neste caso, optar por um prazo mais longo reduz a prestação mensal, mas aumenta o custo total do crédito.
| Uma dica: faça várias simulações antes de decidir, comparando o montante financiado, o prazo, a prestação mensal e o custo total do empréstimo. Assim, será mais fácil encontrar uma solução adequada à sua capacidade financeira. |
21 erros a evitar ao pedir o primeiro empréstimo para jovens
Pedir o primeiro empréstimo é uma decisão financeira que deve ser ponderada, sobretudo quando se está a começar a gerir o seu próprio orçamento. Para evitar comprometer a sua capacidade financeira no futuro, tenha atenção aos erros mais comuns:
- Recorrer a crédito para despesas de consumo impulsivas, sem avaliar se são realmente necessárias;
- Pedir mais dinheiro do que precisa, aumentando desnecessariamente o valor da prestação e o custo total do crédito;
- Avançar sem fazer simulações, deixando de comparar diferentes montantes, prazos e prestações;
- Não comparar várias opções com base na FIN ou FINE, documentos que apresentam as principais condições do empréstimo;
- Omitir ou fornecer informações incorretas sobre a sua situação financeira, já que a avaliação de solvabilidade deve ter por base informação verdadeira e completa;
- Escolher uma entidade não autorizada pelo Banco de Portugal, sem confirmar previamente se está devidamente registada como intermediário ou instituição autorizada;
- Escolher o crédito apenas pelo valor da prestação, sem considerar o prazo e o custo total;
- Ignorar a TAEG e o MTIC, dois indicadores importantes para comparar o custo das diferentes propostas;
- Optar por um prazo demasiado longo apenas para reduzir a prestação mensal, sem considerar o aumento do custo total;
- Desvalorizar outros créditos e despesas mensais, que também pesam no orçamento disponível;
- Não calcular a taxa de esforço, antes de assumir uma nova prestação;
- Ignorar comissões, seguros e outros custos adicionais, que podem aumentar o custo efetivo do crédito;
- Assinar o contrato sem o ler atentamente, deixando por esclarecer condições ou obrigações importantes;
- Deixar dúvidas por esclarecer antes de assinar, mesmo quando alguma condição do crédito não é totalmente clara;
- Assumir que a aprovação do crédito está garantida, antes de conhecer o resultado da avaliação de solvabilidade;
- Escolher uma prestação que só consegue suportar nas condições atuais, sem deixar margem para uma redução dos rendimentos ou outros imprevistos;
- Contrair vários créditos sem avaliar o impacto conjunto no orçamento, aumentando o risco de sobreendividamento;
- Não verificar as condições de amortização antecipada, caso queira liquidar o crédito antes do prazo;
- Falhar o pagamento das prestações mensais, podendo entrar numa situação de incumprimento;
- Adiar a procura de ajuda perante dificuldades financeiras, em vez de agir atempadamente perante o risco de incumprimento;
- Deixar de procurar soluções quando já tem dificuldade em pagar, sem avaliar a possibilidade de renegociar as condições do crédito.
Pedir o primeiro empréstimo não deve ser encarado apenas como uma forma de obter dinheiro no imediato, mas sim como um compromisso financeiro que terá impacto no seu orçamento durante o período de reembolso. Antes de avançar, compare as opções disponíveis, analise os custos e certifique-se de que a prestação é compatível com a sua capacidade financeira.
Se não sabe por onde começar, descubra as soluções de crédito da Cofidis, faça simulações e encontre a opção certa para o seu primeiro empréstimo.
