Poupança e investimentos para jovens: por onde começar?
Índice de conteúdos:
- Qual a importância de começar a poupar e investir desde cedo?
- Quais as vantagens das poupanças e investimentos a longo prazo?
- Quais as soluções de poupança e investimentos para jovens mais indicadas?
- Dicas para começar a investir com segurança e obter resultados
Os investimentos para jovens, assim como as poupanças destinadas a esta faixa etária, são uma boa ideia para preparar o seu futuro ou o dos seus filhos. Afinal, quanto mais cedo começar a investir, mais rendimento vai obter.
Existem várias soluções para quem pensa a longo prazo e quer garantir uma situação financeira mais confortável para o futuro. Das contas poupança aos planos de poupança, passando por certificados de aforro ou ações, há opções para todas as idades e para todos os perfis.
Qual a importância de começar a poupar e investir desde cedo?
O princípio do “grão a grão” faz ainda mais sentido quando se é jovem ou quando se está a pensar no futuro de alguém jovem, como filhos ou netos. Porque, nestes casos, há mais tempo para ir amealhando algum dinheiro.
Assim, quanto mais cedo começar, maior será a poupança ou o rendimento que pode obter, mesmo poupando ou investindo pouco dinheiro de cada vez.
Pelo contrário, quando se começa tarde, o esforço tem de ser maior; e como já existe algum medo de se perder o que se poupou, a tendência é escolher opções mais seguras, mas que muitas vezes são menos rentáveis.
Além disso, ganhar hábitos de poupança desde cedo é importante para uma boa gestão financeira na idade adulta.
Quais as vantagens das poupanças e investimentos a longo prazo?
Poupar ou investir a longo prazo (ou seja, para obter rendimento só daqui a uns anos) tem várias vantagens em relação às situações em que se aplica dinheiro e se precisa de um rendimento quase imediato, nomeadamente:
Diversificação
Quando se pensa na poupança e no investimento a longo prazo é mais fácil ter diferentes soluções, com prazos e riscos distintos, sendo que esta diversificação é essencial para obter um bom rendimento e para fazer uma boa gestão do risco.
Margem para riscos
Quando se está a correr contra o tempo – como acontece quando se começa a planear a reforma muito tarde – não existe muita margem para arriscar em produtos financeiros sem capital garantido. Já quando se é mais jovem, o receio de perder parte do dinheiro que se aplicou é menor, até porque há mais tempo para recuperar eventuais perdas.
Maior rendimento
Investir em soluções a longo prazo, em que não seja possível mobilizar imediatamente o dinheiro, é geralmente mais rentável.
Depósitos a prazo e certificados de aforro são exemplos de produtos de poupança em que o valor dos juros aumenta à medida que o tempo passa. Mas também os planos de poupança e os fundos de investimento são exemplos de rendibilidade que se pode obter por ter o dinheiro “parado” durante algum tempo.
Quais as soluções de poupança e investimentos para jovens mais indicadas?
Existem várias soluções de poupança e investimentos para jovens, dependendo dos objetivos, do dinheiro disponível e da menor ou maior tolerância ao risco. Mas como são opções para obter rendibilidade a longo prazo, até pode optar por várias, aumentando assim o grau de diversificação e a probabilidade de ganhar mais dinheiro. Conheça-as abaixo.
Contas-poupança
As contas poupança são depósitos bancários que têm como objetivo juntar dinheiro com ou sem um objetivo previamente definido. O rendimento é obtido através dos juros que vão sendo pagos e cuja taxa pode ser fixa ou variável.
São um produto de poupança tradicional, adequado tanto para quem está a preparar o futuro dos filhos (a pensar, por exemplo, num curso universitário) como para quem já trabalha e quer poupar para comprar uma casa ou um carro.
A vantagem das contas poupança é que existe um risco muito baixo de perda de capital, dado que os depósitos até 100.000 euros estão cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos.
Certificados de aforro e do tesouro
Os certificados de aforro e os certificados do tesouro são produtos da dívida pública. Ou seja, ao subscrever este tipo de aplicação financeira está a “emprestar” dinheiro ao Estado, que lhe paga juros pelo montante que aplicou.
Nestes produtos, o rendimento obtido aumenta à medida que o tempo passa. Assim, quanto mais tempo mantiver o investimento, mais recebe. Em ambos os casos existe garantia de capital, isto é, não corre o risco de perder o que investiu.
Os certificados de aforro são uma boa forma de começar a poupar, porque basta um investimento inicial de 100 euros e é possível reforçar o valor aplicado sempre que quiser, com montantes a partir de dez euros. Os juros vencem trimestralmente e o investidor pode mobilizar o seu dinheiro a partir do primeiro trimestre.
Já os títulos do tesouro exigem um valor mínimo de 1.000 euros, sendo o pagamento de juros feito anualmente. Só é possível resgatar depois de decorrido um ano após a subscrição.
Planos poupança
Os planos de poupança são produtos para quem pretende poupar a longo prazo com um objetivo definido. Existem três tipos:
- Os planos de poupança-reforma (PPR);
- Os planos de poupança-educação (PPE);
- Os planos de poupança-reforma/educação (PPR/E).
Estes planos podem assumir a forma de fundos de pensões, fundos autónomos de um seguro do ramo vida ou fundos de investimento mobiliários. Só podem ser resgatados mediante certas condições, existindo penalizações em caso de resgate antecipado.
No caso dos PPR, há uma vantagem adicional, já que oferecem benefícios fiscais no momento da subscrição, em cada ano em que exista reforço e também quando são resgatados (levantados) nas condições previstas.
Seguros de capitalização
Os seguros de capitalização são um produto de poupança/investimento comercializado por seguradoras.
Ao subscrever está a aplicar um determinado valor sobre o qual espera obter rendimento ao fim do período de tempo previamente definido. Além do investimento inicial, existem geralmente entregas periódicas para reforçar essa poupança.
Em caso de morte do segurado, o beneficiário deste seguro – que pode ser um filho – recebe o valor investido acrescido dos juros pagos até à data.
Nem todos os seguros de capitalização têm garantia de capital, pelo que é importante conhecer todas as condições e informar-se dos riscos deste tipo de investimento.
Ações e ETF
Investir em ações ou em Exchange Traded Fund (ETF) é uma forma de diversificar os investimentos, mas que exige um conhecimento mínimo de como funcionam as bolsas. Além disso, estas soluções não têm garantia de capital.
As ações são títulos que representam uma fração do capital social de uma empresa, enquanto um ETF é um fundo de investimento negociado na bolsa e cujo desempenho depende de um indexante, que pode ser um índice de mercado, um ativo ou uma estratégia de investimento.
A remuneração destes produtos pode ser obtida de duas formas:
- Distribuição de dividendos (depende da existência de lucros);
- Valorização do título, sempre que se vende o título por um preço superior ao da compra.
Estes investimentos estão sujeitos a comissões e a tributação no IRS.
Ouro
É uma forma mais tradicional de investir, mas que continua a ser atrativa, sobretudo em alturas de crise ou quando as taxas de juro dos depósitos estão mais baixas. Há várias formas de investir em ouro, desde a compra de barras ou lingotes, até joias ou fundos de investimento.
Uma das desvantagens deste tipo de investimento é a dificuldade em obter liquidez imediata (ou seja, trocar o ouro por dinheiro). No entanto, e dado que no caso dos jovens se trata de um investimento a longo prazo, a espera pode compensar.
8 dicas para começar a investir com segurança e obter resultados
Antes de apostar em investimentos para jovens, existem alguns cuidados que deve adotar e algumas dicas que ajudam a investir com mais segurança. Assim, comece por:
- Definir objetivos financeiros: é importante determinar o que espera de cada tipo de poupança ou investimento, tanto em termos de rendibilidade como de prazo para reaver o que aplicou;
- Conhecer o perfil de investidor e o seu grau de tolerância ao risco: avalie se está confortável com a perda de parte ou da totalidade do que investiu e escolha produtos que se adaptem ao seu perfil;
- Conhecer as condições e riscos associados a cada produto: cada solução de poupança ou de investimento tem condições próprias. É importante informar-se e tirar eventuais dúvidas antes de avançar;
- Definir um valor mínimo de investimento: analise o seu orçamento e defina uma percentagem para poupar e valores mínimos e máximos para investir. Assim garante que não desequilibra as contas e que consegue obter algum rendimento;
- Programar a poupança/investimento: faça reforços regulares das suas contas poupança, PPR, contas aforro ou seguros de capitalização. Ao planear garante consistência e vai conseguir multiplicar o seu dinheiro;
- Diversificar a carteira de investimentos: estaé uma dica quase obrigatória para todos os investidores. Ao ter o seu dinheiro aplicado em vários tipos de produto, reduz riscos e compensa perdas;
- Não arriscar tudo: mesmo que tenha um perfil de investidor mais arrojado e o seu principal objetivo seja obter uma elevada rendibilidade, garanta que uma parte das poupanças ou investimentos está em produtos com garantia de capital;
- Utilizar a tecnologia a seu favor: hoje em dia é fácil poupar e investir sem sair de casa, mas também já é possível usar aplicações de Inteligência Artificial para obter mais rendimento.