Seguros mais baratos: 11 coisas que as seguradoras nem sempre dizem
Índice de conteúdos:
- Como é calculado o preço de um seguro?
- 11 coisas que as seguradoras nem sempre explicam antes de contratar um seguro
- Como encontrar os seguros mais baratos sem perder proteção?
Se procura seguros mais baratos, é importante conhecer alguns detalhes que podem aumentar o prémio ou fazer com que tenha menos proteção do que imagina. Ao compreender esses detalhes e comparar diferentes propostas, torna-se mais fácil encontrar um seguro que combine um preço competitivo com as coberturas de que realmente precisa.
Mas, afinal, o que faz aumentar o custo de um seguro? E como pode poupar sem abdicar da proteção para o carro, casa, saúde ou acidentes pessoais? Descubra tudo o que tem de saber para uma escolha ajustada às suas necessidades.
Como é calculado o preço de um seguro?
Nos seguros, cada caso é um caso. É por isso que pode ter o mesmo seguro do seu vizinho ou colega de trabalho, mas o valor a pagar ser diferente. Isto acontece porque as seguradoras avaliam o risco associado a cada cliente antes de definir o prémio, ou seja, o preço do seguro.
Para calcular esse valor, são analisados vários fatores, entre os quais:
- Histórico de sinistros (sistema de bónus-malus): se já teve vários acidentes de viação ou acionou frequentemente o seguro da casa, é provável que o prémio aumente;
- Localização: no seguro automóvel, quem reside e conduz fora dos grandes centros urbanos tende a pagar menos, uma vez que o risco de acidente é, em regra, inferior;
- Valor de reconstrução do imóvel: no seguro multirriscos, casas situadas em zonas onde os custos de construção são mais elevados, como Lisboa ou Porto, tendem a ter prémios mais altos;
- Nível de risco: um imóvel localizado numa zona com maior probabilidade de inundação, incêndio ou outros fenómenos naturais terá, regra geral, um seguro mais caro;
- Idade do condutor: condutores com menos de 25 anos ou mais de 70 anos costumam pagar prémios mais elevados devido ao maior risco estatístico de acidente;
- Experiência de condução: ter carta de condução há poucos anos é outro dos fatores que pode agravar o preço do seguro automóvel;
- Capitais seguros: quanto maior for o valor dos bens ou das coberturas contratadas, mais elevado será o prémio;
- Coberturas escolhidas: incluir mais coberturas e garantias aumenta o nível de proteção, mas também o custo do seguro.
| Mito ou verdade: o seguro automóvel é mais barato para as mulheres? Mito. Embora os homens representem 80,4% das vítimas mortais e 73,7% dos feridos graves em acidentes rodoviários, segundo o Relatório Anual de 2024 da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), isso não significa que as mulheres paguem menos pelo seguro automóvel. No entanto, estes dados estatísticos não justificam a ideia (errada) de que o seguro automóvel é mais barato para as mulheres. Na realidade, em Portugal, as seguradoras não podem fixar o preço do seguro com base no sexo do condutor. A Lei n.º 14/2008 (artigo 4.º) proíbe qualquer discriminação em função do sexo no acesso a bens e serviços. Além disso, o Regime Jurídico do Contrato de Seguro, no artigo 15.º, também proíbe práticas discriminatórias na celebração, execução e cessação dos contratos de seguro. Assim, o prémio do seguro automóvel é calculado com base em fatores objetivos, como a idade, a experiência de condução, o histórico de sinistros, a utilização do veículo ou o local de residência, e não pelo facto de o condutor ser homem ou mulher. |
11 coisas que as seguradoras nem sempre explicam antes de contratar um seguro
Ao procurar seguros mais baratos, há alguns detalhes que deve ter em conta e que nem sempre são totalmente explicados pelas seguradoras. E a verdade é que a diferença entre conhecê-los ou não conhecê-los pode significar uma poupança de dezenas de euros.
1. O seguro mais barato pode sair mais caro
Ainda acredita que um seguro low-cost é sempre a opção mais competitiva? A verdade é que, ao pagar menos por um seguro, é provável que esteja a contratar apenas coberturas básicas, o que reduz o grau de proteção em caso de imprevistos. E é por isso que um prémio mais baixo nem sempre significa um melhor negócio.
Além disso, um preço mais baixo também pode estar associado a franquias mais elevadas, o que significa que terá de suportar uma parte maior dos custos em caso de acidente. Também é frequente existirem limites de indemnização mais baixos, que podem não ser suficientes para cobrir todos os prejuízos.
Por isso, antes de escolher um seguro apenas pelo preço, compare as coberturas, as exclusões, as franquias e os capitais seguros, já que um seguro aparentemente mais barato pode acabar por representar um custo muito superior quando realmente precisar de o utilizar.
2. As campanhas de desconto podem ser apenas temporárias
Um prémio muito baixo pode resultar de uma campanha promocional com duração limitada. Embora esta informação deva ser transmitida pela seguradora e constar das condições da proposta, é fácil passar despercebida e só descobrir que o desconto terminou quando chegar a renovação do seguro.
Por isso, antes de contratar, confirme sempre se o preço apresentado é permanente ou se está associado a uma promoção temporária.
Para evitar surpresas, siga estas recomendações:
- Confirme durante quanto tempo se mantém o preço promocional e quais serão as condições na altura da renovação;
- Antes de renovar o seguro, faça várias simulações em diferentes seguradoras para comparar preços e condições.
3. Nem todas as coberturas são necessárias
Um dos principais erros de quem contrata um seguro é olhar apenas para o preço e acabar por ter menos coberturas do que precisa; ou contratar um pacote que tem coberturas que nunca vai usar.
Se faz viagens longas e frequentes, a assistência em viagem faz todo o sentido. Mas se tem um segundo carro que só sai da garagem para umas voltinhas ocasionais, o seguro obrigatório pode ser suficiente.
Ainda no seguro automóvel há outro exemplo: um carro novo justifica ter um seguro contra terceiros (ou contra todos os riscos); mas à medida que o veículo envelhece, há coberturas que deixam de ser úteis.
4. O seu histórico influencia mais o preço do que imagina
O histórico de sinistros (como por exemplo, o número de vezes em que a casa foi assaltada ou em que teve acidentes) é um fator muito relevante para o preço do seu seguro. Isto porque quanto mais vezes tiver acionado o seguro, mais caro se torna o prémio.
Num seguro automóvel, a idade ou a falta de experiência do condutor também podem agravar o preço: pessoas muito novas, mais velhas ou inexperientes têm um perfil de risco mais elevado.
5. Declarar informações incorretas pode sair-lhe caro
Sabia que, enquanto tomador do seguro (pessoa que contrata) tem certos deveres? E que uma das obrigações legais impostas pelo Regime Jurídico do Contrato de Seguro é “declarar com exatidão todas as circunstâncias que conheça e razoavelmente deva ter por significativas para a apreciação do risco pelo segurador”?
Ou seja, omitir informações à seguradora ou prestar informações falsas pode ter consequências sérias, como a anulação do contrato e a perda do direito à indemnização.
6. A franquia pode reduzir o prémio, mas aumentar os seus custos
A franquia é um dos pontos mais importantes a analisar ao comparar propostas de seguros. Como diz respeito ao valor ou percentagem que fica a cargo do segurado em caso de sinistro, quanto mais alta for, menor é o risco para a seguradora. Por isso, o prémio também é mais baixo.
Mas este é um “presente envenenado”. Ou seja, o seguro até pode parecer mais barato, mas se algo acontecer, vai ter uma despesa maior do que se fosse a seguradora a assumir o prejuízo.
7. Os seguros devem ser revistos regularmente
Costuma deixar que os seus seguros renovem automaticamente, sem comparar preços e condições noutras seguradoras? O seu carro já tem alguns anos, mas mantém as coberturas que contratou quando o comprou totalmente novo? Estes “esquecimentos” podem estar a custar-lhe muito dinheiro.
Assim, sempre que existam mudanças na sua vida (ou mesmo que nada mude) dedique algum tempo a analisar as apólices dos seus seguros para perceber se ainda são os mais adequados para si e para a sua família.
8. Não é obrigado a contratar os seguros propostos pelo banco no crédito à habitação
Contratar os seguros propostos pelo banco que concede o crédito habitação é uma prática comum. No entanto, de acordo com o Decreto-Lei n.º 222/2009, o cliente não é obrigado a escolher essa opção.
Se assim entender, pode recorrer a outra seguradora, fazer um contrato de seguro com um prazo inferior à duração do contrato de crédito e mudar de seguradora durante o período do empréstimo .
Por outro lado, e ao contrário do que geralmente se pensa, o seguro de vida associado ao crédito habitação não é obrigatório. Contudo, tem vantagens para o banco e para o segurado, garantindo o pagamento da dívida em caso de morte ou incapacidade.
Apesar de tudo isto, a verdade é que muitas vezes as condições em termos de spread são melhores quando o cliente decide fazer o seguro de vida e o seguro multirriscos no banco. Por isso, e embora tenha liberdade para escolher, é aconselhável fazer contas antes de tomar uma decisão.
9. Comparar seguros é muito mais do que comparar preços
Será que os seguros mais baratos são os que têm os prémios mais baixos? Este é mais um mito que pode fazer com que acabe por gastar mais do que imagina.
Ao comparar seguros, analise não só o preço, mas também as condições de cada proposta. Preste especial atenção a aspetos como:
- Coberturas incluídas e exclusões;
- Valor da franquia;
- Capitais seguros e limites de indemnização;
- Períodos de carência (especialmente no seguro de saúde);
- Serviços de assistência disponíveis;
- Forma de pagamento (mensal, trimestral, semestral ou anual);
- Condições de renovação e de atualização do prémio.
10. Nem sempre o pagamento mensal é o mais vantajoso
Quando os prémios dos seguros são elevados, a tendência é não pagar tudo de uma vez, optando pelo pagamento faseado, para diluir o impacto no orçamento.
Esta solução pode parecer mais confortável para as suas finanças, mas nem sempre é a opção mais económica. Ou seja, pagar o seu seguro mensalmente vai torná-lo mais caro. Por isso, antes de decidir, simule várias opções de pagamento e confirme as diferenças de valores.
11. Mudar de seguradora pode permitir uma poupança de centenas de euros
Ficar com o mesmo seguro durante anos pode custar-lhe muito dinheiro. Os contratos de seguro têm, geralmente, uma duração anual. O que significa que tem a possibilidade de, todos os anos, mudar de seguradora para uma solução que se adeque melhor às suas necessidades e ao seu orçamento.
O ideal é que, uns meses antes de o contrato terminar, faça simulações e comece a comparar condições e valores. Se encontrar uma opção melhor, pode denunciar (acabar) o contrato atual. Para isso, deve comunicar a sua intenção à seguradora por escrito, dentro dos seguintes prazos:
- Até 30 dias antes da data de renovação do contrato (se nada disser, a renovação é automática);
- Até 90 dias antes da data de fim do contrato, se o seguro tiver uma duração indeterminada ou um período inicial de duração igual ou superior a cinco anos.
Como encontrar os seguros mais baratos sem perder proteção?
A melhor forma de encontrar um seguro barato sem perder proteção é comparar várias propostas, analisando não apenas o preço, mas também as coberturas, franquias, exclusões e capitais seguros.
Ter alguma atenção a estes critérios vai ajudá-lo a encontrar a solução mais ajustada ao que precisa e ao melhor preço. Para facilitar o processo, pode recorrer ao nosso Simulador de Seguros que lhe permite, em pouco tempo, descobrir a opção mais adequada ao seu caso.
