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Seguros low cost: quais os cuidados a ter?

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Olga Teixeira
Olga Teixeira
Serão os seguros low cost uma boa solução? Será que a poupança compensa? Tire todas as dúvidas antes de escolher o seu seguro

Índice de conteúdos:

  1. O que são seguros low cost e porque são mais baratos?
  2. Que tipos de seguros low cost existem?
  3. Quais as suas principais vantagens?
  4. Como perceber se um seguro low cost é uma boa opção?
  5. Será que vale a pena contratar um seguro low cost?

Os seguros low cost respondem a uma necessidade da maioria dos consumidores: obter um serviço a um preço mais baixo. Por isso, para quem procura apenas gastar menos, esta pode ser uma boa solução. Mas…

Em qualquer produto ou serviço low cost, há sempre uma limitação. Tal como nas viagens aéreas, um preço mais baixo implica sempre ter menos do que teria se pagasse o valor “normal”. O que, no caso dos seguros, pode fazer com que a poupança acabe por não compensar tanto como esperava.

Fatores como as coberturas, exclusões ou franquias são alguns pontos a que deve ter atenção antes de escolher, porque quando precisar de ativar o seu seguro vão fazer toda a diferença.

O que são seguros low cost e porque são mais baratos?

Os seguros low cost não são um tipo de seguro, mas apenas um conceito que existe noutros serviços e que se pode resumir como oferta básica = preço mais baixo. Em Portugal, este conceito surgiu no seguro automóvel, mas aplica-se a outros seguros.

Além de preços mais baixos, estes seguros distinguiram-se, numa fase inicial, pela facilidade de contratação, já que permitiam tratar do processo através do telefone. Este procedimento poupava nos custos com espaços físicos ou mediadores, o que contribuía para um preço final mais baixo.

Atualmente essa diferença não é tão significativa, porque mesmo nas seguradoras “tradicionais” já existem soluções totalmente digitais: do contrato até aos avisos de cobrança e recibos, tudo é feito pela internet e sem papel envolvido. Por isso, também conseguem ter preços competitivos e procedimentos simples.

Outra característica dos seguros low cost é que geralmente abrangem apenas as coberturas básicas (como a responsabilidade civil, no caso do seguro automóvel). Se quiser coberturas adicionais, vai pagar um pouco mais.

As franquias (valor ou percentagem que fica a cargo do segurado) também podem ser um pouco mais altas, o que torna o prémio mais baixo.

Ou seja, um seguro mais barato não significa que tenha menos qualidade. Mas pode ser sinónimo de menor proteção em determinadas situações. Por isso, é preciso estar atento aos detalhes.

Que tipos de seguros low cost existem?

Os seguros low cost abrangem vários tipos de seguros, incluindo as categorias mais comuns como automóvel, viagem, saúde, habitação (incêndio e multirriscos).

É importante referir que as seguradoras que comercializam este tipo de produto estão sujeitas às mesmas normas legais e à supervisão da ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões). Aliás, a mesma seguradora até pode comercializar, sob diferentes marcas, seguros low cost e outros.

Quais as suas principais vantagens?

Os seguros low cost apresentam várias vantagens, entre as quais:

  • Preços mais acessíveis;
  • Processo de contratação simples e rápido;
  • Boa relação custo-benefício para necessidades mais básicas;
  • Possibilidade de contratar apenas as coberturas essenciais e aquelas que realmente lhe interessam;
  • Diversidade de produtos e de ofertas.

E quais os riscos ou limitações mais comuns?

Como os seguros são mais baratos, é importante ter atenção a algumas limitações, tais como:

  • Coberturas mais básicas;
  • Maior número de exclusões;
  • Franquias mais elevadas;
  • Limites de indemnização mais baixos;
  • Assistência ao cliente mais limitada;
  • Rede de prestadores limitada (no caso dos seguros de saúde);
  • Copagamentos mais elevados (também nos seguros de saúde); 
  • Serviços extra sujeitos a pagamento adicional.

Por isso, existem situações em que optar por um seguro mais barato pode acabar por não compensar. Por exemplo:

  • Num seguro de saúde low cost, pode ter de pagar mais pelas consultas ou ter um limite mais baixo para estomatologia. Se recorrer frequentemente a estes serviços, acaba por gastar mais;

Como perceber se um seguro low cost é uma boa opção para si?

Os seguros low cost podem ser uma boa opção em determinadas situações, mas será que são a escolha certa para si? Para tomar uma decisão informada, existem vários aspetos que deve analisar cuidadosamente:

  • As suas necessidades reais (por exemplo, faz ou não sentido ter cobertura de danos próprios ou assistência em viagem?);
  • A reputação da seguradora;
  • As coberturas incluídas e as exclusões;
  • Os limites de indemnização por sinistro e por cobertura;
  • O valor a pagar por coberturas adicionais;
  • A relação custo-benefício, ou seja, aquilo que está efetivamente incluído no preço;
  • O valor das franquias;
  • A rede de prestadores e percentagem de copagamento, no caso dos seguros de saúde;
  • O capital seguro;
  • A qualidade do serviço de assistência ao cliente;
  • As avaliações e opiniões de outros consumidores.
Uma dica importante: A apólice (contrato de seguro) é um documento essencial e deve ser lida atentamente antes da assinatura. Mesmo depois de contratar o seguro, consulte-a sempre que tiver dúvidas sobre coberturas, exclusões ou outras condições associadas ao contrato.

Será que vale a pena contratar um seguro low cost?

Não existe uma resposta universal para esta pergunta, porque tudo depende das suas necessidades, do nível de proteção que procura e do orçamento disponível. Por isso, antes de contratar, analise cuidadosamente os prós e contras de cada opção.

A tabela seguinte pode ajudar na decisão:

Pode compensar se…
→ Procura uma proteção mais básica;
→ Tem baixa exposição ao risco (por exemplo, utiliza pouco o automóvel, recorre raramente ao seguro de saúde ou pretende um seguro temporário);
→ Apenas precisa de coberturas essenciais;
→ Quer reduzir custos;
→ Não valoriza tanto o acompanhamento e a assistência.  
Pode não compensar se…
→ Precisa de um nível de proteção mais elevado;
→ Está mais exposto a riscos (por exemplo, faz viagens longas frequentes ou precisa de um seguro de saúde mais completo);
→ Precisa de várias coberturas adicionais;
→ O preço não é o fator mais importante;
→ Pretende um apoio ao cliente mais próximo e permanente.

A conclusão é simples: os seguros low cost têm vantagens que os tornam adequados para algumas pessoas, mas as condições que oferecem podem não ser suficientes para satisfazer outros consumidores.

Quando falamos de seguros, o preço não deve ser o fator determinante na escolha. O ponto de partida para uma escolha mais informada e segura passa sempre por comparar e perceber o que oferece cada opção. Utilizar um simulador de seguros pode ser uma forma rápida e simples de encontrar soluções mais adequadas às suas necessidades e ao melhor preço.

Antes de decidir, experimente o nosso simulador de seguros e compare coberturas, preços e vantagens para encontrar a opção mais indicada para si.

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