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Como escolher um seguro de saúde: as perguntas que deve fazer

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Escolher o melhor seguro de saúde implica avaliar, comparar, perceber todas as condições e só depois optar pelo que é adequado para si e para a sua família.

Quando se procura um seguro de saúde a tendência pode ser olhar para o preço e escolher a proposta com  valor mais baixo. No entanto, este é um dos casos em que o barato sai caro, porque as opções mais económicas são, muitas vezes, insuficientes para o que precisa.

Para escolher bem é preciso ter em conta vários fatores, fazer algumas perguntas e só depois comparar, garantindo que está a avaliar produtos semelhantes e com condições parecidas. 

Escolher um seguro de saúde e não um plano de saúde

Tem a certeza que está mesmo a contratar um seguro de saúde? Por vezes, este produto é confundido com os planos de saúde. E, embora tenham os mesmos objetivos (poupar em cuidados de saúde, ter uma alternativa ao SNS ou a possibilidade de ouvir uma segunda opinião médica), planos e seguros funcionam de forma diferente.

Um plano de saúde não é um seguro e não tem de obedecer às mesmas regras. É um cartão de descontos e não cobre situações como hospitalizações ou partos. As diferenças entre plano e seguro de saúde são significativas. Por isso, ao comparar, certifique-se que está a avaliar produtos com as mesmas condições.

7 pontos para escolher melhor um seguro de saúde

Ao escolher um seguro de saúde deve contratar o que é mais indicado para si e para a sua família. Cada pessoa tem necessidades de saúde diferentes. Por isso, a melhor escolha para si pode não ser o seguro que amigos ou familiares têm.

Para optar pelo que é realmente adequado, é importante analisar alguns pontos e fazer as perguntas certas. Conheça os aspetos mais importantes a ter em conta.

Quais as suas necessidades em termos de saúde?

Esta é a primeira pergunta a fazer antes de começar a procurar um seguro de saúde, porque a resposta vai ajudar bastante a filtrar o que lhe interessa, mas também a comparar e a escolher.

Avaliar as suas expectativas e necessidades em relação a um seguro de saúde passa, por exemplo, por perceber quantas consultas pretende ter por ano e de que especialidades médicas.

A regularidade com que pretende fazer exames de diagnóstico, a frequência com que recorre às urgências, o facto de ter ou não filhos (ou de querer aumentar a família), historial clínico e doenças pré-existentes devem ser os pontos de partida para perceber o que quer – e o que pode ou não obter – com o seu seguro.

Quais são as coberturas e as exclusões?

Os seguros de saúde abrangem alguns cuidados de saúde e excluem outros. As coberturas dizem respeito a atos médicos como consultas, exames, tratamentos ou cirurgias.

Entre as exclusões mais comuns estão, por exemplo, acidentes de trabalho, tratamentos estéticos ou relacionados com o abuso de substâncias. As doenças pré-existentes (ou seja, que já existiam antes de fazer o contrato de seguro) também estão geralmente excluídas ou têm um período de carência não superior a um ano.

Para garantir que o seguro de saúde vai ao encontro das suas necessidades em termos de saúde é fundamental perceber o que está ou não coberto. Em alguns casos é possível acrescentar coberturas, de forma que a oferta fique mais completa, mas isso implica um aumento do preço.

Entre as coberturas mais importantes estão a hospitalização, o parto (se está a pensar ter filhos a curto/ médio prazo) e a estomatologia. Esta cobertura é, por vezes, limitada, com valores que podem não ser suficientes para, por exemplo, colocar aparelhos de ortodontia ou fazer certos tratamentos. Por isso, poderá ser necessário avaliar se é melhor ter a cobertura de estomatologia ou fazer um seguro dentário.

Tem período de carência ou limite de idade?

Os seguros de saúde têm, geralmente, um período de carência, ou seja, um determinado período em que não podes ser usados.

O tempo que é necessário esperar para que as coberturas possam ser acionadas é variável, de acordo com a cobertura em causa. No caso dos partos, este período de carência é geralmente longo. Se pretende engravidar, este é um ponto importante quando escolher o seu seguro de saúde.

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A idade também constitui um entrave para quem quer fazer um seguro de saúde. Quanto mais velho for, mais caro é o seguro e quem tiver mais de 60 anos pode não conseguir subscrever este produto.

Há seguros de saúde sem período de carência ou limite de idade. Se quer tirar partido do seu seguro sem ter de esperar ou se a sua idade tem sido um obstáculo à contratação de um seguro de saúde, esta pode ser uma opção a ter em conta.

Quais são as franquias e capital seguro?

Ao analisar eventuais propostas, é importante avaliar estas condições e, acima de tudo, perceber o que significam.

As franquias dizem respeito ao valor dos atos médicos que ficam a cargo do segurado quando o seguro é utilizado pelas primeiras vezes. Varia em função da cobertura e do capital máximo.

Pode ser expressa em montantes, percentagem ou dias. Por exemplo, se existir uma franquia de 100€ para as primeiras consultas numa anuidade, significa que terá de gastar 100€ em consultas até que a seguradora comece a comparticipar as despesas.

O capital seguro (ou plafond) é o valor máximo que a seguradora paga por determinada cobertura. Se, por exemplo, existir um capital seguro de 25 000€ para a cobertura de hospitalização, o segurado pode gastar até esse valor em internamentos e cirurgias.

Qual é a rede de prestadores?

Se vai contratar um seguro de saúde, mas quer manter os médicos ou poder recorrer aos mesmos hospitais e clínicas que já usa, é essencial verificar se fazem parte da rede de prestadores.

Caso não integrem a rede convencionada – isto é, os prestadores com quem a seguradora tem acordo – poderá ter de pagar mais pelos seus serviços.

A rede de prestadores é um fator ainda mais importante quando se vive fora das maiores cidades, onde a oferta de serviços de saúde é menor. Assim, antes de subscrever um seguro de saúde, verifique qual é a rede na região onde reside.

Qual é a modalidade de reembolso?

Há três modalidades de reembolso associadas aos seguros de saúde. Ou seja, os pagamentos de seguros de saúde podem ser feitos de três formas.

Na rede convencionada, ao recorrer a um dos prestadores da rede só paga a parte da despesa que não está coberta pelo seguro. A seguradora paga depois o restante a esse prestador.

No sistema de reembolso terá a possibilidade de recorrer a prestadores fora da rede convencionada, mas terá de pagar a totalidade da despesa. Depois de enviar os comprovativos para a seguradora, vai receber uma percentagem do que gastou. O valor da percentagem consta da apólice (contrato de seguro).

A modalidade mista combina as duas anteriores. Isto é, pode recorrer tanto à rede convencionada como aos prestadores fora da rede, sendo que no último caso vai pagar mais pelos cuidados de saúde.

Tenha em conta que as despesas não comparticipadas podem ser incluídas como despesas de saúde no IRS, tal como o valor do prémio (mensalidade) do seu seguro de saúde.

Qual é o melhor seguro de saúde?

O melhor seguro de saúde é o que corresponde às suas necessidades e expectativas, mas também o que tem a melhor relação custo /benefício. Isto é, se pagar mais, é importante que tenha melhores condições.

Para escolher a melhor opção é importante comparar várias propostas e fazer simulações. Analise os valores e veja se a oferta corresponde ao que precisa. Fazer uma tabela ou uma lista de prós e contras de cada seguro é uma forma de ter uma ideia mais clara de qual é a proposta mais adequada para si.

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