Poupar

12 dicas para organizar a vida financeira em setembro

1 min
Daniela Cunha
Daniela Cunha
Organizar a vida financeira em setembro

Índice de conteúdos:

  1. Porque é que setembro é um mês tão desafiante?
  2. Dicas para organizar a vida financeira e conseguir poupar

Saiba como organizar a vida financeira para fazer face aos desafios financeiros dos últimos meses do ano.

O regresso à rotina depois das férias traz novos gastos, que podem afetar o orçamento familiar. Por isso, esta é a altura ideal para reavaliar as suas finanças, planear os últimos meses e preparar o ano seguinte.

Conheça as nossas dicas para organizar a vida financeira e ainda conseguir poupar algum dinheiro.

Porque é que setembro é um mês financeiramente desafiante?

Para muitas famílias, setembro é um dos meses mais desafiantes a nível financeiro.

Por um lado, as férias costumam gerar gastos elevados que podem pesar no orçamento. Por outro, o regresso às aulas e à rotina profissional traz novas despesas, como a compra de material escolar, roupa e calçado novos, e até a alimentação durante o trabalho.

Além disso, com o fim do verão, as despesas fixas tendem a aumentar e não nos podemos esquecer, ainda, dos impostos.

Quem tem de pagar IRS, por exemplo, tem de o fazer até ao final de agosto e a segunda prestação do IMI (para quem paga o imposto em duas ou três vezes) deve ser liquidada em setembro. Somando a isso, é preciso contar com algum imprevisto que possa surgir, como despesas de saúde.

12 dicas para organizar a vida financeira (e conseguir poupar)

Descubra as nossas sugestões para organizar a vida financeira e controlar as suas finanças até ao final do ano.

1. Analise a sua situação atual

O primeiro passo é avaliar a sua situação financeira atual. Reveja o orçamento anual (caso o tenha feito), analise os rendimentos e despesas até ao momento e faça um apanhado das suas dívidas.

Fazer um diagnóstico detalhado às suas finanças ajuda a estabelecer metas realistas e a criar estratégias para alcançá-las.

2. Defina objetivos e prioridades

A partir do diagnóstico anterior, estabeleça prioridades e objetivos financeiros que pretende alcançar até ao final do ano. As metas serão diferentes para cada pessoa ou família, mas pagar dívidas, criar um fundo de emergência e aumentar a poupança devem ser objetivos a considerar.

Se já tiver feito esse trabalho anteriormente, reveja as suas metas e se está no caminho certo para as alcançar. Caso seja necessário, ajuste a sua estratégia.

3. Crie (ou redefina) um orçamento mensal

Depois de estabelecer os seus objetivos, deve criar ou reorganizar o seu orçamento mensal. Este instrumento permite-lhe controlar melhor as entradas e saídas de dinheiro e, assim, planear o futuro de acordo com as suas prioridades.

Considere todos os rendimentos e todas as despesas fixas e variáveis (como a prestação da casa e as contas da água, luz, telecomunicações e supermercado), mas também os gastos médicos e os custos com lazer e restauração. Depois, calcule o saldo entre ganhos e despesas.

Quer o faça em excel ou numa app financeira, o importante é que o seu orçamento seja o mais realista e rigoroso possível. Por isso, deve ter em conta todos os gastos, mesmo os mais “banais”, como o café que toma na rua.

4. Antecipe despesas futuras

Ao organizar a sua vida financeira, é importante planear o futuro e antecipar as despesas que ainda estão por vir, mas que são certas. É o caso dos impostos, seguros e também os gastos com os mais pequenos, como material extra para a escola, roupa e calçado e dinheiro para visitas de estudo.

Comece também a preparar as despesas com o Natal, para evitar o stress financeiro típico da época e conseguir poupar algum dinheiro.

5. Corte nas despesas não essenciais

Analise o seu orçamento e os seus hábitos de consumo e identifique as despesas que podem ser reduzidas ou totalmente eliminadas.

Leia maisO que são e como investir em ETF

O objetivo é que consiga diminuir a despesa para aumentar o dinheiro disponível, que poderá ser utilizado para alcançar os seus objetivos financeiros.

6. Reveja os serviços e subscrições contratadas

Avalie os contratos dos serviços de luz, gás e telecomunicações e veja se há a possibilidade de conseguir uma oferta mais em conta.

No caso da eletricidade e do gás, pode mudar de fornecedor a qualquer momento, sem custos extra. Utilize o simulador da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos para conhecer as opções mais vantajosas.

Já no que diz respeito às telecomunicações, se estiver no período de fidelização pode ser mais difícil conseguir rescindir o contrato, mas ainda assim há formas de o fazer.

Pode ainda cancelar subscrições de serviços de streaming que não utiliza e optar por fazer exercício físico em casa ou ao ar livre em vez de no ginásio.

7. Reveja os contratos de seguros

Da mesma forma, deve rever todos os seus seguros, seja o multirriscos habitação, o de saúde ou o do carro. Analise detalhadamente as apólices e identifique as coberturas que já não faz sentido manter e quais precisa de acrescentar ou alterar. Veja, também, se não tem coberturas repetidas em vários seguros.

Antes de optar por um seguro, faça várias simulações para saber qual é a opção que oferece a melhor relação custo/benefício.

8. Consolide os seus créditos

Se tem mais do que um crédito, pondere consolidá-los. Desta forma fica apenas com uma prestação mensal, por norma bastante mais baixa do que a soma de todas as mensalidades, numa única instituição de crédito.

Mas tenha atenção: a consolidação de créditos só é benéfica se lhe permitir reduzir substancialmente a taxa de esforço e se a nova taxa de juro for inferior às taxas que estava a pagar.

Tenha em conta que, apesar de a mensalidade baixar, muito provavelmente o prazo de pagamento do crédito irá aumentar.

9. Explore fontes de rendimento extra

Para organizar a sua vida financeira e garantir que consegue fazer face a todas as despesas, ao mesmo tempo que trabalha para os seus objetivos, pondere adotar outras fontes de rendimento.

Pode, por exemplo, começar a trabalhar como freelancer e publicitar os seus serviços em plataformas online, fazer pet sitting, preencher inquéritos na internet ou até vender artigos de que já não precisa.

10. Crie (ou reforce) o seu fundo de emergência

Depois de cortar nas despesas e aumentar os rendimentos, considere utilizar o dinheiro extra para aumentar as suas poupanças ou o fundo de emergência.

Este fundo funciona como uma almofada financeira para imprevistos e é aconselhável que tenha um valor que permita suportar entre seis a 12 meses de despesas.

11. Faça um acompanhamento regular do seu orçamento

Semanalmente, avalie as suas finanças para identificar eventuais problemas que podem comprometer os seus objetivos. Analise o orçamento, as despesas, as dívidas e as poupanças e, sempre que necessário, faça ajustes para garantir que se mantém no caminho certo.

12. Utilize o crédito para fazer face a despesas urgentes

Os imprevistos surgem sempre quando menos se espera. Por isso, se precisar de fazer face a uma despesa inesperada ou inadiável e não tiver liquidez suficiente, ponderá recorrer a um crédito ou a uma linha de crédito.

O Crédito Pessoal para Pagamento de Despesas da Cofidis, por exemplo, permite o financiamento até 50 mil euros, com prestações e taxas fixas, e oferece taxas mais baixas para pedidos acima de 15 mil euros.

Já a Linha de Crédito Cofidis permite-lhe financiar pequenos projetos e ter sempre dinheiro disponível à medida que as prestações são pagas, sem precisar de fazer novos empréstimos.

O que achou?