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Poupar ou pedir um crédito para viajar: qual a melhor opção?

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Daniela Cunha
Daniela Cunha
Poupar ou recorrer a um crédito para viajar são duas opções para fazer uma viagem. Saiba como escolher a mais vantajosa para

Índice de conteúdos:

  1. Quais as vantagens de poupar para viajar?
  2. Quais as vantagens de pedir um crédito para viajar?
  3. Qual a melhor opção: poupar ou pedir um crédito para viajar?
  4. Quando faz mais sentido poupar para viajar?
  5. Em que situações um crédito para viajar pode compensar?
  6. Como saber se consegue suportar um crédito para viajar?
  7. Como criar um plano de poupança para viajar?

Está a planear umas férias, mas não tem dinheiro suficiente disponível? Nessa situação, existem duas alternativas possíveis: poupar antecipadamente ou recorrer a um crédito para viajar. Mas qual destas opções compensa mais?

Regra geral, poupar é a solução financeiramente mais vantajosa, uma vez que permite evitar juros, comissões e o risco de criar uma nova dívida. No entanto, há situações em que pedir um crédito para viajar pode fazer sentido, sobretudo quando surge uma oportunidade única ou quando existe capacidade financeira para suportar as prestações sem comprometer o orçamento familiar.

A escolha depende de vários fatores, como o custo da viagem, a antecedência com que é planeada, a urgência da deslocação, a taxa de esforço e a situação financeira de cada pessoa. Neste artigo, explicamos as vantagens e desvantagens de cada opção, mostramos exemplos práticos e ajudamos a perceber qual pode ser a melhor solução para o seu caso.

Quais as vantagens de poupar para viajar?

Qualquer viagem terá impacto nas suas finanças pessoais. No entanto, poupar antecipadamente é, na maioria dos casos, a forma mais económica e sustentável de financiar uma viagem. Além de evitar encargos financeiros adicionais, permite distribuir o esforço ao longo do tempo e preparar as férias sem comprometer o equilíbrio do orçamento familiar.

Estas são as principais vantagens de poupar para viajar

  • Não tem de pagar juros, comissões ou outros encargos associados a um crédito;
  • Pode viajar com mais tranquilidade, sem a preocupação de ter uma dívida pendente;

Quanto precisa de poupar para as férias?

Imagine que, daqui a 12 meses, pretende fazer uma viagem em casal ao México. Depois de pesquisar voos, alojamento e restantes despesas, estima que irá precisar de cerca de 1.500 euros por pessoa (ou seja, 3.000 euros no total).

Se começar a poupar hoje, basta colocar de lado cerca de 250 euros por mês para atingir esse objetivo.

A principal vantagem desta estratégia é que paga apenas o custo real da viagem. Como não recorre a financiamento, não existem juros, comissões nem outros encargos associados. Ou seja, se a viagem custar 3.000 euros, esse será exatamente o valor que irá desembolsar.

Além disso, ao planear com antecedência, pode aproveitar promoções e reservar voos ou alojamento mais baratos e evitar os aumentos de preços típicos das reservas feitas à última hora.

E quais as desvantagens?

Apesar das vantagens associadas a esta alternativa, optar por poupar para as férias também apresenta alguns desafios:

  • Exige planeamento e alguma antecedência na organização da viagem;
  • Exige disciplina financeira e capacidade para poupar de forma consistente ao longo do tempo;
  • Pode ser mais difícil manter o plano de poupança em períodos de maior pressão financeira, como aumentos de despesas ou quebras de rendimento;
  • Pode obrigar a adiar ou até cancelar a viagem caso não consiga juntar o valor necessário a tempo;
  • A inflação e a subida dos preços podem fazer com que o objetivo de poupança tenha de ser revisto. Por exemplo, uma viagem que hoje custa 1.000 euros, daqui a um ano pode custar mais 100 ou 200 euros;
  • Se juntar apenas o valor necessário, pode não ter margem suficiente para fazer face a imprevistos durante as férias.

Quais as vantagens de pedir um crédito para viajar?

Para financiar as férias, também pode recorrer a um crédito pessoal. Esta é uma solução flexível, que permite:

  • Viajar no imediato, caso não possa ou não queira adiar a viagem;
  • Manter as suas poupanças intactas, que podem ser necessárias para algum imprevisto;
  • Distribuir o custo das férias ao longo do tempo, com uma prestação adequada às suas possibilidades;
  • Viajar com mais conforto e qualidade, já que não precisa de abdicar de experiências.

E quais as desvantagens?

Apesar da conveniência e da flexibilidade que oferece, recorrer a um crédito para financiar as férias também tem desvantagens que devem ser cuidadosamente ponderadas antes de tomar uma decisão: 

  • O custo total da viagem será mais elevado, uma vez que ao valor das férias acrescem juros, comissões e outros encargos associados ao crédito;
  • Fica com uma prestação mensal para pagar durante vários meses, mesmo depois de as férias terminarem;
  • Pode dificultar a aprovação de futuros financiamentos, sobretudo se surgir a necessidade de pedir crédito para uma despesa urgente, como a compra de casa ou a realização de obras.

Quanto custa uma viagem financiada através de crédito?

Voltemos ao exemplo da viagem ao México para duas pessoas, com um custo total de 3.000 euros.

Em vez de poupar antecipadamente, imagine que decide recorrer a um crédito pessoal para financiar a viagem e opta por um prazo de reembolso de 24 meses. Considerando uma TAN de 13,19%, a prestação mensal seria de aproximadamente 143,64 euros.

No final do contrato, teria pago um total de 3.500,13 euros. Isto significa que, além dos 3.000 euros da viagem, suportaria mais 500,13 euros em encargos, incluindo juros, comissões, seguros e impostos.

Este exemplo mostra que o crédito permite viajar de imediato e distribuir o custo ao longo do tempo, mas também evidencia o preço dessa conveniência: a mesma viagem acaba por custar cerca de 17% mais do que custaria se tivesse sido financiada com poupanças próprias.

Qual a melhor opção: poupar ou pedir um crédito para viajar?

Geralmente, poupar para as férias é a opção financeiramente mais responsável e vantajosa, uma vez que o crédito aumenta o custo total da viagem. Além disso, ao poupar não tem de se preocupar com uma dívida que terá de pagar durante meses.

No entanto, isso não significa que pedir um crédito para viajar não faça sentido. Em determinadas situações – como uma oportunidade única, uma viagem muito importante ou a necessidade de preservar as poupanças para outras prioridades – recorrer a financiamento pode ser uma solução válida, desde que a prestação seja compatível com a sua situação financeira.

Para o ajudar a perceber qual das alternativas se adapta melhor ao seu caso, compare os principais aspetos de cada opção:

Poupar para viajarCrédito para viajar
Necessidade de planeamento antecipadoMaiorMenor
Custo total da viagemMaiorMenor
Pagamento de juros e comissõesNãoSim
Risco de endividamentoNãoSim
Possibilidade de viajar de imediatoNãoSim
Flexibilidade financeira no momento da compraMenorMaior
Impacto no orçamento após as fériasMenorMaior
Acesso futuro a outros créditosNão é afetadoPode ser mais limitado

Quando faz mais sentido poupar para viajar?

A poupança pode ser a opção mais indicada quando:

  • A viagem é planeada com vários meses de antecedência;
  • Tem tempo suficiente para juntar o valor necessário sem comprometer o orçamento mensal;
  • Pretende evitar o pagamento de juros, comissões e outros custos associados ao crédito;
  • Já possui outros créditos e não tem margem para suportar uma prestação mensal adicional;
  • Pretende proteger a sua saúde financeira e reduzir o risco de endividamento;
  • Não tem possibilidade de pagar o crédito em poucos meses.

Em que situações um crédito para viajar pode compensar?

Já o crédito para viajar pode ser adequado quando:

  • A viagem representa uma oportunidade única, como uma lua-de-mel, uma viagem há muito adiada ou uma promoção difícil de se repetir;
  • Existe uma situação urgente ou inadiável, como a necessidade de visitar um familiar doente que vive no estrangeiro;
  • Tem uma taxa de esforço saudável, que lhe permite acomodar mais um empréstimo;
  • Consegue obter condições de financiamento competitivas, com uma taxa de juro e custos totais reduzidos;
  • Pretende preservar as suas poupanças para objetivos mais importantes ou para um fundo de emergência;
  • O pagamento faseado permite manter maior liquidez para fazer face a outras despesas ou investimentos planeados.

Como saber se consegue suportar um crédito para viajar? 7 pontos fundamentais

Se decidir optar pelo crédito, é importante que garanta que tem possibilidades de pagar as prestações mensais. Para isso, há vários aspetos que deve ter em conta:

  1. Analise o seu orçamento mensal e faça um comparativo entre os rendimentos e as despesas;
  1. Garanta que tem um fundo de emergência que lhe permita fazer face a imprevistos;
  1. Faça simulações e compare propostas de diferentes bancos e instituições de crédito. O Crédito Pessoal Férias e Lazer da Cofidis, por exemplo, permite financiar qualquer viagem de lazer ou de trabalho, com prestações ajustadas ao itinerário;
  1. Simule a prestação mensal que terá de suportar;
  1. Calcule a sua taxa de esforço, ou seja, a percentagem dos seus rendimentos que é destinada ao pagamento de empréstimos (idealmente deve rondar os 30%, mas tendo vários créditos pode considerar um limite de 50%);
  1. Avalie o custo total do crédito – dê especial atenção à Taxa Anual Nominal (TAN), à Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG) e ao Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC);
  1. Leia atentamente a Ficha de Informação Normalizada (FIN), que todas as instituições bancárias entregam quando pede uma simulação.

Como criar um plano de poupança para viajar?

Já se optar pela poupança para financiar a sua viagem, é importante definir objetivos realistas e adequados à sua situação financeira, aplicando estratégias que permitam atingir os seus objetivos:

  • Estabeleça uma data realista para alcançar o objetivo de poupança;
  • Calcule quanto terá de poupar por mês;
6 dicas extra para gastar menos na viagem:
→ Opte por viajar em época baixa;
→ Utilize comparadores de preços para encontrar as opções mais baratas;
Planeie e reserve com antecedência;
→ Prefira destinos mais em conta;
Reserve uma casa em vez de hotel para poder poupar em refeições;
→ Compre bilhetes para museus e atrações atempadamente e, se possível, pela internet já que costumam haver mais descontos, ou opte por atividades gratuitas.

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