5 situações em que é essencial ter um seguro de saúde
Índice de conteúdos:
- Qual a importância de ter um seguro de saúde?
- Em que situações é essencial ter um seguro de saúde?
- Como funcionam os seguros de saúde?
- Como escolher o melhor seguro de saúde?
- Dicas para poupar no seguro de saúde
A prevenção é sempre o melhor remédio e ter um seguro de saúde de qualidade pode fazer toda a diferença quando são necessários cuidados médicos.
Um seguro de saúde garante-lhe o acesso rápido e eficaz a cuidados médicos de qualidade, permitindo-lhe reduzir os custos com consultas, exames, tratamentos ou hospitalizações. Mais do que uma despesa ou um investimento, é uma forma de proteção que lhe dá tranquilidade e segurança financeira, caso fique doente ou tenha um acidente.
Saiba em que situações é imprescindível ter um seguro de saúde e que fatores deve ter em conta na hora de escolher a melhor opção.
Qual a importância de ter um seguro de saúde?
Um seguro de saúde cobre os riscos relacionados com a prestação de cuidados médicos e, ao subscrever um, pode recorrer aos prestadores do setor privado, pagando menos do que pagaria enquanto cliente particular. Ou seja, o seguro de saúde acaba por funcionar como um complemento e uma alternativa ao SNS.
A grande vantagem destes seguros é a proteção financeira que oferecem. Se ficar doente, as suas despesas médicas serão comparticipadas, tendo de pagar apenas uma parte dos custos. Isto é importante, sobretudo, em situações mais graves, como as doenças oncológicas.
Além disso, um seguro de saúde dá-lhe liberdade para escolher o médico, clínica ou hospital onde pretende ser acompanhado e, por norma, abrange uma grande variedade de especialidades médicas.
Quais as situações em que é essencial ter um seguro de saúde?
Ter um seguro de saúde que o proteja a si e à sua família em caso de doença é sempre uma boa ideia. No entanto, há momentos em que o seguro é praticamente indispensável. Por exemplo:
1. Quando existe histórico familiar de doenças graves ou crónicas
As pessoas diagnosticadas com doenças crónicas, como diabetes ou hipertensão, ou com doenças autoimunes precisam de um acompanhamento médico mais constante e de fazer exames de forma regular. O mesmo acontece com quem tem histórico familiar de certas doenças, como o cancro.
Com um seguro de saúde, é possível realizar todas as consultas e exames necessários, sem comprometer o orçamento familiar e o equilíbrio financeiro.
2. Para exames e consultas de check-up preventivas
Ainda que não haja motivos para preocupações, é aconselhável fazer check-ups médicos de forma mais ou menos regular. O seguro de saúde permite-lhe aceder mais rapidamente (e com menos custos) aos exames e consultas necessárias. E diagnósticos precoces significam maiores hipóteses de tratamento.
3. Em caso de gravidez
Ter um seguro de saúde é imprescindível para muitos pais. Além de garantir o acesso a custo reduzido aos exames específicos que devem ser feitos durante a gestação, o seguro também cobre as despesas relacionadas com o parto, podendo a mulher escolher onde quer ter o filho e que tipo de parto pretende.
Depois do nascimento, e dependendo das condições do seguro, é possível estender a cobertura ao bebé, o que oferece um maior nível de tranquilidade e segurança aos pais.
4. Para acompanhamento psicológico
Cuidar da saúde mental é tão importante como cuidar da saúde física. No entanto, o acesso a acompanhamento psicológico no Serviço Nacional de Saúde ainda é relativamente limitado. Os seguros de saúde, por outro lado, já têm planos específicos que incluem consultas, tratamentos e terapias de psicologia e psiquiatria.
5. Para viagens internacionais
Se viajar para um país europeu e precisar de cuidados médicos, consegue ter acesso ao sistema de saúde público do país onde está com o Cartão Europeu de Seguro de Doença. No entanto, em viagens para fora da Europa, é importante que tenha um seguro de saúde que cubra eventuais despesas médicas no estrangeiro, já que em alguns destinos os valores a pagar podem ser extremamente altos.
Como funcionam os seguros de saúde?
Os seguros de saúde podem ser individuais ou incluir os membros do agregado familiar. Contemplam coberturas (o que está incluído) e exclusões (o que não está coberto) e a apólice pode prever uma franquia (o valor que fica a cargo da pessoa segura) e períodos de carência (o tempo que tem de esperar antes de poder utilizar o seguro).
Para poder ter acesso a um seguro de saúde, tem de pagar um determinado valor – chamado prémio – que pode ser pago, geralmente, de forma mensal, trimestral, semestral ou anual.
As despesas são comparticipadas de duas formas:
- Reembolso: pode recorrer a qualquer prestador de saúde, pagando as despesas na totalidade. Depois, pede à seguradora o reembolso do valor gasto. A percentagem de comparticipação é definida no contrato;
- Co-pagamento: nesta opção, só pode recorrer aos prestadores da rede convencionada, ou seja, só pode ir a um médico ou hospital que tenha acordo com a seguradora. Paga uma parte do ato médico e a companhia de seguros paga o restante.
Importa referir que muitas seguradoras possibilitam a combinação das duas modalidades.
Qual a diferença entre um seguro de saúde e um plano de saúde?
Ao contrário dos seguros, os planos de saúde são produtos que funcionam apenas dentro de uma determinada rede de prestadores. São semelhantes a um “cartão de descontos”, que permitem aceder a atos médicos a um valor mais reduzido.
Por não serem considerados um contrato de seguro, os planos de saúde não estão sujeitos às mesmas regras legais nem à supervisão da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões.
Como escolher o melhor seguro de saúde?
O preço é um dos fatores a ter em conta, mas não é o mais importante. As coberturas, exclusões, franquia ou período de carência são aspetos mais relevantes, que deve considerar na hora de contratar um seguro:
- Coberturas e exclusões: nenhum seguro cobre todos os riscos. No caso dos seguros de saúde, pode haver certos tratamentos ou especialidades médicas que não são abrangidas, como dentista, cirurgias estéticas, tratamento de dependências ou tratamentos de fertilidade. Assim, antes de contratar um seguro de saúde, veja o que está coberto e o que está excluído para perceber se o contrato é adequado às suas necessidades;
- Capital seguro e limites: tenha também atenção ao número de atos médicos comparticipados e ao valor máximo de cada cobertura;
- Período de carência: é o tempo durante o qual as coberturas ainda não estão a produzir efeito. Este período varia consoante as seguradoras e os planos contratados e deve avaliá-lo para perceber se faz sentido tendo em conta as suas necessidades do momento;
- Franquia: é o valor que fica a seu cargo ao utilizar o seguro. Quanto mais alta for, menor será o prémio e vice-versa. É importante que haja um equilíbrio entre os dois valores;
- Limites de idade: geralmente, os seguros de saúde impõem idades máximas para subscrição e renovação;
- Doenças pré-existentes: se forem conhecidas e declaradas pelo segurado no momento de contratação do seguro, podem estar cobertas, a não ser que o contrato as exclua expressamente. Estando cobertas, pode haver ainda um período de carência de até um ano. Assim, se tem alguma condição médica, é importante que esclareça este ponto antes de contratar o seguro;
- Tipo de comparticipação: analise a modalidade de pagamento oferecida pelo seguro – reembolso, co-pagamento ou ambas – para perceber qual é a mais vantajosa de acordo com as suas necessidades;
- Possibilidade de incluir o agregado familiar: veja se o seguro oferece modalidades para toda a família. Por norma, estes contratos saem mais em conta do que fazer seguros de saúde individuais.
Antes de escolher um seguro, é importante que analise as várias opções no mercado, compare condições e peça simulações. O Seguro de Saúde Médis, por exemplo, oferece três tipos de pacotes diferentes, que se adequam às necessidades de cada pessoa.
4 dicas para poupar no seguro de saúde
Um bom seguro de saúde pode não ser barato. Mas existem formas de conseguir poupar:
- Adapte as coberturas às suas necessidades: se a apólice incluir coberturas que sabe que não vai utilizar, tente negociar com a seguradora a sua substituição por outras mais úteis. Caso isso não seja possível, veja a possibilidade de as retirar do contrato para pagar menos de prémio;
- Pague anualmente: grande parte dos seguros permitem que o prémio seja pago mensal, trimestral, semestral ou anualmente. A modalidade anual sai quase sempre mais em conta;
- Inclua familiares: pode optar por um seguro de saúde de família, partilhando-o com alguns familiares, de forma a diluir o valor do prémio entre todos;
- Deduza o seguro no IRS: pode deduzir 15% do valor suportado em despesas médicas, até ao limite de 1.000 euros, incluindo os custos com seguros de saúde.