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E depois do fim do curso?

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E depois do fim do curso?

É uma questão que paira na cabeça de grande parte dos alunos que terminam os seus cursos. O que fazer a seguir? Nas próximas linhas, damos dicas sobre as diferentes opções para um futuro próximo.

Sentir-se meio perdido após o final do curso é normal e não tem de ser um drama. Em primeiro lugar, é importante definir os seus interesses e ambições e estabelecer os seus objetivos pessoais e profissionais. Depois, avaliar as opções e optar por aquela que melhor se adequa àquilo que ambiciona.

Entre os recém-licenciados, há quem opte por prosseguir os estudos, quem queira começar logo a trabalhar e quem não se sinta preparado para tomar uma decisão definitiva, preferindo tirar um ano para refletir e viver outras experiências a vários níveis. 

Na verdade, não há respostas certas e não há um caminho melhor que outro. Tudo depende de si e de uma eventual necessidade de começar logo a trabalhar e a ganhar. Em todas as decisões há vantagens e desvantagens que deve sempre considerar. Vamos falar sobre quatro caminhos possíveis.

1. Continuar a formação

Terminada a licenciatura, uma das opções passa por prosseguir os estudos e apostar na formação antes de entrar no mercado de trabalho. Neste caso, há várias possibilidades e é preciso estar ciente daquilo que realmente se quer, antes de enveredar por este caminho só porque não sabe bem o que fazer. Antes de mais, perceba se a área que seguiu requer um grau de especialização mais elevado ou se a licenciatura é suficiente para alcançar o seu objetivo. Depois, é importante analisar se compensa optar por uma nova especialização ou se, neste momento, a experiência profissional é uma mais-valia.

Feita esta análise, e caso considere que quer, efetivamente, prosseguir com a formação, pode optar por uma pós-graduação ou um mestrado.

Geralmente, uma pós-graduação demora menos tempo a concluir e é dirigida a estudantes que queiram adquirir conhecimentos mais técnicos ou específicos. Apesar de não conceder um grau académico, é uma opção que lhe pode ser bastante útil e abrir portas para o mercado de trabalho.

Um mestrado é uma opção igualmente viável e pode dar-lhe outras oportunidades. Caso queira seguir a área da investigação ou de ensino universitário, deve optar pelo mestrado. No entanto, tenha em consideração que a média de admissão é, em grande parte das instituições de ensino, de 14 valores. E por isso, certifique-se que consegue entrar. Esta pode ser uma solução vantajosa, porque além de lhe conferir o grau académico de mestre, pode abrir-lhe outras portas e dar acesso a um ordenado mais atrativo no futuro. Regra geral, um mestrado tem a duração de dois anos.

Por outro lado, tem outras opções, mais rápidas e que lhe trazem novas competências, como os bootcamps ou os cursos intensivos.  

2. Fazer um estágio profissional

Um estágio profissional é uma boa forma de ter um primeiro contacto com o mercado de trabalho e ganhar experiência profissional na área que escolheu. Além disso, é uma opção que permite colocar em prática os conhecimentos que obteve ao longo da formação e trabalhar com outros profissionais que já detêm mais experiência no meio. Traz também outras vantagens, como o facto de enriquecer o currículo e de permitir fazer novos contactos que, no futuro, possam vir a ser relevantes. Concluído o estágio, existe ainda a possibilidade de ficar a trabalhar na empresa, mas tudo depende da sua prestação e dos meios que a entidade tiver para alargar a equipa.

Quanto à remuneração, há estágios que são pagos e outros que não. Para encontrar um estágio que vá ao encontro dos seus objetivos, comece por contactar a sua instituição de ensino, uma vez que provavelmente terá parcerias com várias empresas nas mais diversas áreas. Por outro lado, há vários apoios estatais e europeus e que dão aos jovens esta possibilidade. Neste caso, pode sempre candidatar-se aos estágios Ativar.pt, dinamizados pelo IEFP. São estágios financiados e que, por norma, têm uma duração de 9 meses.

Em alternativa, contacte diretamente a empresa em questão e averigue a possibilidade de fazer um estágio interno, remunerado, o que pode ser uma opção bastante atrativa em termos profissionais e salariais.

3. Começar a trabalhar

A entrada no mercado de trabalho após a conclusão da licenciatura nem sempre é fácil. É preciso ter paciência e, acima de tudo, preparar-se da melhor forma.

É normal que, nesta fase, não encontre um emprego que lhe ofereça o rendimento que ambiciona, principalmente por não ter experiência na área, mas pode oferecer-lhe outras condições que lhe permitam ganhar outras competências. Além disso, é importante perceber se tem margem para evoluir na empresa e desempenhar outras funções.

Para encontrar um primeiro emprego deve, primeiro que tudo, fazer um currículo criativo, sucinto, bem estruturado e que capte a atenção dos recrutadores. A acompanhar, escreva uma carta de motivação que lhe permita apresentar-se enquanto pessoa e profissional e onde enumere as suas aptidões e mais-valias. É também uma ótima forma de demonstrar que conhece a empresa, de mostrar o seu interesse na vaga e de diferenciar-se dos demais candidatos.

Crie um perfil no LinkedIn e mantenha-o atualizado. Vai ajudá-lo a encontrar mais ofertas de emprego, estabelecer contactos, e fazer com que os recrutadores cheguem até si mais facilmente. Seguir páginas de emprego e ativar as notificações de emprego na área em que pretende trabalhar é uma boa ideia.

Sempre que tiver uma entrevista de emprego, prepara-se adequadamente. Recolha o máximo de informação possível acerca da empresa e prepare bem o seu discurso. Se tiver questões, não hesite em colocá-las, mas não faça demasiadas perguntas.

4. Fazer um Gap Year ou estudar no estrangeiro

Após a conclusão da licenciatura, é normal que muitos jovens se sintam perdidos quanto ao rumo que querem dar à sua vida profissional. Se for o caso, fazer um Gap Year pode ser uma boa opção. Vai dar-lhe tempo para conhecer outras culturas, outras realidades e, mais importante que tudo, conhecer-se a si próprio. Pode optar por viajar em lazer ou juntar-se a projetos de voluntariado. Durante este ano, também pode procurar outras atividades no estrangeiro que o enriqueçam a vários níveis e que o ajudem a clarificar os seus objetivos para o futuro. Se for o caso, a Gap Year Portugal pode ajudá-lo neste processo e dar-lhe as informações que procura.

Outra opção é candidatar-se a uma bolsa de Estudos do programa Erasmus +, associada à área de educação e juventude da Comissão Europeia. Mas atenção, este cenário só é possível se estiver matriculado numa licenciatura, mestrado ou doutoramento e as vagas são bastante limitadas. Por isso, fique atento ao site da Comissão Europeia e não perca os prazos de candidatura.

Se não conseguir obter esta bolsa, equacione a possibilidade de fazer um estágio remunerado num país estrangeiro. Há estágios apoiados por universidades e empresas estrangeiras que permitem que jovens licenciados possam estagiar fora do país. Se for do seu interessa, obtenha mais informações através do site Guia Europeu de financiamento.

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