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Emergências veterinárias: como poupar para imprevistos

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Daniela Cunha
Daniela Cunha

Índice de conteúdos:

  1. Quanto pode custar uma emergência veterinária em Portugal?
  2. Qual a importância de ter um fundo de emergência para despesas veterinárias?
  3. Como poupar para emergências veterinárias sem afetar o orçamento mensal?
  4. Como reduzir o risco de despesas veterinárias elevadas?
  5. Um fundo de emergência substitui o seguro animal?
  6. O que fazer se surgir uma emergência veterinária e não tiver dinheiro disponível?

As emergências veterinárias podem surgir a qualquer momento e representar uma despesa elevada para o orçamento familiar. Neste seguimento, criar um fundo de emergência é a melhor forma de se precaver e garantir os cuidados de saúde do seu animal sem comprometer as suas finanças pessoais.

Quem tem um animal de estimação sabe que a qualquer momento podem surgir emergências veterinárias, como uma doença súbita ou um acidente. E a verdade é que este tipo de despesa, que tende a ser avultada e não pode ser adiada, apresenta, quase sempre, um impacto significativo nas contas das famílias portuguesas.

Por isso, é fundamental ter um fundo de emergência. Esta ferramenta garante que consegue proporcionar os cuidados de saúde necessários ao seu animal, sem comprometer o orçamento mensal.

Neste artigo, explicamos como pode começar a poupar para construir o seu fundo e damos-lhe algumas estratégias para reduzir a probabilidade de despesas veterinárias elevadas.

Quanto pode custar uma emergência veterinária em Portugal?

As despesas de saúde dos animais de estimação são sempre bastante elevadas. Ainda assim, não existe um valor fixo, uma vez que cada veterinário pode determinar os seus próprios preços, que variam consoante o problema, a raça e o porte do animal: por exemplo, os cuidados médicos para um cão de grande porte costumam ser muito mais caros do que os cuidados para uma raça de pequeno tamanho.

Contudo, em média, os preços das emergências veterinárias em Portugal podem rondar os seguintes valores:

Ato veterinárioPreço
Consulta de urgência30€ a 70€
Análises ao sangue e/ou urina10€ a 50€ (dependendo dos parâmetros analisados)
Raio-X25€ a 100€
Ecografia15€ a 75€
Cirurgia45€ a 700€
Anestesia15€ a 50€
Internamento15€ a 30€/dia
Pensos e curativos10€ a 20€

A estes valores é preciso acrescentar, ainda, os preços de consultas de acompanhamento após a emergência médica, medicação e eventuais tratamentos que venham a ser necessários, como fisioterapia, o que pode fazer com que a conta do veterinário ascenda a algumas centenas ou milhares de euros.

Qual a importância de ter um fundo de emergência para despesas veterinárias?

Quer se trate de uma doença súbita ou de um acidente, uma emergência veterinária pode acontecer a qualquer momento. Como os custos associados a estas situações são, regra geral, elevados e não podem ser adiados, acabam por ter um impacto significativo no orçamento familiar.

É por isso que criar um fundo de emergência para despesas veterinárias é tão importante. Na prática, é esta “almofada financeira” que lhe vai permitir fazer face a imprevistos sem recorrer a crédito (que, normalmente, acaba sempre por se tornar mais dispendioso) ou comprometer outras despesas essenciais, garantindo que o seu animal recebe os cuidados de saúde de que necessita quando mais precisa.

Quanto dinheiro deve ter um fundo de emergência animal?

Não existe um valor único para um fundo de emergência animal. O montante ideal depende de vários fatores, como a espécie, a raça, a idade e o estado de saúde do animal. Por exemplo, os custos veterinários tendem a ser mais elevados para cães do que para gatos, e os animais mais idosos estão, geralmente, mais suscetíveis a doenças e necessitam de cuidados médicos mais frequentes.

Também deve ter em conta a existência de doenças pré-existentes, medicação regular, alimentação específica ou outras necessidades que possam aumentar as despesas com o seu animal.

No entanto, é possível chegar a um valor de referência que lhe permita ter alguma segurança e tranquilidade financeira. Tal como num fundo de emergência “normal”, o ideal é que ponha de lado, pelo menos, o valor suficiente para cobrir entre seis meses a um ano das despesas frequentes do seu animal de estimação.

Nota importante: Caso precise de recorrer a este fundo, procure repor o montante assim que possível, para garantir que continua protegido perante futuros imprevistos.

Como poupar para emergências veterinárias sem afetar o orçamento mensal?

Criar um fundo de emergência animal nem sempre é fácil. Entre despesas do dia a dia, imprevistos e outros objetivos financeiros, é possível que não haja muito espaço no orçamento para acomodar mais uma poupança.

No entanto, há estratégias simples que pode colocar em prática para garantir que consegue amealhar o suficiente para cobrir despesas urgentes com o seu animal:

  • Defina um objetivo de poupança concreto e um prazo para o atingir;
  • Divida esse objetivo pelo número de meses em que o quer alcançar para saber quanto terá de poupar mensalmente;
  • Coloque o dinheiro que for juntando numa conta poupança à parte para não correr o risco de o utilizar noutros gastos;
5 formas de acelerar a criação do fundo de emergência:
→ Direcione qualquer excedente do seu orçamento para o fundo de emergência;
→ Reveja os seus gastos mensais e tente reduzir despesas;
→ Cancele subscrições que não utiliza ou que não são essenciais;
→ Venda artigos que já não usa para ganhar algum dinheiro extra;
→ Canalize todos os pequenos montantes que conseguir, como os trocos das compras, para a poupança.

Como reduzir o risco de despesas veterinárias elevadas?

A melhor forma de lidar com despesas veterinárias inesperadas é a prevenção. Assim, deve:

  • Garantir uma alimentação de qualidade ao seu animal;
  • Levá-lo a fazer check-ups veterinários regulares;
  • Manter a vacinação e desparasitação em dia;
  • Estimulá-lo a praticar exercício físico;
  • Garantir todos os cuidados de higiene;
  • Evitar que ele tenha acesso a brinquedos ou objetos que possam ser perigosos.

Um fundo de emergência substitui o seguro animal?

Um fundo de emergência e um seguro animal são ferramentas diferentes, mas complementares, uma vez que ambas têm como objetivo garantir a proteção financeira perante situações inesperadas.

Dependendo do plano, um seguro para animais pode cobrir acidentes, consultas, exames, análises, cirurgias e hospitalização. Além disso, também pode incluir vantagens como serviços de assistência ao domicílio ou até apoio em caso de desaparecimento do animal.

Por outro lado, o fundo de emergência pode ser utilizado para pagar despesas avultadas que não estejam incluídas na apólice, como consultas de especialidade, tratamentos prolongados ou medicação regular que o animal precise.

No caso de animais mais velhos ou que já tenham problemas de saúde, o fundo de emergência também é fundamental, uma vez que a maior parte dos seguros impõe limites de idade e não cobre doenças pré-existentes.

Assim, a resposta à pergunta “um fundo de emergência substitui um seguro para animais?” é não. As duas soluções são complementares e, quando utilizadas em conjunto, oferecem uma maior proteção financeira perante despesas veterinárias inesperadas.

O que fazer se surgir uma emergência veterinária e não tiver dinheiro disponível?

Se tiver dificuldades em pagar as despesas médicas do seu animal, existem várias entidades que oferecem os seus serviços a um preço reduzido. É o caso, por exemplo, dos serviços municipais, dos hospitais das faculdades de veterinária, das associações de proteção dos animais ou das redes de veterinários low cost. No entanto, tenha em atenção que, regra geral, estas instituições só disponibilizam cuidados de saúde primários.

Também existem clínicas que permitem pagamentos faseados, sobretudo quando se trata de tratamentos médicos bastante dispendiosos.

Nas situações mais urgentes, em que o animal precisa de cuidados imediatos, tem sempre a possibilidade de recorrer a um crédito pessoal, como o Crédito Pessoal para Despesas da Cofidis, que tem taxas e prestações fixas. Assim, consegue garantir que o seu animal recebe o tratamento que precisa, sem prejudicar as suas finanças.

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