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11 erros financeiros no regresso às aulas a evitar

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Daniela Cunha
Daniela Cunha

Evitar alguns erros financeiros no regresso às aulas é essencial para controlar o orçamento familiar e reduzir o impacto das despesas do início do ano letivo. Muitos destes erros resultam da falta de planeamento, de compras por impulso ou da ausência de um orçamento definido, mas podem ser evitados com algumas estratégias simples.

O começo de um novo ano escolar representa um esforço financeiro significativo para muitas famílias portuguesas. De acordo com um estudo de 2025, cada agregado gasta, em média, 600 euros por filho no regresso às aulas. O material escolar, com um custo superior a 160 euros, é a principal despesa, seguido do vestuário, do calçado e dos materiais de apoio ao estudo.

Embora estas despesas sejam inevitáveis, existem formas de as reduzir sem comprometer as necessidades dos alunos. Neste artigo, mostramos-lhe os 11 erros financeiros mais comuns no regresso às aulas e explicamos como os evitar para poupar dinheiro e gerir melhor o orçamento familiar.

11 erros financeiros no regresso às aulas a evitar para aumentar a poupança

Cometer alguns erros financeiros no regresso às aulas pode fazer com que o orçamento familiar derrape logo no início do ano letivo. A boa notícia é que muitos destes erros são fáceis de evitar com algum planeamento e decisões de compra mais conscientes.

Conheça os erros mais comuns e descubra como reduzir as despesas escolares sem comprometer aquilo de que os seus filhos realmente precisam.

1. Deixar as compras para a última hora

Deixar as compras para os últimos dias antes do regresso às aulas é um dos erros mais comuns e pode sair caro. Além de aumentar o stress, reduz a probabilidade de encontrar os melhores preços e a maior variedade de produtos.

O ideal é começar a preparar o novo ano letivo com alguma antecedência. Assim, consegue comparar preços, aproveitar campanhas promocionais e comprar o material escolar de forma mais económica. Por outro lado, quando deixa tudo para a última hora, a oferta disponível tende a ser mais limitada e os preços podem ser mais elevados.

2. Não definir um orçamento para as despesas escolares

O orçamento é a base de qualquer estratégia de poupança. Durante o regresso às aulas, em que a pressão financeira é maior, esta ferramenta é ainda mais importante para garantir uma gestão eficiente e responsável do dinheiro.

O primeiro passo para definir o seu orçamento é listar todos os artigos que precisa mesmo de comprar. Depois, pode criar categorias de despesa – como livros, material escolar, roupa ou tecnologia –, separá-las por criança (caso tenha mais do que um filho) e definir um valor limite para cada uma.

Desta forma, é mais fácil evitar gastar mais do que deve e manter-se dentro das suas possibilidades financeiras.

Dica importante: Não se esqueça de incluir os gastos que podem ir surgindo ao longo do ano e de deixar uma margem para imprevistos.

Para ajudar, criámos um exemplo de distribuição do orçamento que pode seguir:

CategoriasArtigos
Material escolarMochila, estojo, lancheira e saco de desporto
Cadernos e livros de apoio
Material de escrita
Material de desenho
Material de arquivo e organização
VestuárioRoupa
Calçado
Equipamentos para educação física
TecnologiaComputador
Calculadora
Acessórios (rato, auscultadores, impressora, etc.)
RefeiçõesAlmoços escolares
Lanches
Atividades extracurricularesMensalidades
Material necessário e equipamentos específicos
MobiliárioSecretária, cadeira e outros elementos para a zona de estudo

3. Comprar tudo novo sem verificar o que já tem de anos anteriores

Nem todo o material escolar tem de ser novo. Há artigos de anos anteriores, ou até de irmãos mais velhos ou outros familiares, que continuam em bom estado e podem perfeitamente ser reutilizados.

Antes de ir às compras, faça um inventário do que tem em casa e que pode ser reaproveitado. Além de poupar, estará a promover a sustentabilidade.

4. Fazer as compras de material escolar sem uma lista

Ter uma lista quando vai comprar o material escolar é fundamental. Não só para não se esquecer de nada do que é essencial, mas também para evitar comprar artigos desnecessários ou em duplicado, que o farão gastar mais dinheiro do que é preciso.

5. Não comparar preços entre lojas

Quer esteja a pensar comprar em lojas físicas ou online, é aconselhável que, primeiro, compare os preços nos vários locais.

Mesmo com as promoções de regresso às aulas, os valores podem variar significativamente entre estabelecimentos. Fazer uma pesquisa prévia permite-lhe comparar preços e garantir que encontra as melhores ofertas.

6. Ignorar promoções e campanhas de regresso às aulas

Praticamente todas as lojas oferecem descontos e campanhas especiais de regresso às aulas. Estas promoções são excelentes para poupar mais algum dinheiro, por isso deve aproveitá-las, mas também é fundamental que esteja atento para não ser enganado.

Compare ofertas entre vários estabelecimentos e utilize um comparador de preços, como o da DECO, para perceber se a promoção é real.

7. Ceder à pressão das marcas e dos artigos da moda

É normal que os mais pequenos queiram mochilas e cadernos das suas personagens preferidas. Mas, regra geral, estes artigos são mais caros do que as opções “neutras”, o que faz aumentar a fatura do regresso às aulas.

Além disso, é bem possível que ao fim de uns meses as crianças já tenham outra preferência e queiram renovar o material. Assim, prefira os artigos intemporais, sem as tendências ou modas do momento, que podem ser reutilizados durante vários anos.

8. Desvalorizar as marcas brancas

Atualmente, existem produtos de marca própria ou marca branca que oferecem uma excelente relação qualidade-preço, sobretudo no que diz respeito aos artigos de papelaria. Considere estas opções mais genéricas quando for comprar o material escolar dos seus filhos.

9. Não aproveitar os manuais escolares gratuitos

Os alunos do 1.º ao 12.º ano que frequentem escolas públicas ou escolas privadas com contrato de associação têm direito a manuais escolares gratuitos, o que permite aos encarregados de educação poupar umas boas centenas de euros.

Para ter acesso aos manuais, só precisa de se registar na plataforma MEGA, onde encontra os vouchers para levantar os respetivos livros.

10. Esquecer-se de pedir fatura com número de contribuinte

Sabia que 30% das despesas com educação podem ser deduzidas no IRS, até ao limite máximo de 800 euros? Aqui inclui-se, além de livros e eventuais mensalidades, todo o material escolar necessário para o regresso às aulas.

Assim, ainda que não seja uma poupança imediata, pedir fatura com NIF pode trazer-lhe vantagens no reembolso de IRS.

11. Recorrer ao crédito sem avaliar o impacto no orçamento

Pedir um crédito pode ser uma solução para fazer face às despesas escolares, mas essa decisão deve ser tomada de forma consciente e com uma avaliação prévia do impacto no orçamento familiar.

Assim, antes de contratar qualquer financiamento, é fundamental calcular a sua taxa de esforço para garantir que não corre o risco de se sobreendividar e entrar em incumprimento.

Se já tem vários créditos ativos, pode fazer sentido avaliar a possibilidade de recorrer a um crédito consolidado. Esta solução permite reunir vários financiamentos numa única prestação mensal, que tende a ser mais baixa, reduzindo o esforço financeiro. Em alguns casos, é ainda possível incluir um montante adicional de financiamento para responder a novas necessidades.

Antes de avançar, utilize um simulador de Crédito Consolidado, como por exemplo o da Cofidis, para estimar o valor da nova prestação e perceber se esta solução é adequada à sua situação financeira.

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