Como curar um escaldão solar rapidamente e evitar marcas
Índice de conteúdos:
- O que é um escaldão solar e quais as suas causas?
- Que tipos de queimaduras solares existem?
- Que pessoas estão mais suscetíveis a queimaduras solares?
- Quais os sintomas de uma queimadura solar?
- Quanto tempo demora a passar um escaldão?
- Como curar um escaldão solar rapidamente?
- Quando procurar ajuda médica?
- Como evitar apanhar um novo escaldão solar?
Saber como curar um escaldão solar rapidamente é essencial para aliviar a dor, reduzir a inflamação e evitar que a pele fique com marcas ou sofra danos mais graves.
As queimaduras solares podem causar vermelhidão, dor, sensação de calor na pele e, em casos mais graves, inchaço e formação de bolhas. Para além do desconforto imediato, representam uma agressão à pele que, quando repetida ao longo do tempo, aumenta o risco de envelhecimento precoce e de doenças cutâneas, como o cancro da pele.
Apesar da crescente sensibilização para os riscos da exposição solar, estudos recentes mostram que 42% dos portugueses admite já ter sofrido queimaduras solares graves e 45% continua a associar o bronzeado a beleza e saúde. Além disso, embora 63% dos inquiridos afirme utilizar protetor solar, nem sempre o aplica corretamente ou com a frequência recomendada.
Neste artigo, explicamos como curar um escaldão solar rapidamente, mas também que medidas deve adotar para os prevenir.
O que é um escaldão solar e quais as suas causas?
Um escaldão solar (ou eritema solar) é uma queimadura da pele provocada pela exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV), proveniente do sol ou de fontes artificiais, como os solários.
É, por outras palavras, uma inflamação desencadeada pelo sistema imunitário como resposta aos danos celulares causados pela radiação UV.
| Sabia que existem dois tipos principais de radiação ultravioleta? Os UVA e UVB. Os raios UVA penetram mais profundamente na pele e estão associados ao fotoenvelhecimento, contribuindo para o aparecimento de rugas, manchas e perda de elasticidade. Já os raios UVB são os principais responsáveis pelos escaldões solares e também aumentam o risco de desenvolver cancro da pele e outras doenças cutâneas. |
Que tipos de queimaduras solares existem?
A gravidade de uma queimadura solar depende de vários fatores, como o fotótipo e a sensibilidade da pele, a intensidade da radiação UV, o tempo de exposição ao sol e a utilização (ou não) de proteção solar.
De forma geral, as queimaduras solares dividem-se em três graus de gravidade:
- Queimadura de primeiro grau (mais leve): afeta apenas a camada externa da pele;
- Queimadura superficial de segundo grau (moderada): afeta a epiderme (a camada externa) e a derme;
- Queimadura profunda de segundo grau (grave): afeta as camadas mais profundas da pele, provocando a destruição de tecidos.
| Sabia que… A nossa pele tem “memória” e regista cada agressão solar que sofreu ao longo do tempo, independentemente da gravidade? Assim, mesmo os escaldões considerados leves têm um efeito cumulativo que, ao longo do tempo, terá consequências na saúde cutânea. |
Que pessoas estão mais suscetíveis a queimaduras solares?
Nem todas as pessoas reagem da mesma forma à exposição solar. A verdade é que, dependendo de determinados fatores, há pessoas mais predispostas a apanhar um escaldão.
De forma geral, tem maior risco de sofrer queimaduras solares:
- Quem tem pele sensível ou muito clara: as pessoas com fotótipo I ou II produzem menos melanina (o pigmento que dá cor à pele e ajuda a protegê-la da radiação UV) e, por isso, estão mais suscetíveis a queimaduras solares. O mesmo acontece a quem tem pele sensível, que pode reagir à radiação de forma negativa;
- Quem frequenta solários: ao contrário do que se possa pensar, os solários não são uma forma saudável de ficar bronzeado. Tal como o sol, também emitem radiação UV que causa dados cutâneos e pode provocar queimaduras;
- Quem toma determinada medicação: há medicamentos que tornam a pele mais sensível à radiação solar, aumentando a probabilidade de apanhar um escaldão. É o caso de alguns antibióticos, diuréticos, anti-inflamatórios e determinados medicamentos para doenças cardiovasculares, psiquiátricas, diabetes, colesterol ou acne;
- Quem passa muito tempo ao sol: seja em lazer ou a trabalhar, estar várias horas no exterior sem a proteção adequada aumenta o risco de queimaduras solares;
- Quem está em contacto com superfícies que refletem a luz solar: a água, a neve e a areia têm um efeito refletor e intensificam a exposição aos raios UV. Por isso, estar na praia, nadar ou praticar desportos na neve, como ski, torna a pele mais suscetível às queimaduras.
Quais os sintomas de uma queimadura solar?
Antes de mais, importa referir que os escaldões podem não ser imediatamente evidentes, podendo os primeiros sinais surgir algumas horas depois da exposição solar. Além disso, dependendo do tipo de queimadura, os sintomas variam.
- Escaldão ligeiro:
- Vermelhidão;
- Pele seca e quente;
- Dor e sensibilidade.
- Escaldão moderado:
- Vermelhidão intensa;
- Bolhas com líquido transparente;
- Dor forte;
- Pele ultrassensível ao toque;
- Escamação.
- Escaldão grave:
- Bolhas perfuradas ou numa área muito extensa;
- Pele descolorada;
- Dor ligeira, uma vez que a pele está quase “anestesiada”;
- Inchaço.
| Sabia que… É possível apanhar um escaldão no couro cabeludo? Para o evitar, utilize sempre chapéu e aplique protetor solar próprio para esta área do corpo. |
Quanto tempo demora a passar um escaldão?
O tempo de recuperação de um escaldão depende da gravidade da queimadura e dos cuidados adotados após a exposição solar.
Enquanto os casos mais ligeiros tendem a desaparecer ao fim de poucos dias, as queimaduras mais graves podem demorar várias semanas a cicatrizar e necessitar de acompanhamento médico.
| Tipo de queimadura | Tempo necessário para curar |
| Escaldão leve (queimadura de primeiro grau) | Cerca de uma semana |
| Escaldão moderado (queimadura superficial de segundo grau) | Duas a três semanas |
| Escaldão grave (queimadura profunda de segundo grau) | Duas a três semanas, sendo que pode requerer cuidados médicos profissionais |
Como curar um escaldão solar rapidamente?
Se apanhou um escaldão, os primeiros cuidados fazem toda a diferença. Embora a recuperação dependa da gravidade da queimadura, existem medidas simples que ajudam a aliviar o desconforto, acelerar a cicatrização e evitar complicações:
- Fique na sombra: independentemente da gravidade, não se exponha ao sol enquanto o escaldão não passar;
- Arrefeça a área queimada: tome um duche de água fria (mas não gelada) ou aplique compressas húmidas;
- Hidrate a pele: aplique uma loção ou creme apropriado;
- Mantenha-se hidratado: beba bastante água para combater a desidratação e ajudar o corpo a recuperar;
- Trate a dor: se necessário, tome um analgésico para minimizar a dor;
- Vista roupa confortável: opte por peças leves, largas e frescas que não friccionem a pele;
- Observe outros sintomas: monitorize a temperatura corporal e esteja atento a sinais de uma possível infeção.
| 9 coisas que nunca deve fazer se apanhar um escaldão solar: → Aplicar álcool ou produtos que o contenham, pois podem irritar e ressecar mais a pele; → Utilizar pomadas ou produtos que aumentem a temperatura da pele, como alguns bálsamos e cremes não indicados para queimaduras; → Rebentar as bolhas, uma vez que aumentam o risco de infeção e atrasam a cicatrização; → Colocar gelo ou água muito fria diretamente sobre a pele, já que o frio intenso pode agravar a lesão; → Tomar banho de água quente, o que aumenta a irritação e a inflamação; → Esfregar a pele, mesmo que esteja a descamar; → Aplicar óleos ou substâncias gordurosas, que dificultam a dissipação do calor da pele; → Cobrir a queimadura com algodão ou materiais que possam aderir à pele, tornando a remoção mais dolorosa; → Usar roupa apertada ou tecidos sintéticos, que aumentam o atrito e podem agravar o desconforto. |
Quando procurar ajuda médica?
A maioria dos escaldões solares melhora com cuidados em casa. No entanto, quando a queimadura é extensa ou provoca sintomas mais graves, é importante procurar assistência médica para evitar complicações.
Além disso, procure assistência médica de imediato se, após a exposição ao sol, surgirem sintomas compatíveis com uma insolação ou golpe de calor, como:
- Náuseas;
- Vómitos;
- Tonturas;
- Fraqueza;
- Febre e dor de cabeça;
- Calafrios;
- Confusão mental.
Como evitar apanhar um novo escaldão solar?
Mesmo que tenha uma maior tendência para apanhar escaldões, isso não significa que tenha de evitar o sol. A exposição solar é importante para a produção de vitamina D e benéfica para a saúde, desde que seja feita com moderação e as devidas medidas de proteção:
- Aplique protetor solar: escolha um protetor de largo espetro (que proteja contra os raios UVA e UVB) com um fator de proteção solar de, pelo menos, 30 (sendo o ideal 50 ou 50+). Aplique-o diariamente, mesmo em dias nublados, de forma generosa em todas as zonas expostas e renove a aplicação a cada duas horas ou sempre que nadar, transpirar ou se secar com a toalha;
- Proteja a pele e os olhos: utilize roupa leve e clara, chapéu e óculos de sol;
- Consulte o índice UV: verifique diariamente o índice de radiação ultravioleta antes de se expor ao sol. Quanto mais elevado for este indicador, maior é o risco de sofrer um escaldão e de provocar danos na pele, sendo necessário reforçar as medidas de proteção;
- Evite as horas de maior calor: nomeadamente entre as 12h00 e as 16h00;
- Mantenha-se hidratado.
Os escaldões podem ser prevenidos, na maioria dos casos, com uma exposição solar responsável e uma utilização correta do protetor solar. Ainda assim, se sofrer uma queimadura, agir rapidamente e adotar os cuidados adequados ajuda a aliviar os sintomas, acelerar a recuperação e reduzir o risco de complicações.
Se a queimadura for extensa, provocar bolhas, febre ou sinais de infeção, não adie a avaliação médica. Nestas situações, ter um seguro de saúde pode facilitar o acesso a cuidados médicos imediatos, com menor impacto financeiro.
