Validade do protetor solar: mito ou realidade?
Índice de conteúdos:
- Qual é a validade do protetor solar?
- É seguro usar um protetor solar de um ano para o outro?
- Como saber se um protetor solar está em bom estado?
- Como guardar um protetor solar depois de aberto?
- Mitos sobre o protetor solar que precisa de conhecer
A validade do protetor solar é um tema que levanta muitas dúvidas, sobretudo quando chega o verão ou encontramos embalagens abertas do ano anterior. Neste artigo, explicamos como saber se o protetor solar ainda está em condições de ser utilizado, quais os sinais de degradação a que deve estar atento e como o deve conservar para garantir a máxima eficácia.
Tal como qualquer outro produto de cosmética, o protetor solar tem um prazo de validade que deve ser respeitado. No entanto, fatores como a exposição ao calor, à luz solar ou às mudanças de temperatura podem acelerar a degradação da fórmula e fazer com que este se estrague antes da data indicada na embalagem.
Por isso, garantir que o produto mantém as suas propriedades é essencial para uma proteção eficaz da pele, ajudando a prevenir queimaduras, manchas ou outros problemas cutâneos.
Afinal, qual é a validade do protetor solar?
Todos os protetores solares têm um prazo durante o qual se mantêm estáveis e eficazes. Geralmente, são três anos. No entanto, este período é válido apenas se a embalagem não for aberta e se for armazenada em condições ideais.
Depois da abertura, o tempo de vida útil do protetor diminui drasticamente. Por norma, têm um prazo de validade de 12 meses, mas em alguns casos pode estender-se até aos 24.
Para saber quanto tempo dura o protetor, deve considerar o símbolo que vem em praticamente todos os frascos: um número seguido da letra “M”. É este pictograma que indica o período durante o qual o produto mantém a sua eficácia depois de aberto. Por exemplo, se a indicação for de “12M, significa que o protetor pode ser utilizado nos 12 meses seguintes à sua abertura.
Ainda assim, é importante referir que nem sempre um protetor dentro do prazo de validade está em condições, pois tudo depende da forma como é utilizado e acondicionado.
Ou seja, é possível ter um protetor solar com dois ou três anos que esteja em bom estado – desde que nunca tenha sido aberto e esteja bem armazenado –, como também é possível que um protetor com poucos meses de uso já esteja estragado.
É seguro usar um protetor solar de um ano para o outro?
Regra geral, não. Tenha em conta que este tipo de produto só deve ser utilizado de um ano para o outro caso tenha sido mantido em condições normais de temperatura e armazenamento, o que raramente acontece.
Por exemplo, ao levá-lo para a praia ou para a piscina, muito provavelmente o protetor será exposto à luz solar direta e a temperaturas superiores a 25ºC, o que faz com que se degrade mais rapidamente, afetando a sua eficácia.
Quais os principais riscos a considerar?
Ter um protetor solar expirado ou estragado significa que os seus ingredientes ativos podem já não ser eficazes. Ou seja, a proteção contra os raios ultravioleta deixa de ser garantida. Neste seguimento, ao utilizar um protetor fora de validade, é mais provável que sofra queimaduras, escaldões e outros danos causados pelo sol o que, por sua vez, aumenta o risco de desenvolver cancro da pele.
É importante ressalvar que estas consequências não são causadas pelo protetor solar expirado, mas sim pela exposição ao sol sem proteção adequada.
| Fast Fact: Utilizar protetor solar continua a ser uma das formas mais eficazes de proteger a pele dos efeitos nocivos da radiação. Sabia que, de acordo com um estudo australiano, o uso diário de protetor pode reduzir a incidência de melanoma em 50%? |
Como saber se um protetor solar está em bom estado?
Quando está fora de validade, o protetor solar apresenta, geralmente, alterações na cor, textura, consistência e cheiro:
- Cor: a aparência visual é o primeiro indicador a ter em conta. Se o protetor estiver mais escuro ou com um tom amarelado, é provável que esteja estragado;
- Cheiro: um odor azedo ou diferente do habitual indica deterioração química dos componentes. Assim, um cheiro químico invulgar pode ser sinal de oxidação dos filtros UV;
- Textura: aqui há várias possibilidades. O produto pode separar-se em duas fases distintas (uma parte oleosa e uma parte cremosa), pode ganhar grumos e pequenos grãos, ou pode ficar demasiado aquoso. Todas estas alterações indicam instabilidade na fórmula e ineficácia dos filtros;
- Consistência: por norma, os protetores solares expirados são difíceis de espalhar no corpo.
| Em suma… | |
| Use o protetor solar se: → O produto foi bem armazenado; → Está dentro do prazo de validade; → Não apresenta alterações. | Deite fora se: → O produto esteve exposto ao sol ou temperaturas elevadas; → Já passou o prazo de validade indicado na embalagem; → Existem alterações no cheiro, cor, textura ou consistência. |
Como guardar um protetor solar depois de aberto?
Para que o protetor solar dure o máximo de tempo possível em boas condições, é importante ter alguns cuidados:
- Anote a data de abertura na embalagem;
- Feche a embalagem depois de cada utilização para evitar a oxidação dos componentes e a contaminação por bactérias;
- Deixe-o protegido da luz solar direta;
- Em casa, guarde-o num local seco e fresco.
7 mitos sobre o protetor solar que precisa de conhecer
A utilização de protetor solar é fundamental para proteger a pele dos danos causados pelo sol. Contudo, e apesar do consenso em relação à sua importância, ainda existem muitos mitos à volta deste produto. Conheça os principais.
1. “O protetor solar provoca cancro”
Recentemente, tem vindo a ser divulgada a ideia de que o protetor solar pode causar cancro. Isto porque, apesar de a sua utilização estar massificada, o número de casos de melanoma e outras formas de doenças da pele tem aumentado de forma substancial nos últimos anos.
Os cientistas chamam a este fenómeno o “paradoxo do protetor solar”: a incidência de cancro é maior porque, ao utilizarem protetor, as pessoas tendem a passar mais tempo ao sol (além de, por norma, não o aplicarem corretamente ou de forma suficiente).
Na verdade, não há nenhuma evidência que mostre que o protetor solar provoca cancro. O que está provado é que os raios ultravioleta têm um efeito nocivo e potencialmente cancerígeno.
2. “Não é preciso usar protetor solar no inverno ou quando está nublado”
Este é um dos mitos mais enraizados. É importante perceber que não é só no verão que o sol é perigoso. Mesmo que a luz solar não seja visível, a radiação continua a existir, sendo por isso possível apanhar um escaldão.
3. “O protetor solar não deixa a pele bronzear-se”
Nenhum protetor solar filtra a 100% a radiação UV. Assim, mesmo que utilize um FPS mais elevado, é possível bronzear-se. A diferença é que demora um pouco mais.
No entanto, é sempre preferível optar pelos produtos com fator de proteção mais alto, que além de protegerem a pele de queimaduras, também ajudam a evitar o envelhecimento precoce.
4. “Quem tem pele escura ou morena não precisa de protetor solar”
As pessoas com pele mais escura têm uma maior quantidade de melanina – o pigmento natural responsável pela cor da pele, cabelo e olhos –, que, em teoria, pode oferecer proteção adicional (mas mínima) dos raios ultravioleta. Por isso, a utilização de protetor solar continua a ser crucial.
5. “Não é preciso reaplicar um protetor com fator de proteção 50 ou mais”
O FPS (fator de proteção solar) indica o tempo que uma pessoa pode ficar exposta ao sol sem se queimar, dependendo da capacidade de autoproteção da sua pele. Por exemplo, se conseguir ficar dez minutos ao sol sem apanhar um escaldão, um produto com FPS 30 multiplica por 30 o seu tempo de exposição solar (300 minutos).
Assim, a proteção que o protetor lhe confere depende do seu tipo de pele, mas também da quantidade de produto que aplica (a recomendação é de duas a três colheres de sopa para o corpo de um adulto).
De qualquer das formas, o protetor solar deve ser reaplicado frequentemente para garantir a sua eficácia.
6. “Ao usar um protetor solar à prova de água, não é preciso aplicar novamente depois de ir a banhos”
De acordo com os critérios da Cosmetics Europe, para que um protetor seja resistente à água, a proteção solar que permanece após a ida a banhos tem de ser superior a 50% do valor original.
Assim, ser à prova de água não significa que a proteção se mantém intacta. Ou seja, é sempre necessário aplicar novamente o produto depois de nadar.
7. “Se usar maquilhagem com FPS, não é necessário usar protetor solar”
A maquilhagem não cobre todo o rosto. Além disso, é necessário reaplicar o protetor solar ao longo do dia.
Para garantir uma proteção solar eficaz, o protetor deve ser aplicado cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicado de duas em duas horas, especialmente após nadar, transpirar ou utilizar a toalha.