Dinheiro

Saiba a quem pertence uma referência multibanco

4 min

O recurso a referência multibanco é um método de pagamento cada vez mais utilizado pelos consumidores. Mas é preciso ter cuidado e confirmar a segurança e legitimidade da transação. Saiba como, neste artigo.

Milhares de portugueses recorrem diariamente a referências multibanco para efetuar pagamentos. Além de ser um método seguro, oferece praticidade e comodidade a quem o utiliza. Ainda assim, é importante confirmar sempre a legitimidade da operação e saber para onde vai o seu dinheiro, já que há cada vez mais burlões a aproveitar-se de quem pouco percebe da matéria.

Saiba como descobrir a quem pertence uma referência multibanco e como utilizar este método de pagamento de forma segura.

Como funciona o pagamento por referência multibanco?

Fazer pagamentos através de referências multibanco é um procedimento simples e cada vez mais seguro, desde que, antes de finalizar a operação possa confirmar a quem pertence. Além de ser uma alternativa ao cartão de crédito, pode fazer pagamentos por este meio 24 horas por dia, em qualquer dia da semana, através de uma caixa multibanco ou do serviço de homebanking, no seu telemóvel ou computador. O facto de não precisar de inserir quaisquer informações pessoais durante o processo de pagamento confere alguma proteção aos seus dados pessoais.

Nas operações de pagamento com recurso à referência multibanco, pode fazer:

  • Pagamentos de compras ou serviços;
  • Pagamentos ao Estado;
  • Pagamentos de telecomunicações.

Se fizer o pagamento numa caixa multibanco, basta inserir o cartão, digitar o código PIN, selecionar o tipo de pagamento e posteriormente, digitar a entidade, referência e o montante a pagar.

Caso prefira fazê-lo através da internet, no site do banco, além de ter de inserir os dados de pagamento, poderá ter de inserir alguns elementos de segurança adicionais, como algarismos do cartão matriz e, adicionalmente, um código enviado pelo seu banco por SMS ou através de chamada, para que a operação possa ser concluída. 

Uma vez concluída a operação, o dinheiro é retirado automaticamente da sua conta.

Posso ser burlado através de uma referência multibanco?

Com o crescimento das compras online, mediante o aumento da oferta de produtos através do comércio eletrónico, o pagamento por referência multibanco tornou-se cada vez mais usual, com o objetivo de facilitar a vida ao consumidor na hora de comprar. No entanto, essa facilitação potenciou simultaneamente as burlas através de pagamentos por referência bancária.

Leia mais  Dívidas fiscais: como agir para evitar males maiores

Entidades como por exemplo LusoPay, Easypay, euPago, Ifmb, Ifthenpay ou HiPay Wallet são geram métodos de pagamento, entre eles, referências multibanco. O problema são alguns sites, como falsas lojas online, que usam este meio para gerar dados de pagamento para levar o consumidor a pagar compras fictícias, sem nunca chegarem a receber os seus artigos. Este tipo de situação ocorre também com frequência em sites de anúncios de classificados. Por este motivo, por razões de segurança, deve confirmar sempre a entidade a quem está a fazer o pagamento.

Como saber a quem pertence uma referência multibanco?

Certamente que já utilizou este meio para pagar, por exemplo, a conta da luz, da água, de telecomunicações, de propinas, ou até para pagamento de compras ou serviços. No entanto, ainda há quem tente aproveitar-se da situação, e é importante que saiba a quem está a enviar dinheiro, antes de concluir qualquer operação.

Hoje quase todas as empresas ou instituições trabalham com referências multibanco próprias, identificadas com um código que vai gerar essa referência, para que possa confirmar a informação sobre a operação que está a realizar, como é o caso dos serviços públicos de apoio ao cidadão e contribuinte. Mas há outras entidades que emitem referências multibanco através de sistemas de pagamento com base nas entidades autorizadas pelo Banco de Portugal, o que torna mais difícil perceber a quem pertence determinada entidade.

Para ter a certeza de que a transação que está prestes a efetuar é legítima, pode consultar a lista de entidades e respetivos códigos, disponibilizada online, e conferir se deve ou não avançar com a transação. Nesta lista vai encontrar entidades como a EDP, a Galp, os CTT, a Brisa, a COFIDIS e a Segurança Social, por exemplo.

Em situações que não consegue confirmar a legitimidade da entidade, o melhor é optar por outro método de pagamento.

O que achou?