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Consumo do frigorífico: 7 truques para reduzir a fatura da luz

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Daniela Cunha
Daniela Cunha

Por estar ligado 24 horas por dia, o consumo do frigorífico pode ter um peso significativo na fatura da eletricidade. Saiba como tornar este equipamento mais eficiente, reduzir o gasto de energia e poupar.

Ao contrário de outros eletrodomésticos, o frigorífico funciona continuamente para manter os alimentos à temperatura adequada. Por isso, melhorar a sua eficiência pode ajudar a reduzir o consumo de energia e, consequentemente, o peso deste equipamento na conta da luz.

Embora não seja possível desligá-lo para poupar energia, há pequenos cuidados e mudanças de hábitos que pode colocar em prática no dia a dia para reduzir o consumo do equipamento sem comprometer a conversão dos alimentos. Descubra tudo, neste artigo.

Quanto gasta um frigorífico por dia, mês e ano?

De acordo com a DECO, em Portugal, um frigorífico consome, em média, cerca de 240 kWh por ano. Considerando um contrato de eletricidade no mercado regulado, com um preço de 0,1711 euros por kWh (IVA incluído), este consumo representa um gasto aproximado de:

  • 0,11 euros por dia;
  • 3,42 euros por mês;
  • 40,06 euros por ano.

A estes valores acresce o IVA à taxa aplicável.

O consumo real pode, no entanto, variar consoante o equipamento. A eficiência energética, a capacidade do frigorífico, a temperatura definida e a forma como é utilizado são alguns dos fatores que podem fazer aumentar ou diminuir o consumo.

Como calcular o consumo de um frigorífico? Para saber quanto custa a eletricidade consumida pelo seu frigorífico, multiplique o consumo anual do equipamento (indicado em kWh na etiqueta energética) pelo preço do kWh que consta da sua fatura de eletricidade. Por exemplo, se o frigorífico consumir 240 kWh por ano e pagar 0,1711 euros por kWh, o cálculo é o seguinte: 240 x 0,1654 = 41,06 euros por ano. Se quiser estimar o custo mensal ou diário, pode dividir o resultado por 12 meses ou por 365 dias, respetivamente. Para facilitar, pode utilizar o simulador Quanto Gasta, o da DECO ou o Cada Watt para fazer os cálculos.

O que influencia o consumo de um frigorífico?

O consumo de um frigorífico não depende apenas da sua potência. Há vários fatores que podem fazer com que o equipamento gaste mais ou menos eletricidade no dia a dia, nomeadamente:

  • Classe de eficiência energética: quanto mais eficiente for o equipamento, menor tende a ser o seu consumo de energia. Assim, um frigorífico de classe A ou B tende a consumir menos do que um de classe D, por exemplo;
  • Idade e tipo de equipamento: o tipo de frigorífico – combinado, com congelador ou de duas portas – também influencia o consumo. Além disso, à partida, um frigorífico mais antigo irá consumir mais energia do que um modelo mais recente;
  • Estado de conservação: tal como qualquer outro aparelho, os frigoríficos precisam de manutenção. Ao longo do tempo, as borrachas das portas podem deteriorar-se e deixar escapar o ar frio. A acumulação de sujidade também pode afetar o funcionamento do equipamento e aumentar o consumo de energia;
  • Temperatura definida: a temperatura escolhida no termostato influencia diretamente o consumo energético;
  • Localização e temperatura ambiente: o frigorífico deve ter espaço suficiente para permitir uma boa ventilação, sobretudo na parte traseira. Uma temperatura ambiente mais elevada também pode obrigar o equipamento a trabalhar mais para manter o interior frio e, assim, aumentar o consumo energético;
  • Frequência e duração da abertura da porta: sempre que abre a porta do frigorífico, há entrada de ar quente e perda de ar frio. Por isso, quantas mais vezes a abrir e quanto mais tempo permanecer aberta, maior poderá ser o consumo;
  • Quantidade de alimentos armazenados: um frigorífico demasiado cheio pode dificultar a circulação do ar frio, mas também não é aconselhável mantê-lo praticamente vazio.

Como reduzir o consumo do frigorífico? 7 truques que funcionam

Como o frigorífico está ligado permanentemente, alguns cuidados simples podem ajudar a reduzir o consumo de eletricidade sem comprometer a conservação dos alimentos. Por exemplo:

  1. Instale o frigorífico num local ventilado: evite colocá-lo perto de fontes de calor, como o fogão, e deixe um espaço de cerca de cinco a dez centímetros entre o equipamento e a parede para permitir uma boa ventilação;
  2. Defina uma temperatura adequada: mantenha o frigorífico nos 3ºC durante o verão e nos 5ºC no inverno para evitar perdas de energia;
  3. Evite abrir a porta desnecessariamente: antes de abrir o frigorífico, pense no que precisa de retirar e, sempre que possível, retire vários alimentos de uma só vez. Quanto menos tempo a porta estiver aberta, menor será a entrada de ar quente, evitando que o equipamento tenha de trabalhar mais para recuperar a temperatura;
  4. Controle a quantidade de alimentos armazenados: evite encher demasiado o frigorífico ou deixá-lo praticamente vazio. Um frigorífico demasiado cheio dificulta a circulação do ar frio, enquanto um frigorífico muito vazio pode ser menos eficiente;
  5. Organize corretamente os alimentos: guarde-os devidamente embalados para que não produzam humidade e distribua-os pelas prateleiras de forma a permitir a circulação do ar. Além disso, evite guardar alimentos ainda quentes, já que fazem subir temporariamente a temperatura interior e obrigam o equipamento a trabalhar mais;
Sabia que há uma forma correta de organizar o frigorífico?
→ Prateleiras superiores: laticínios, charcutaria e alimentos já cozinhados;
→ Prateleiras do meio: frutas e legumes;
→ Prateleiras inferiores: carne e peixe;
→ Porta: água, sumos ou temperos.
  1. Faça uma manutenção regular: verifique se as borrachas da porta estão limpas e em bom estado para garantir uma vedação adequada. Limpe regularmente a parte traseira do equipamento e descongele-o sempre que necessário para evitar a acumulação de gelo;
  2. Aproveite o frio dos alimentos congelados: opte por descongelar os alimentos dentro do frigorífico. Além de ajudar na conservação dos alimentos, o frio libertado ajuda a manter a temperatura interior.

Como saber se o frigorífico está a gastar energia a mais?

Apenas pela utilização diária pode não ser fácil perceber se o consumo do frigorífico é adequado ou excessivo. No entanto, há alguns sinais que podem indicar que o equipamento está a consumir mais energia do que o habitual:

  • Motor a trabalhar continuamente: o compressor do frigorífico deve ligar e desligar ao longo do dia para manter a temperatura adequada. Se estiver constantemente a trabalhar, pode ser sinal de que o equipamento está a fazer um esforço adicional para refrigerar;
  • Laterais ou parte traseira demasiado quentes: é normal que algumas zonas do frigorífico aqueçam durante o funcionamento. No entanto, se estiverem excessivamente quentes durante longos períodos, pode ser sinal de que o equipamento está a trabalhar mais do que o habitual;
  • Formação excessiva de gelo: uma acumulação anormal de gelo pode prejudicar o funcionamento do frigorífico e aumentar o consumo de energia;
  • Problemas na vedação da porta: se a borracha estiver danificada, deformada ou suja, pode permitir a entrada de ar quente, obrigando o frigorífico a trabalhar mais. Pode fazer um teste simples colocando uma folha de papel entre a porta e o frigorífico: se conseguir puxá-la facilmente com a porta fechada, a borracha pode não estar a vedar corretamente;
  • Temperatura instável: se os alimentos não se mantêm devidamente refrigerados ou se a temperatura oscila muito sem uma razão aparente, o frigorífico pode estar a ter dificuldade em manter a temperatura definida e, consequentemente, consumir mais energia.

Como escolher um frigorífico mais eficiente?

Escolher um frigorífico energeticamente eficiente pode ajudar a reduzir o consumo de eletricidade a médio e longo prazo. Para fazer uma escolha informada, comece por consultar a etiqueta de eficiência energética, que classifica os equipamentos numa escala de A a G: quanto mais próxima de A for a classificação, maior é a eficiência energética do aparelho.

Ao comparar diferentes classes energéticas, tenha também em conta a capacidade do frigorífico. Para que a comparação seja adequada, os equipamentos devem ter dimensões e capacidades semelhantes.

Escolher um modelo ajustado às suas necessidades também é importante, já que um frigorífico com uma capacidade muito superior à necessária pode representar um consumo de energia desnecessário.

Por fim, consulte o consumo anual de energia, indicado em kWh na etiqueta energética. Este valor permite comparar a quantidade de eletricidade que diferentes modelos consomem num ano e estimar quanto poderá gastar com cada um.

Quando compensa trocar um frigorífico antigo por um modelo mais eficiente?

Trocar um frigorífico antigo por um modelo mais eficiente pode compensar quando a poupança na eletricidade e outros benefícios da substituição justificam o investimento num novo equipamento. Por isso, a idade do frigorífico, por si só, não significa que tenha de o trocar.

Para perceber se a troca é vantajosa, comece por comparar o consumo anual do equipamento atual com o de um modelo novo. Se o novo frigorífico consumir menos energia, poderá reduzir o valor da fatura da eletricidade.

No entanto, é importante comparar essa poupança com o preço do novo frigorífico. Imagine que estima poupar 30 euros por ano e que o novo equipamento custa 500 euros. Neste caso, seriam necessários cerca de 17 anos para “recuperar” o investimento apenas através da poupança de eletricidade. Se a intenção for exclusivamente reduzir a conta da luz, a troca poderá não compensar.

Por outro lado, se o seu frigorífico tiver um consumo anual muito elevado (400 ou 500 kWh, por exemplo) ou precisar de uma reparação dispendiosa, a substituição pode justificar-se. Nesse caso, e tendo em conta que a compra de um novo equipamento pode representar um investimento significativo, o financiamento pode ser uma opção a considerar.

Caso decida avançar com a troca e necessite de financiamento, o Crédito Eficiência Energética da Cofidis é uma das opções disponíveis para financiar projetos que contribuam para melhorar a eficiência energética das habitações, incluindo a compra de equipamentos. Este tipo de crédito beneficia de uma taxa reduzida face aos empréstimos pessoais sem finalidade específica.

Antes de tomar qualquer decisão, faça as contas ao consumo do frigorífico atual, à poupança estimada com um modelo mais eficiente e ao custo da substituição. Assim, poderá perceber se trocar de equipamento é, de facto, a opção mais vantajosa para o seu orçamento.

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