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Etiquetas energéticas: tudo sobre a nova classificação

5 min
Daniela Cunha
Daniela Cunha

Índice de conteúdos:

  1. O que são as etiquetas energéticas e qual a sua importância?
  2. Como é que a classe energética influencia a conta da luz?
  3. O que mudou nas novas etiquetas energéticas?
  4. O que significa cada classe energética?
  5. Vale a pena pagar mais por um equipamento mais eficiente?

Saber interpretar as etiquetas energéticas é essencial para escolher eletrodomésticos mais eficientes, reduzir o consumo de eletricidade e poupar na fatura da luz. A nova classificação energética da União Europeia veio simplificar a informação, mas também gerou dúvidas sobre o significado das novas classes.

Ao comparar equipamentos, a etiqueta energética permite perceber rapidamente quais os modelos que consomem menos energia e apresentam melhor desempenho. Esta informação pode fazer uma diferença significativa no custo de utilização de um eletrodoméstico ao longo dos anos.

Neste artigo, explicamos como funciona a nova classificação das etiquetas energéticas, o que significa cada classe, que informações constam na etiqueta e como utilizá-la para fazer escolhas mais económicas e sustentáveis.

O que são as etiquetas energéticas e qual a sua importância?

As etiquetas energéticas são um sistema de classificação criado pela União Europeia e obrigatório em todos os Estados-Membro para identificar a eficiência energética de eletrodomésticos e outros equipamentos elétricos.

O seu principal objetivo é fornecer aos consumidores um conjunto de informações relevantes sobre o consumo dos aparelhos, ajudando-os a comparar produtos da mesma categoria e a optar pelas soluções mais eficientes e sustentáveis.

As etiquetas de eficiência energética são iguais em toda a União Europeia e utilizam uma escala que vai de A (mais eficiente) a G (menos eficiente), juntamente com um sistema de cores que varia entre o verde (menos consumo energético) e o vermelho (mais consumo energético). Aplicam-se não só a eletrodomésticos, mas também a todos os aparelhos que têm um consumo de energia relevante, nomeadamente:

  • Frigoríficos;
  • Máquinas de lavar loiça;
  • Máquinas de lavar roupa;
  • Televisores e monitores;
  • Lâmpadas e produtos de iluminação;
  • Sistemas de climatização;
  • Produtos eletrónicos.

Todos os fabricantes são obrigados a disponibilizar a etiqueta energética dos seus produtos, e os vendedores devem exibi-la de forma visível, tanto nas lojas físicas como nas lojas online.

Embora a informação possa variar consoante o tipo de equipamento, a etiqueta energética inclui, regra geral:

  • Nome do fabricante ou da marca;
  • Identificação do modelo;
  • Escala de eficiência energética;
  • Classe energética atribuída ao equipamento;
  • Consumo anual ou estimado de energia;
  • Pictogramas com as principais características e desempenho do produto (como capacidade, consumo de água ou nível de ruído, dependendo da categoria).

Como é que a classe energética influencia a conta da luz?

A classe energética tem um impacto direto no consumo de eletricidade de um equipamento. Quanto mais eficiente for um eletrodoméstico, menos energia necessita para desempenhar a mesma função, o que se traduz numa redução do consumo e da fatura da luz.

Embora os aparelhos com melhor classificação energética possam ter um preço de compra mais elevado, esse investimento tende a ser compensado ao longo do tempo através da poupança no consumo de eletricidade. Por isso, ao comparar dois equipamentos, é importante considerar não apenas o preço de aquisição, mas também o custo de utilização durante toda a sua vida útil.

O que mudou nas novas etiquetas energéticas?

Em 2021, a União Europeia introduziu uma nova escala de eficiência energética para tornar a classificação dos equipamentos mais clara e rigorosa. A antiga escala, que incluía as classes A+, A++ e A+++, foi substituída por uma classificação de A a G.

Esta alteração foi motivada pela evolução tecnológica dos equipamentos. À medida que estes se tornaram mais eficientes, a maioria passou a concentrar-se nas classes A+, A++ e A+++, dificultando a comparação entre modelos e reduzindo a utilidade da classificação para os consumidores.

Escala antigaNova escala
A+++A
A++B
A+C
AD
BE
CF
DG
E
F
G
Nota importante: Um eletrodoméstico que antes era classificado como A+++ não passou a consumir mais energia. Apenas foi reclassificado segundo critérios mais exigentes, podendo agora corresponder, por exemplo, a uma classe A, B ou C na nova escala.

Outra novidade é a inclusão de um código QR na etiqueta energética. Ao digitalizá-lo, pode consultar a ficha completa do produto na base de dados europeia EPREL (Registo Europeu de Produtos para a Etiquetagem Energética), onde estão disponíveis informações técnicas e detalhes sobre o desempenho energético do equipamento.

Sabia que… A Comissão Europeia prevê a reavaliação da escala sempre que a classe A concentre 30% dos produtos ou que 50% estejam entre as classes A e B? O objetivo é continuar a incentivar a inovação e o desenvolvimento de soluções mais eficientes.

O que significa cada classe energética?

A classificação energética varia entre A e G. Quanto mais próxima da letra A, maior é a eficiência energética do equipamento e menor tende a ser o consumo de eletricidade. Já os produtos classificados com F ou G são os menos eficientes e, por isso, tendem a consumir mais energia.

ClasseO que significa?Nível de eficiência
ARepresenta o nível mais elevado de eficiência energética. Consome significativamente menos energia do que a maioria dos equipamentos da mesma categoria.Mais eficiente
BEquipamentos com desempenho energético muito elevado e consumo reduzido, embora ligeiramente inferior aos da classe A.Muito eficiente
CBoa eficiência energética e um equilíbrio entre preço de compra e custos de utilização. É uma das classes mais comuns nos modelos atuais.Eficiente
DConsumo intermédio. Continua a cumprir os requisitos europeus de eficiência energética, mas com um desempenho inferior às classes mais elevadas.Eficiência média
EEquipamentos com consumo energético relativamente elevado quando comparados com os modelos mais eficientes.Abaixo da média
FConsumo elevado de energia e custos de utilização superiores ao longo do tempo.Pouco eficiente
GCorresponde ao nível mais baixo de eficiência energética. São os equipamentos que mais consomem eletricidade e que têm maior impacto ambiental.Menos eficiente
Dica importante: Sempre que possível, opte por equipamentos das classes A, B ou C, sobretudo se forem utilizados diariamente, como frigoríficos, máquinas de lavar roupa ou máquinas de lavar loiça. O investimento inicial pode ser superior, mas a poupança na fatura da eletricidade tende a compensar ao longo da vida útil do equipamento.

Vale a pena pagar mais por um equipamento mais eficiente?

Na maioria dos casos, sim, sobretudo se o equipamento for utilizado com frequência. Embora os eletrodomésticos com uma classe energética mais elevada tenham, regra geral, um preço de compra superior, também consomem menos eletricidade. Ao longo da sua vida útil, essa redução do consumo pode traduzir-se numa poupança significativa na fatura da luz, compensando o investimento inicial.

No entanto, a decisão deve ser feita caso a caso. Para perceber se vale a pena pagar mais por um modelo mais eficiente, é importante considerar fatores como:

  • A frequência com que utiliza o equipamento;
  • A diferença de preço entre os modelos;
  • O consumo anual de energia indicado na etiqueta;
  • A tarifa de eletricidade que tem contratada;
  • A vida útil expectável do eletrodoméstico.

Em equipamentos que estão ligados continuamente, como frigoríficos e arcas congeladoras, ou que são utilizados várias vezes por semana, como máquinas de lavar roupa e loiça, optar por uma classe energética superior tende a gerar uma poupança mais significativa ao longo do tempo.

Como escolher um eletrodoméstico mais eficiente?
→ Compare a classe energética;
→ Analise o consumo anual;
→ Escolha a capacidade adequada ao seu caso;
→ Avalie o consumo de água, se aplicável;
→ Considere o nível de ruído.

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